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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Hoje é dia de nhoque da fortuna!!!

Reza a lenda que tudo começou em um 29 de dezembro qualquer do século IV, quando São Pantelão saiu batendo de porta em porta em um vilarejo italiano em busca de comida, se passando por um andarilho. Uma família o deixou entrar e dividiu a pouca comida que tinha, servindo exatamente 7 nhoques para cada um. São Pantaleão agradeceu a refeição e partiu. Ao tirar a mesa, a família encontrou moedas de ouro embaixo dos pratos. A história ficou famosa no mundo inteiro e deu origem ao ritual que ocorre no dia 29 de cada mês, quando coloca-se dinheiro embaixo do prato e come-se em pé os primeiros sete pedaços de nhoque. Eu nunca fui adepta da simpatia, mas esse mês resolvi aderir e pesquisar sobre essa tradição, graças à uma mala direta de mercado anunciando a data (a propaganda seria bem sucedida não fosse pelo fato de que nenhum ingrediente foi comprado no mercado em questão! Hahahaha).

Não satisfeita em apenas comprar um pacote de massa fresca, lá fui eu inventar de prepará-la em casa em plena quinta-feira na hora do almoço. Claro que me arrependi no meio do caminho, mas essas coisas não tem volta...

Resolvi usar as lindas mandiocas orgânicas do sítio em vez de batatas, pois já estavam descascadas, lavadas e pré-cozidas, o que facilitou bastante o processo. Pra que sofrer?

Coloquei quase 1,5 quilos de mandioca cortada em pedaços uniformes na panela de pressão, 1 colher de chá de sal e cobri com água. Deixei cozinhar por cerca de 20 minutos depois de pegar pressão. 

Amassei a mandioca em uma tigela e deixei esfriar um pouco. Juntei 1 ovo, 1 xícara de farinha e 1 colher de sobremesa de manteiga. Misturei tudo com uma espátula até conseguir manusear. Ela fica bem grudenta, mas é assim mesmo. Para fazer os nhoques, coloquei um pouco de farinha nas mãos e em cima da mesa. Tirei um pedaço da massa e estiquei com as mãos formando um rolinho comprido e depois cortando. É assim: você pega um pedaço de massa e coloca na superfície enfarinhada. Depois, fricciona a massa contra a superfície, em um movimento de vai e vem, esticando-a. Quando ela ficar com a espessura do seu dedão se você for mulher e do seu dedo indicador se você for homem, corte a massa em vários pedaços pequenos. Deu pra entender? Fiz isso várias vezes, até acabar a massa (ai que trampo!).

Para acompanhar, fiz um molho de lagarto desfiado bem carnudo. Refoguei na panela de pressão 1 cebola média e 4 dentes de alho picados com 1 colher de sopa de azeite. Juntei um pouco mais de 1/2 quilo de lagarto cortado em cubos, temperei com sal e pimenta do reino e deixei fritar até a carne ficar marrom. Acrescentei 1 cenoura e 2 tomates cortados em cubos, ervas finas secas e um pouco mais de pimenta do reino e dei uma refogadinha rápida. Completei com 1 litro de água, tampei a panela e cozinhei por uns 20 minutos após pegar pressão. Abri a panela, desfiei a carne, que já estava bem molinha, com um garfo e juntei cerca de 2 xícaras de molho de tomate caseiro que já tinha pronto. Deixei apurar por mais uns 15 minutos em fogo baixo.

Para terminar, cozinhei os nhoques aos poucos em água fervente, até subirem à superfície. Essa parte foi a mais trabalhosa porque, vou te contar, haja nhoque!

A essa altura do campeonato, morta de fome e cansada, os sete nhoques de pé não rolaram (é nhoque pacas!), mas o dinheirinho tava lá, como manda a tradição. Será que tem problema? rs

Almoço de quinta-feira com cara de almoço de domingo!




sexta-feira, 22 de julho de 2016

Nhoque de mandioquinha com fraldinha ao molho madeira

O que era para ser um simples jantar de quinta-feira se transformou em um evento! Como nhoque é um prato que rende bastante, decidi chamar reforço. Chamei um amigo aqui e outro ali, de última hora mesmo, e logo a mesa estava cheia de gente acompanhando a preparação do prato, jogando conversa fora e bebericando vinho. Que gostoso!!! Geralmente as coisas mais improvisadas são a que dão mais certo! Ontem fiz usei o método do meu marido pra preparar o nhoque e posso dizer? Não tem melhor! É fácil, rápido e não deixa o nhoque com aquele gosto predominante de farinha. Comecei fazendo o molho. Cortei uma peça de fraldinha de cerca de 1,5 quilo em 4 pedaços (dispensando a parte da gordura) e temperei com sal e pimenta do reino. Na panela de pressão, selei os pedaços de carne em um pouco de azeite e reservei. Na mesma panela, adicionei 1 colher de sopa de manteiga sem sal e mexi continuamente, raspando com uma espátula os resíduos de caldo de carne que ficaram na panela. Adicionei 1 cebola picada e 5 dentes de alho laminados. Quando começaram a ficar moreninhos, juntei a carne, 0,5 litros de água e 200 ml de vinho Madeira. Tampei a panela e deixei cozinhar por cerca de 20 minutos. Nesse meio tempo, cozinhei 1,2 quilo de mandioquinha até ficar macia e usei o mixer para fazer um purê. Deixei esfriar e adicionei 1/2 xícara de farinha e 2 gemas. Misturei tudo até formar uma massa homogênea (aconselho usar uma colher nessa fase. Usei as mãos e foi a maior bagunça...). Fui adicionando mais farinha aos poucos até a massa dar liga. Espalhei na mesa uma 1 xícara de farinha e fiz um rolão com as mãos. Cortei em vários pedaços e enrolei cada um desses pedaços, formando rolinhos. Cortei os rolinhos em pedaços pequenos, fazendo os nhoques. O Juju cozinhou os nhoques em bastante água fervente e sal em uma panela grande. Basta colocá-los na água e esperar que subam à superfície. Nhoques prontos, finalizei o molho: abri a panela de pressão e  desfiei a carne com uma colher de pau (já estava super macia). Adicionei mais 0,5 litros de água, mais 250 ml de vinho tinto e pimenta do reino, misturei e deixei cozinhar por uns 10 minutos, com a panela destampada. Coloquei o nhoque em uma forma refratária e cobri com o molho de carne. O público aprovou e a Crispirinha também! Cozinhar para amigos é um prazer como poucos! 

A preparação


O resultado final!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Nhoque de arroz ao molho de gorgonzola

Uma das primeiras vezes que eu fui almoçar na casa do meu marido (então namorado), comi um nhoque maravilhoso. Elogiei a sogra, claro, que logo informou "é de arroz". "Ãh? Acho que ouvi errado". Comentei com o Julio depois e ele falou que, de fato, de vez em quando a mãe dele usava as sobras de arroz para fazer nhoque. "Lenda", pensei. Mas fiquei com isso na cabeça, até tomar vergonha na cara para procurar uma receita e fazer o meu próprio nhoque de arroz (isso levou quase 5 anos...rs). Posso falar? Uma das melhores receitas de nhoque de todos os tempos! Fazer nhoque me assusta um pouco, pra falar verdade. Desisto só de pensar naquela massa grudenta que não chega no ponto nunca e quando chega fica com gosto de farinha pura (ou seja, tempo e trabalho perdidos). Mas com essa receita, isso não acontece. Acredito, inclusive, que também dá certo usando batata. Não tem segredo! Bati no liquidificador 1 xícara de arroz cozido, 1 ovo, 1 colher de sopa de margarina, 1/2 xícara de leite e sal. Transferi para uma panela e fui juntando aos poucos 1 1/2 xícara de farinha, cozinhando em fogo médio até a massa soltar do fundo. Deixei esfriar, fiz rolinhos de cerca de 2 cm de largura e cortei os nhoques. Cozinhei em água fervente até subirem. Sequei-os com um pano e fritei no azeite até ficarem corados. Para o molho, fervi 300 de creme de leite e 200 gramas de queijo gorgonzola e temperei com sal e pimenta do reino branca. Em um prato fundo, coloquei o nhoque, umas 2 conchas de molho e finalizei com pimenta branca e queijo parmesão ralado. Bom demais!!!


Nhoque de arroz perfeito!