quarta-feira, 18 de julho de 2018

Espaguete integral ao cream cheese e salmão defumado

Sabadão geralmente é dia de churrasco aqui em casa. Mas o sr. Julio, também conhecido como meu marido, está temporariamente trabalhando até às 22h, então a missão tem sido abortada, pelo menos durante o dia. 

No fim de semana passado eu ainda estava terminando um acabamento de cimento queimando justamente na parede da churrasqueira e tudo estava um caos! Então, sem chance de churras.

Juro que me dói o coração cozinhar no fogão no fim de semana, avistando a minha churrasqueira querida, vazia, abandonada lá no quintal. Mas quando não dá, não dá! A gente tem que aceitar e seguir a vida de cabeça erguida. (Buáá!) 

Porém, como não me conformo com almoço xôxo no fim de semana, inventei esse molho mais tchans para acompanhar o espaguete integral do nosso sábado sem churrasco. (Buáá de novo!)

Primeiro fervi 1 litro de água com 1 colher de sopa de sal e depois acrescentei 1/2 pacote de espaguete integral. Cozinhei até ficar al dente e escorri, reservando 1 xícara de chá da água.

Para o molho, refoguei 1/2 cebola e 2 dentes de alho picados em 1 colher de sopa de manteiga.

Quando começaram a ficar transparentes, acrescentei 1 xícara de chá de cream cheesse e a mesma quantidade da água do cozimento do macarrão. 

Misturei com um batedor de arame até virar um creme bem homogêneo. Se quiser um molho menos espesso, acrescente um pouco de leite.

Temperei com sal, pimenta do reino branca e 1 colher de sopa de raspas de limão e depois juntei 160 gramas (2 embalagens) de salmão defumado cortado em tiras. Deixei cozinhar por 3 minutos.

Misturei o espaguete no molho e servi com queijo canastra ralado!

Saiu melhor que a encomenda! E depois, de volta pra labuta da parede!


A parede!

O almoço!


quarta-feira, 11 de julho de 2018

Sopa de legumes oriental

Meu marido é apaixonado por lámen! Desde que nos conhecemos ele tenta me arrastar pra comer o do tal do Aska, tradicional restaurante no bairro da Liberdade, em São Paulo.  Como provei em outro lugar e achei meio sem graça, então ainda não fui (amooooor, prometo que esse mês a gente vai!).

Mas na noite de ontem, decidi me inspirar no famoso prato japonês pra incrementar a minha singela sopinha de legumes e ficou show!

Deixa eu falar como foi!

Em uma panela grande, aqueci 1 colher de sopa de óleo de gergelim e nele refoguei 1/2 cebola e 2 dentes de alho picados.

Quando começaram a ficar dourados, juntei 4 cebolas e 2 alhos-poró fatiados e 1/2 chuchu cortado em cubos. Temperei com sal, pimenta do reino, gengibre ralado e 1 colher de café de tempero de raiz forte, misturei bem e juntei 1 litro de água. 

Deixei no fogo baixo durante cerca de 1 com a panela destampada. 

Nesse meio tempo, refoguei a mesma quantidade de cebola e alho em 1 colher de sopa de azeite, acrescentei cerca de 700 gramas de lagarto cortado em cubos grandes e temperados com sal e pimenta do reino e 1 litro de água em uma panela de pressão. Deixei cozinhar por cerca de 30 minutos após pegar pressão. 

Cozinhei 3 ovos em uma panela pequena: basta encher a panela de água até um pouco além de cobrir os ovos e cozinhar por 10 minutos depois de ferver.

Retirei os cubos de carne da panela, coei o líquido e coloquei na panela dos legumes.

Cortei a carne em cubos pequenos e acrescentei na panela também.

Por último, juntei uma mão de espaguete integral e desliguei o fogo. 

Quando o macarrão ficou macio, tirei do caldo e coloquei em outro recipiente (pra não cozinhar demais).

Coloquei o macarrão em um bowl, acrescentei o caldo com legumes e metade de 1 ovo e finalizei com cebolinha picada e pimenta do reino branco.

E pronto! Taí meu lámen fake! 

Marcante e quentinho, ideal para essa noite fria de terça!


Quero mais!!!!

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Toad in the hole

Sapo no buraco! Por mais estranho que pareça, é nome do prato tradicional inglês feito com linguiças e massa de yorkshire pudding que deu cabo das linguiças toscanas que sobraram do churrasco do fim de semana!

Yorkshire puddings são aqueles paezinhos/bolinhos/massinhas bem fofos que os ingleses servem como acompanhamento de quase tudo, principalmente carnes assadas. É praticamente uma massa de panqueca, mas assada no forno e não frita na frigideira.

Comecei a preparar com certo receio, mas o resultado foi um prato inusitado, fácil de fazer e ridiculamente gostoso! 

Primeiro, fiz a massa. 

Em numa tigela grande, misturei 285ml de leite, 115 gramas de farinha e 3 ovos um batedor de arame e reservei. 

Dizem que pra ela ficar bem foda - foda não, fofa! fofaaaaa! hahahahaha -  precisa descansar por pelo menos meia hora.

Então, nesse meio tempo, fiz as linguiças.

Em uma assadeira antiaderente grande para bolo inglês (aquelas retangulares, finas e altas), adicionei 2 colheres de sopa de óleo de canola e coloquei no forno alto até o óleo ficar bem quente.

Seguindo a receita, retirei a assadeira do forno, coloquei 4 linguiças toscanas finas e coloquei de volta pro forno. 

A orientação era deixar por cerca de 20 minutos, até que ficassem assadas e douradas por igual, mas como o desempenho do meu forno deixa a desejar e após os 20 minutos elas não tinham ficado nem levemente douradas, levei a assadeira pra boca do fogão. Não levou nem 10 minutos pra que ficassem douradinhas e cozidas!

Retirei a assadeira do fogo, acrescentei a massa e, aí sim, coloquei no forno (alto).

Apesar de a receita dizer para não abrir o forno em menos que 20 minutos,  em menos de 15 (acho) a massa estava lindamente dourada e com o triplo do tamanho, formando uma escultura disforme em volta das liguiças!

Para minha tristeza,  ela começou a murchar depois que abri 😔. Ou seja, quando for fazer, asse em forno médio ou baixo e siga a dica dos 20 minutos. 

O importante é que o resultado foi sucesso total! Massa com sabor mais neutro e  consistência fofíssima + sabor mais acentuado e consistência mais crocante das linguiças fritinhas! 


Quando coloquei a massa em
 cima das linguiças, não botei
muita fé não...

Mas sem contar a murchada
 😔

Deu tudo certo! 😃

E esse foi nosso jantar, com direito a sobremesa e tudo! Mas sobre ela a gente fala amanhã! rs

Beijocas! 


terça-feira, 3 de julho de 2018

Ensopado de carne reconfortante infalível!

Para cozinhar esse ensopado, me inspirei na receita do livro "Revolução da Cozinha", do Jamie Oliver, que eu adoro! Ele reúne um monte de receitas simples, com ingredientes bem variados, como ervas e especiarias que, apesar de serem encontradas facilmente em mercados ou empórios, não são muito usados por aqui. E o resultado disso é uma comida com um sabor maravilhoso, indescritível e inesperado, que você nunca achou que fosse capaz de fazer!

Essa preparação é um pouco demorada, mas dá pra resumir usando a panela de pressão.

Então vamos lá?

Em uma caçarola grande, aqueci o azeite e adicionei 3 cenouras, 2 cebolas e 4 tomates picados grosseiramente. Cozinhe durante 10 minutos, mexendo de vez em quando.

Acrescentei 800 gramas de alcatra em cubos e 1 colher de sopa da farinha, misturei bem e juntei uma lata de 473ml de cerveja.

Deixei ferver e depois tampei a panela e deixei cozinhar por quase 1 hora. Se for na panela de pressão, conte 20 minutos na pressão. A carne deve ficar bem macia.

Abri a panela e cozinhei por mais uns 20 minutos no fogo médio, até o caldo ficar bem espesso.

Para acompanhar, fiz um arroz com açafrão. É só acrescentar um colher de sopa da especiaria quando for refogar a cebola e o alho e depois cozinhar o arroz como de costume.

Comida cheirosa e condimentada, capaz de mandar embora a nhaca de qualquer segunda-feira!

Quando você coloca tudo
na panela, fica assim!

E na fase final, assim! 💓

E essa combinação de cores,
é ou não é de dar água na boca?




quinta-feira, 17 de maio de 2018

Comer sem neuras!

Manter uma alimentação saudável durante a semana é um desafio para a maioria das pessoas que seguem uma rotina 9/5, senão para todos nós. 

Quando comemos em casa, é muito mais facil fazermos escolhas melhores e prepararmos nossas refeições de um jeito mais saudável e gostoso. Quando almoçamos "fora" (pra mim almoçar fora é colocar a mesa no quintal, no gramado do sítio, na varanda do apê, enfim...rs), buscamos uma refeição relativamente rápida, relativamente gostosa e barata. Ou seja, de qualidade duvidosa.

Quando procuramos comidas rápidas e baratas,
geralmente, a qualidade não é lá essas coisas... 

Mas também, não vejo problema nenhum 
em um cachorro quente grandão de vez em quando!

Acontece que nos últimos tempos se criou uma visão meio distorcida sobre a tal da alimentação saudável. O que é comer de um jeito saudável? Cortar o carb, o glúten, o açúcar? Investir uma fortuna em alimentos da moda, suplementos e ingredientes exóticos?

Ótimos alimentos! E só!
O que tenho visto é cada vez mais gente se esforçando e sofrendo para comer bem, consumindo ingredientes que mal sabem o que é, de onde vem e pra que servem. Ou pior, comendo pó! Whey no café da make, shake no almoço, no lanche da tarde... Écati! Quando a intenção é substituir um lanche, um pós treino, até vai. Mas uma refeição? Sei não...

Sem falar no tal do jejum intermitente? Isso não vou nem comentar...

Isso é comida, gente?
Na minha vida alimentar, sempre vivi o dilema sobre o que "pode" e o que "não pode" comer, porque cada ano chega uma onda nova pra confundir mais ainda a nossa cabeça e o nosso estômago e a gente fica perdidinho tentando fazer a coisa certa.

No fundo, sempre acreditei na comida normal, da vovó e da mamãe: café com leite + pão, salada de alface, tomate e cebola + arroz + feijão + frango ensopado, cafézinho com bolo no fim de tarde e quem sabe uma massinha à noite. 

A verdade é que preparar - ou apenas escolher e consumir - uma boa refeição não precisa ser tão difícil e sofrido assim! Uma alimentação de qualidade está muito mais perto do que se imagina! 

Vamos pensar na comida que sua mãe preparava para você quando era criança. Em como os seus avós cozinhavam e comiam. Talvez assim, a gente consiga voltar a comer de forma natural e deixar de alimentar uma industria calcada em promessas e modismos. E, finalmente, fazer as pases com a comida!

Esse prato causaria arreperio em qualquer musa fit. 
Mas, fala sério, o que tem de mal em um prato de carne, 
batata e um molho suculento?





sexta-feira, 11 de maio de 2018

Abóbora japonesa assada com calabresa defumada, bacon e biquinho. Paradise is here!!!

O resultado desse jantar totalmente improvisado me supreendeu! Fui catando o que tinha pronto ou semi pronto na geladeira, sem muita ideia do que ia fazer, e acabou dando certo!

Primeiro, pensei em unir um lagarto desfiado e abóbora pescoço e transformar em um escondidinho. Mas achei meio chato e óbvio, porque tava querendo da sair da mesmice e cozinhar um prato diferente. 

Na cozinha, é muito fácil a gente cair na mesmice. Se você for prestar atenção, a gente costuma comprar sempre os mesmos ingredientes e preparar da mesma forma, às vezes até sem querer. Aí o cardápio acaba ficando pouco criativo, pouco variado - inclusive em termos nutricionais - e sem graça, inclusive de preparar. 

Devaneios à parte...

Avistei uma única calabresa defumada e, meio sem rumo, cortei em cubos e fritei em um pouco de azeite. 

Um pequeno pedaço de bacon meio que pulou no meu colo, então taquei ele na frigideira também! Fritei tudo até ficar bem dourado. Retirei da frigideira e coloquei em uma chapinha de ferro.

Ia quase  me rendendo e fatiando uma cebola, quando lembrei de um pedaço de abóbora japonesa assada que tinha sobrado de umas preparações do dia anterior! E foi exatamente ela que salvou a calabresa de se tornar uma simples acebolada!

Cortei em cubos, dei uma salteada de leve na mesma frigideira e, pra dar o toque final,  misturei umas 10 pimentas biquinho. 

Coloquei tudo de volta na chapinha e ficou essa boniteza aí! E o sabor, gente? De comer rezando! 

A foto foi tão improvisada quanto a comida!
Mas que ficou bom, ficou! rs

quinta-feira, 29 de março de 2018

Arroz de Páscoa econômico

Pescados estão o olho da cara! E com a chegada da Páscoa, tudo piora. A maioria dos comerciantes brasileiros é oportunista e não se contenta em ter uma margem razoável e contínua. Quer ganhar tudo que pode o mais rápido possível. Quer exemplo melhor disso do que os preços exorbitantes aos quais somos sujeitos durante a temporada de verão nas praias? A latinha de cerveja que custa 5 reais durante o ano, passa a custar 8 no verão. Freud explica? Não, ninguém, nem nada explica. As pessoas procuram retorno rápido, em tudo na vida. Mas o retorno vem tão rápido quanto frágil e no próximo verão ninguém tá ali. Por que será?

Pra fugir dessas armadilhas que sempre aparecem nas datas comemorativas, a gente tem que rebolar e encontrar alternativas mais em conta do que as estrelas da vez: o Peru do Natal e o bacalhau da páscoa, por exemplo. Isso sem falar no tal ovo de chocolate.

Pensando nisso, resgatei uma receita que fiz em algum dia do passado e que cabe bem pra ocasião. Não precisa de bacalhau. Não precisa de salmão e nem de camarão. Dá pra fazer um almoço bacanão na sexta-feira sem gastar os tubos!

Melhor: em poucos minutos, com poucos ingredientes.

Anote aí e salve a sua Páscoa (e o seu bolso)!

Primeiro, preparei um arroz com acafrão: refoguei 1/2 cebola e 2 dentes de alho em 1 colher de sopa de azeite. Quando começaram a ficar dourados, acrescentei 1 colher de chá de açafrão (ou cúrcuma, nome da moda) e um pouco de pimenta do reino branca. Misturei até tudo ficar bem amarelinho.

Acrescentei 1 xícara de arroz branco, 1 punhado de sal e 3 xícaras de água. Cozinhei até um pouco antes do ponto.

Nesse meio tempo, temperei 3 filés de Polaca do Alasca com sal e pimenta do reino. A Polaca do Alasca é uma espécie de peixe branco da família Gadidae, a mesma do bacalhauÉ magrinho, tem baixo teor de carboidrato e colesterol, é excelente fonte de proteína e minerais e fornece 537 mg de ômega-3 a cada 100 gramas. Detalhe: custa menos do que a metade do que o primo famoso.

Continuando: fritei os lindos filés em um pouco de azeite extra virgem até sua superfície começar a dourar e depois e acrescentei no arroz com açafrão, inteiros mesmo, junto com 1 (ou mais?) xícara de ervilhas frescas e 1 colher de sopa de mostarda Dijón com sementes (pode ser só a semente ou só a mostarda). Misturei bem, despedaçando os filés, e finalizei com pimenta do reino moída na hora. 

Para decorar, usei 2 ovos cozidos cortados em meia lua. Dá pra complementar com salsinha, cebolinha, pimenta picada, ao gosto do freguês!

Me fala se com esse prato bonito, barato e simplesmente delicioso (quem disse que não dá pra ter tudo na vida?), tem sexta-feira santa que passe em branco? Ainda dá tempo de chamar a família para o almoço de amanhã!


Existe Páscoa sem bacalhau!