segunda-feira, 30 de julho de 2012

Alcatra na panela com legumes

Há quem afirme que a alcatra não é carne para fazer na panela. Eu, particularmente, acho que qualquer carne fica boa na panela (já fiz até picanha). A questão é que as chamadas carnes de primeira já são naturalmente macias e ficam boas de qualquer jeito. Já as de segunda, que geralmente são escolhidas para cozinhar na pressão, são mais duras e exigem um tempo maior de cozimento. Além de serem mais baratas e, portanto, menos nobres. Anyway, pra fugir do grelhado + salada, que eu acho extremamente sem graça, e compensar os excessos do fim de semana, hoje eu fiz uma alcatra na panela com legumes. Um prato leve, saboroso e rápido (não lembro da última vez que jantei antes das 21:00). O processo da panela à mesa foi o seguinte: temperei dois bifes grossos de alcatra com sal e pimenta do reino e reservei. Cortei ao meio 3 cenouras e três madioquinhas lavadas e reservei também. Refoguei uma cebola inteira cortada em  rodelas com cerca de uma colher de óleo de soja e juntei os bifes de alcatra. Mexi bem, acrescentei ervas secas, os legumes e deixei fritar um pouco. Depois, adicionei um copo longo de água e um tablete de caldo de carne e fechei a panela de pressão. Enquanto a carne e os legumes cozinhavam, fiz a couve flor (tem que fazer separado porque cozinha muito rápido). Refoguei meia cebola e três dentes de alho amassados e juntei as arvorezinhas de couve flor. Adicionei um pouco de água, só para cobrir o fundo da panela, e deixei cozinhar por cerca de 10 minutos. Ela praticamente cozinhou no vapor. A carne e os legumes levaram mais uns 5 minutos para ficarem prontos (um total de 15 minutos na pressão, mais ou menos). A carne ficou derretendo de macia e os legumes e o molho pegaram bem o gosto da carne. Ficou uma delícia! Nada mal para uma segundona, né? 

Cai bem melhor no inverno do que a dupla grelhado+salada!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Arroz com alho poró e frango

Essa semana começou com um risoto improvisado. Claro que isso foi antes de eu constatar que as lambanças dos últimos meses resultaram em dois quilos a mais na balança (a ignorância é uma benção!). Se eu sumir por um tempo já sabem a razão...rs. Como eu tinha arroz pronto da semana passada e não queria jogar fora, resolvi reaproveitá-lo nessa receita, que é muito fácil. Primeiro, tirei as folhas do alho poró, cortei em rodelas e refoguei com cebola, com uma colher de margarina e meio tablete de caldo de legumes e reservei. Depois, cozinhei 2 filés de peito de frango com água e sal até eles ficaram bem moles e desfiei. Juntei o frango ao alho poró, adicionei umas duas xícaras do arroz já cozido, meio copo de água bem misturada com amido de milho e uma colher de sopa de requeijão light. Misturei bem e deixei no fogo mais alguns minutos, até engrossar. Em menos de meia hora saiu um prato bonito, gostoso, relativamente diferente e muito simples!
Como esqueci de tirar uma foto no dia, tive que reproduzir hoje...rs

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Panquecas

Definitivamente eu não sei fazer panquecas. Já tentei algumas vezes, mas elas sempre saem deformadas, pequenas ou grandes demais. O gosto sempre fica ótimo, mas a aparência só é salva pela cobertura de molho e queijo ralado. Sexta passada me arrisquei novamente, sem sucesso. De qualquer forma, o procedimento foi o seguinte. Parte 1: a massa. A receita que eu fiz usa 1 copo de leite, 1 copo de farinha, 1 colher de sopa de óleo e uma pitada de sal. É só bater tudo no liquidificador e fritar pequenas quantidades dessa massa numa frigideira plana e de bordas curtas. Coloquei a massa diretamente do copo do liquidificador na frigideira, mas acho que se tivesse usado uma concha média, as panquecas ficariam mais uniforme. Ambos os lados da massa devem ser fritos, até ficarem levemente dourados. Parte 2: o recheio. Fritei uma cebola em um pouco de óleo e quando ficaram douradas, adicionei meio quilo que carne moída. Temperei a carne com sal e pimenta do reino na panela mesmo, mexendo bem para ficarem soltinhas, e quando a carne estava cozida, adicionei meia lata de ervilhas. Misturei bem meio copo de água e uma colher de chá de amido de milho e adicionei na carne, para a engrossar. Deixei cozinhar mais um pouco até levantar fervura e desliguei. Parte 3: o molho. Cebola picada frita na manteiga (ou azeite ou óleo) + molho pronto + um pouco de água. É só deixar ferver. Eu complemento com um pouco de sal, açúcar e ervas, para ficar mais encorpado e saboroso. Parte quatro: ufa!, a montagem. Coloquei cerca de duas colheres de recheio em cada panqueca e enrolei. Acomodei as panquecas em uma forma refratária retangular, cobri com molho e salpiquei queijo ralado. Deixei no forno por uns 15 minutos, até o queijo ralado ficar levemente dourado. O processo é um pouco demorado,  porque envolve a preparação de vários itens, mas é relativamente simples. Tem gente que gosta de servir com arroz, mas eu acho que é carboidrato demais, então servi com com salada. 
Me fala se isso é panqueca que se apresente?

Aí veio o Julio cheio de razão e fez a dele. 
Hahahahahaha!!!!!

Mas escondidas debaixo do molho ficaram uma beleza!

Caldo verde

Como a produção culinária semana passada foi fértil, não deu para publicar tudo. Além do espaguete e da harmonização, ainda rolou caldo verde e panqueca. Como essa semana tá meio parada, vamos de retrospectiva! Na última quinta-feira, o friozinho rendeu um caldo verde. Coloquei 5 batatas pequenas para cozinhar com cerca de meio litro de água na panela de pressão com água e sal. Enquanto cozinhavam, refoguei 1 paio, 1 cebola bem picada e dois dentes de alho espremido e reservei. Também cortei a couve em fatias bem finas (basta colocar uma folha em cima da outra, enrolar e fatiar. Eu prefiro tirar o talo, mas é opcional). Passei as batatas bem cozidas (tirei cerca de 15 minutos depois da panela pegar pressão) e sem casca no espremedor e depois bati no liquidificador com a água em que foi cozida. Adicionei esse caldo com um tablete de caldo de legumes na panela do refogado e deixei ferver, mexendo sempre. Depois que ferveu, diminuí o fogo e deixei cozinhar mais uns 5 minutos. Servi numa caneca grande, com pimenta do reino e couve crua em cima. Eu costumava cozinhar a couve com o caldo, mas ela fica muito mole. Quando colocada crua, ela fica mais saborosa e crocante, porque não cozinha muito. Rápido, fácil e saboroso! Depois, foi só correr com a mantinha para o sofá! 
Caldo verde bem quentinho!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Harmonização de queijos e cerveja


Inspirada por uma matéria publicada em uma revista de culinária, resolvi trocar os usuais companheiros dos queijos – os vinhos – por cerveja. Sou grande amante da bebida e fico meio confusa ao consumi-la em ocasiões que não sejam happy hour no boteco, churrasco, feijoada e outras mais informais. Mas eu e o Julio comprovamos que ela pode sim acompanhar perfeitamente   queijos, por exemplo, contanto que devidamente harmonizadas. Frescuras à parte (para mim, a tradicional pilsen sempre foi um ótimo acompanhamento para os mais variados tipos de queijo), a cerveja certa pode fazer da degustação de queijos uma experiência bastante diferenciada. De acordo com a tal matéria, as cervejas podem ser harmonizadas por contraste (cerveja adocicada + queijo salgado) ou por similaridade (cerveja e queijo com sabor adocicado). Com isso em mente, escolhemos para a nossa noitada: gorgonzola, parmesão, gruyére e  emental. Para o gorgonzola, sugere-se cervejas estruturadas e de sabor adocicado ou tostado, como do tipo Belgian pale ale, porter e stout, entre outras. Nós escolhemos a Colorado Demoiselle, do tipo porter. A porter é uma variação da stout, cuja principal representante é a famosa Guiness inglesa.  Bem escura e com toques de chocolate e café, combina perfeitamente (harmonização por similaridade) com o salgado e gorduroso gorgonzola.  Para acompanhar o parmesão (que é da família dos queijos duros), indica-se cervejas encorpadas e de alto teor alcoólico – como Belgian strong ale, stout e porter – ou grande concentração de lúpulo - como as do tipo India pale ale. Nós escolhemos a Eisenbahn Strong Golden Ale, que cujo sabor adocicado contrasta com o salgado do queijo (harmonização por contraste). O gruyére e o emental, que fazem parte da mesma família, dos queijos semiduros, combinam com cervejas com sabor de malte acentuado, levemente adocicadas e teor alcoólico um pouco maior, como a bock, pale ale e weizenbock. Como não encontramos nenhuma representante dessas categorias nos mercados da região (New Castle, Eisenbahn Weizenbock e Leffe Blond, por exemplo), fomos de Erdinger, que é mais indicada para queijos de mofo branco – como camembert e brie. Depois que tudo virou bagunça, encaramos a lager dinamarquesa Faxe Premium, do tipo premium american lager, e a jovem estoniana Viru, do tipo pilsen. A Faxe lembra a nossa pilsen, mas é mais encorpada. Além de ser deliciosa, vem numa lata de 1 litro fenomenal! A Viru, lançada em 2005, é bem leve e refrescante, com notas de amargor. A cerveja é muito boa e a garrafa é linda!!! Essas foram consumidas com o tradicional salaminho e presunto parma (além dos queijos). Posso falar? Caiu muitíssimo bem! Acho que já falei por aqui, mas repito: cerveja combina com tudo!

Tudo pronto para a saga!

Vítimas número 1: gorgonzola + 
Colorado Demoiselle. Minha dupla preferida!

Round 2: parmesão + Eisenbahn Strong 
Golden Ale. Sensacional!

Com o emental e o gruyére, na falta de cerveja ideal, 
fomos de Erdinger e, de fato, não harmonizou tão bem 
(mas quem se importa?).

A dinamarquesa Faxe Premium e sua humilde lata. 
Detalhe: o copo tem 470 ml

A garrafa da Viru parece um objeto de decoração.

E a noite acabou assim!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Espaguete com presunto parma e queijo brie


Uma massa é sempre uma ótima chance para exercitar a criatividade na cozinha, porque cai bem com quase tudo. Principalmente o espaguete - do tradicional à bolonhesa ao mais elaborado marinheiro (com furtos do mar) - é um dos pratos mais práticos e populares da nossa mesa. Eu incrementei o meu com alguns ingredientes bacanas que sobraram do happy hour do dia anterior - presunto parma e queijo brie. Enquanto a massa cozinhava, fatiei o presunto parma, cortei em tiras e fritei em uma panela pequena usando a própria gordura. Quando estava bem fritinho, parecendo bacon, tirei do fogo e reservei. Piquei dois tomates sem semente e um pedaço de mais ou menos 200 gramas de queijo brie (sem a casca branca) em cubos e reservei também. Quando o espaguete ficou pronto, escorri, adicionei uma colher de manteiga na panela e coloquei o espaguete de volta. Juntei o presunto e o queijo brie, mexi um pouco até o queijo derreter, adicionei os tomates e desliguei. Para acompanhar, fomos de Santa Helena Carmenére. E a dieta fica pra semana que vem (de novo)!
Projeto verão adiado mais uma vez...rs

Pasta de gorgozola (já foi?) e rosbife de picanha


Mais uma vez nos reunimos para ver a final da Libertadores, dessa vez na casa da Rita. Como das outras vezes, tentamos escolher coisas simples de comer e fácil de fazer: azeitonas pretas, pães variados, patê de peito de peru (pronto), pasta de gorgonzala e rosbife de picanha. A nossa querida amiga Mariangela fez a pasta de gorgonzola, simplesmente amassando bem o queijo com um garfo e misturando com bastante azeite (acho que essa complexa receita já apareceu por aqui antes).  O rosbife com a picanha do churrasco do fim de semana foi de minha autoria. Temperei bifes bem grossos com sal e pimenta do reino e fritei numa frigideira grande até que a parte externa  ficasse marrom e a parte externa ficasse firme, mas bem mal passada. A carne desse ser frita durante mais ou menos 1 minuto de cada lado para chegar nesse ponto. Depois de sair do fogo e esfriar, cortei os bifes em fatias finas (deveriam ser bem mais finas, mas a faca não ajudou) e dispus em um prato grande como se fosse um carpaccio. Em menos de meia hora a mesa estava posta e as devidas latas na mão, aguardando o grande momento! Não precisa nem falar que todo mundo saiu mais feliz do que chegou!

Na casa da Rita até em dia de jogo a coisa é chique!

O rosbife de picanha e a pasta de gorgonzola. 
Huuumm!!!

Vinho quente e quentão


É quase impossível atravessar junho sem ir à uma festa junina. E festa junina acaba sendo sinônimo de vinho quente e quentão. Carros chefes das festas, são facílimos de fazer - é impossível dar errado. Para o vinho quente, coloquei na panela cerca de 500 gramas de açúcar com um punhado de cravos e deixei cozinhar até o açúcar caramelizar. Quando o açúcar caramelizou, adicionei 4 litros de vinho tinto seco barato e um pouco de água (cerca de meio litro) e deixei ferver. Depois que ferveu, deixei mais meia hora no fogo baixo. É melhor esquentar o vinho de vez em quando do que deixar direto no fogo, porque o álcool pode evaporar (o que a gente não que que aconteça de jeito nenhum!). Para o quentão, cozinhei 500 gramas de açúcar, um punhado de canela, um punhado de cravo, a casca de uma laranja e de um limão e um pedaço de cerca de 5 centímetros de gengibre. Quando o açúcar caramelizou, adicionei 2 litros de cachaça e 1 litro de água (se você preferir uma quentão mais fraquinho, adicione o dobro de água). Deixei ferver bastante, mais ou menos 1 hora (acho...rs), para pegar o gosto de tudo. Servi ambos em bules grandes, de 5 litros, mas dá pra servir diretamente da panela, com uma concha. Depois é só encher a caneca e correr pra fogueira!

A fogueira tá aí! O vinho quente e o quentão
ficarão para uma próxima foto :(