quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Ah, o novo ano!

O fim do ano para mim é sempre um momento mais introspectivo. 

É quando vou diminuindo o ritmo, repensando os posicionamentos, analisando as decisões e maquinando os próximos passos.

Quando vou pensando no que quero fazer e quem quero ser no ano que se aproxima.

A cada dia  que passa a ideia que tenho de quem eu sou e o que quero muda. E de quem eu quero ser, mais ainda. 

Uma coisa é certa: nunca a mesma pessoa. 

A cada segundo, minuto, hora, surge um insight diferente, que nunca tinha surgido antes, que faz o rumo de alguma coisa mudar. 

A  mente não para em momento algum. 

Análises rasas ou complexas de tudo ao meu redor e tudo dentro de mim. 

Tenho estado mais atenta ao que está ao meu redor. 

As ruas por onde passo, a água do chuveiro caindo no meu rosto, a sensação do corpo em contato com a cama...

Eu nunca entendi bem a expressão "estar presente".  

Que pqp de presença é essa! Estou presente já, afinal, estou aqui!

Mas de uns (bons) tempos pra cá percebi que eu fazia as coisas meio no automático, sem prestar muita atenção em nada.

Percorro a pé praticamente o mesmo caminho para o trabalho todos os dias, há quase 10 anos, sem nunca pensar sobre isso. 

A única coisa que tinha na cabeça sempre foi chegar mais rápido.

Hoje, caminho devagar. Percebo a sombra enorme da árvore pela qual sempre passei batido. Sinto os cheiros, observo as calçadas, as lojas e sigo meu caminho com uma paz inacreditável!

Isso é um exemplo de estar presente.

Uma das coisas que eu mais amo na vida é mergulhar na piscina do sítio do meu padastro, o Peter, e prestar atenção no primeiro segundo em que a água toca os meus dedos, os braços, e depois o rosto... 

Sinto que entro de cabeça na água sorrindo!!! E a simples memória da experiência nesse momento me faz sorrir também e até me emocionar!

As pessoas estão muito pouco presentes hoje em dia. 

Tudo tudo de suas vidas é voltado para o exterior: sua profissão, suas casas, seu carro e até a decisão de casar e ter filhos.

Tenho a impressão que ninguém se conhece mais e nem faz questão de se conhecer.

É melhor viver a vida no automático mesmo, feliz ou infeliz, do que olhar pra dentro.

Olhar pra dentro e se perguntar: 

Quem eu sou? 

O que estou fazendo aqui?

Alguém sabe, genuinamente?

Quantas pessoas mantém o emprego que não suportam, o relacionamento infeliz (com quem quer que seja:, parceiro, mãe, pai, irmão), acabam com sua poupança para comprar  itens materiais que no fundo não significa nada para elas.

A palavras da moda é presença, mas deveria ser autoconhecimento.

Só está presente quem se conhece, quem sabe o que está fazendo e porque está fazendo.

Quem está voltado para dentro e não para fora. 

A vida acontece de você e não para você, como diz o Gabriel Goffi, um dos meus mentores de vida. 

Por isso nesse fim de ano, escolho ficar quieta no meu canto.

Não tem post, não tem muita publicação nas redes, mas tem muita ação.

Uma ação incessante na busca do meu melhor.

Um passo minúsculo a cada dia em direção da pessoa que eu quero ser, rumo aonde eu quero estar!

Um feliz 2019 pra você!

Que você encontre a sua essência e o seu caminho, seja como for! ✌😍



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