Mostrando postagens com marcador cozinha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cozinha. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Férias da cozinha

Estou passando por uma fase que até então achei que fosse impossível acontecer na minha vida: a falta de vontade de cozinhar. A cozinha sempre foi o local para desafogar as mágoas, relaxar de um dia puxado ou simplesmente me divertir. Pensar, escrever, ler e falar sobre comida sempre ocupou grande parte do meu tempo e equilibrar as atividades profissionais e as divagações culinárias sempre foi um problema para mim. Mas, pela primeira vez na minha vida, não tenho tido a mínima vontade de encarar a cozinha ultimamente. Até passa pela minha cabeça uma vez ou outra durante o dia um possível prato para fazer à noite ou o menu do fim de semana. Mas na hora do vamos ver, só de pensar em passar no mercado, organizar e preparar tudo e depois ainda encarar a mega louça, tenho vontade de sair correndo! Pode ser normal e fazer parte do dia a dia da maioria dos mortais mas, acredite, nunca fez do meu. Ao contrário, planejar uma refeição sempre foi o meu maior deleite! Me preparar para receber os amigos no fim de semana então, impagável! Mas não estou me sentindo assim agora e isso, sinceramente, começou a me preocupar. Seria o cansaço, o acúmulo de coisas para fazer e para pensar, a maior exigência no trabalho, a razão desse marasmo culinário? Não sei, talvez seja tudo isso e talvez apenas uma fase. Quer saber? Melhor deixar pra lá e tirar umas férias da cozinha. Afinal, ninguém merece cozinhar sem disposição e sem vontade. O único resultado seria uma comida sem amor, sem cuidado, consequentemente, sem sabor. E isso, ninguém merece! 


Momentos de nostalgia enquanto a inspiração não volta...



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Iniciação à culinária

Quando eu falei que estava fazendo um curso de iniciação à culinária, ninguém entendeu nada. "Pra que?", "Como assim?" e "Ah tá, você, iniciação culinária..." foram os comentários mais comuns. A primeira coisa que eu fiz na vida foi pão na chapa. Foi horrível. Ficaram todos queimados e a cozinha ficou uma fumaceira só. Para salvar a pátria, e o estômago dos presentes, a minha tia Lídia chegou logo depois da catástrofe com várias pizzas e fez a alegria da galera, já preocupada em ter que comer aqueles pães horrorosos. Outro dia no passado, aprendi a fazer arroz. Daí pra frente, comecei a observar a minha mãe cozinhar e acredito que nesse processo tenha começado a tentar me arriscar no fogão. A verdade é que sempre cozinhei de forma bastante intuitiva. Apenas recentemente comecei a seguir receitas e, mesmo assim, errar ou acertar é questão de sorte. Claro que algum conhecimento ajuda, como o tempo de cozimento de determinados alimentos, um ingrediente ou outro que dá um toque especial, a intimidade com os utensílios, etc. Mas nada disso garante o sucesso de um prato. Porque o resultado final não é nada calculado. A gente vai seguindo determinada direção, esperando chegar a determinado lugar, o que nem sempre acontece. Foi justamente por essa razão que decidi fazer o tal curso. É claro que não dá pra usar todas as técnicas profissionais no dia a dia, mas que algumas delas facilitam a vida, ah facilitam! Cortar uma cebola, bem picadinha, sem chorar e sem espalhar tudo pra todo lado em pouco segundos? Revelação do ano, gente! E executar perfeitamente os cortes de legumes, sem trabalho? Fenomenal! As produções foram bem básicas: creme de ervilhas e legumes salteados na primeira aula, arroz feijão, purê e omelete na segunda e filé de frango grelhado, frango à passarinho e frango ensopado ao molho de laranja na terceira, por exemplo. A questão não é o que cozinhar, mas justamente como cozinhar, para garantir um sabor excepcional e uma apresentação impecável. Tudo isso em uma cozinha mega blasterEm alguns momentos, as aulas ficam um pouco cansativas, é verdade. Afinal, são três horas de pé, picando, cortando, fritando, esperando cada grupo terminar seus pratos, um por um, passo por passo. Mas quando você vê tudo prontinho e perfeito, é recompensador! Posso dizer que nunca vou encarar a cozinha da mesma forma. E nem a cebola!

Numa cozinha dessa tudo fica mais fácil!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A saga culinária

Cozinhar é sempre um processo meio caótico. Escolher o menu, comprar os ingredientes e carregar tudo para cima, separar os ingredientes e recipientes que serão usados na receita, picar cebola, alho, ervas e o que mais tiver pra picar. Refogar isso, misturar aquilo, reservar o que foi misturado, juntar onde quer que seja. Desligar a panela e deixar tudo apresentável para servir. Depois, só nos resta aproveitar a refeição, certo? Errado. Tirar a mesa, guardar a comida que sobrou na geladeira (em recipientes adequados) guardar todos os ingredientes usados na preparação do prato (nem sempre dá para fazer isso em tempo real), lavar a louça...

Final alternativo: fechar a porta 
da cozinha e ir dormir feliz!