quarta-feira, 11 de julho de 2012

Harmonização de queijos e cerveja


Inspirada por uma matéria publicada em uma revista de culinária, resolvi trocar os usuais companheiros dos queijos – os vinhos – por cerveja. Sou grande amante da bebida e fico meio confusa ao consumi-la em ocasiões que não sejam happy hour no boteco, churrasco, feijoada e outras mais informais. Mas eu e o Julio comprovamos que ela pode sim acompanhar perfeitamente   queijos, por exemplo, contanto que devidamente harmonizadas. Frescuras à parte (para mim, a tradicional pilsen sempre foi um ótimo acompanhamento para os mais variados tipos de queijo), a cerveja certa pode fazer da degustação de queijos uma experiência bastante diferenciada. De acordo com a tal matéria, as cervejas podem ser harmonizadas por contraste (cerveja adocicada + queijo salgado) ou por similaridade (cerveja e queijo com sabor adocicado). Com isso em mente, escolhemos para a nossa noitada: gorgonzola, parmesão, gruyére e  emental. Para o gorgonzola, sugere-se cervejas estruturadas e de sabor adocicado ou tostado, como do tipo Belgian pale ale, porter e stout, entre outras. Nós escolhemos a Colorado Demoiselle, do tipo porter. A porter é uma variação da stout, cuja principal representante é a famosa Guiness inglesa.  Bem escura e com toques de chocolate e café, combina perfeitamente (harmonização por similaridade) com o salgado e gorduroso gorgonzola.  Para acompanhar o parmesão (que é da família dos queijos duros), indica-se cervejas encorpadas e de alto teor alcoólico – como Belgian strong ale, stout e porter – ou grande concentração de lúpulo - como as do tipo India pale ale. Nós escolhemos a Eisenbahn Strong Golden Ale, que cujo sabor adocicado contrasta com o salgado do queijo (harmonização por contraste). O gruyére e o emental, que fazem parte da mesma família, dos queijos semiduros, combinam com cervejas com sabor de malte acentuado, levemente adocicadas e teor alcoólico um pouco maior, como a bock, pale ale e weizenbock. Como não encontramos nenhuma representante dessas categorias nos mercados da região (New Castle, Eisenbahn Weizenbock e Leffe Blond, por exemplo), fomos de Erdinger, que é mais indicada para queijos de mofo branco – como camembert e brie. Depois que tudo virou bagunça, encaramos a lager dinamarquesa Faxe Premium, do tipo premium american lager, e a jovem estoniana Viru, do tipo pilsen. A Faxe lembra a nossa pilsen, mas é mais encorpada. Além de ser deliciosa, vem numa lata de 1 litro fenomenal! A Viru, lançada em 2005, é bem leve e refrescante, com notas de amargor. A cerveja é muito boa e a garrafa é linda!!! Essas foram consumidas com o tradicional salaminho e presunto parma (além dos queijos). Posso falar? Caiu muitíssimo bem! Acho que já falei por aqui, mas repito: cerveja combina com tudo!

Tudo pronto para a saga!

Vítimas número 1: gorgonzola + 
Colorado Demoiselle. Minha dupla preferida!

Round 2: parmesão + Eisenbahn Strong 
Golden Ale. Sensacional!

Com o emental e o gruyére, na falta de cerveja ideal, 
fomos de Erdinger e, de fato, não harmonizou tão bem 
(mas quem se importa?).

A dinamarquesa Faxe Premium e sua humilde lata. 
Detalhe: o copo tem 470 ml

A garrafa da Viru parece um objeto de decoração.

E a noite acabou assim!