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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Jantar para 15 Dias sem Gastar um Tostão, dia 14: espaguete de ontem + alcatra congelada + repolho = espaguete com bombom de alcatra e repolho refogado

Tempo de preparo: 20 minutos
Número de porções: 2
Complexidade: zero

Como a ideia é não gastar um centavo e nem jogar comida fora, inventei um molho e acompanhamentos diferentes para o espaguete que sobrou da janta de ontem. 

No Brasil, a gente não tá acostumado a comer massa desse jeito, mas na Europa é bem comum! E como lá em casa temos um representante autêntico, esse tipo de prato rola bastante e eu adoro!

O Julio refogou cerca de 1/4 de repolho roxo e 1/4 de repolho branco de um jeito maravilhoso! Ele usou 1 colher de sobremesa de banha de porco para refogar 2 dentes de alho e 1/2 cebola picadinha, acrescentou os  repolhos fatiados fininho e temperou com sal rosa, pimenta do reino e semente de coentro e deixou no fogo por uns 10 minutos, até o repolho ficar macio.  

Cortei em bifes grossos 1 pedaço de cerca de 1/2 quilo de bombom de alcatra que já estava no meu congelador há alguns meses, temperei com sal e pimenta do reino e fritei numa frigideira grande com um pouco de azeite por cerca de 3 minutos cada lado. Retirei e reservei.

Na mesma frigideira, acrescentei 1 taça de vinho tinto e raspei o fundo da panela, aproveitando o caldo da carne e as raspas da frigideira. Deixei no fogo baixo, mexendo de vez em quando, até reduzir e engrossar um pouco (rapidão, uns 5 minutos).

Coloquei o resto de espaguete nesse molho e misturei bem.

Servi com o repolho e o bife de alcatra!



Mais uma comida despretensiosa que surpreendeu em termos de sabor! E esse macarrãozinho no molho da carne? Tudo de bom!



quinta-feira, 29 de junho de 2017

Hoje é dia de nhoque da fortuna!!!

Reza a lenda que tudo começou em um 29 de dezembro qualquer do século IV, quando São Pantelão saiu batendo de porta em porta em um vilarejo italiano em busca de comida, se passando por um andarilho. Uma família o deixou entrar e dividiu a pouca comida que tinha, servindo exatamente 7 nhoques para cada um. São Pantaleão agradeceu a refeição e partiu. Ao tirar a mesa, a família encontrou moedas de ouro embaixo dos pratos. A história ficou famosa no mundo inteiro e deu origem ao ritual que ocorre no dia 29 de cada mês, quando coloca-se dinheiro embaixo do prato e come-se em pé os primeiros sete pedaços de nhoque. Eu nunca fui adepta da simpatia, mas esse mês resolvi aderir e pesquisar sobre essa tradição, graças à uma mala direta de mercado anunciando a data (a propaganda seria bem sucedida não fosse pelo fato de que nenhum ingrediente foi comprado no mercado em questão! Hahahaha).

Não satisfeita em apenas comprar um pacote de massa fresca, lá fui eu inventar de prepará-la em casa em plena quinta-feira na hora do almoço. Claro que me arrependi no meio do caminho, mas essas coisas não tem volta...

Resolvi usar as lindas mandiocas orgânicas do sítio em vez de batatas, pois já estavam descascadas, lavadas e pré-cozidas, o que facilitou bastante o processo. Pra que sofrer?

Coloquei quase 1,5 quilos de mandioca cortada em pedaços uniformes na panela de pressão, 1 colher de chá de sal e cobri com água. Deixei cozinhar por cerca de 20 minutos depois de pegar pressão. 

Amassei a mandioca em uma tigela e deixei esfriar um pouco. Juntei 1 ovo, 1 xícara de farinha e 1 colher de sobremesa de manteiga. Misturei tudo com uma espátula até conseguir manusear. Ela fica bem grudenta, mas é assim mesmo. Para fazer os nhoques, coloquei um pouco de farinha nas mãos e em cima da mesa. Tirei um pedaço da massa e estiquei com as mãos formando um rolinho comprido e depois cortando. É assim: você pega um pedaço de massa e coloca na superfície enfarinhada. Depois, fricciona a massa contra a superfície, em um movimento de vai e vem, esticando-a. Quando ela ficar com a espessura do seu dedão se você for mulher e do seu dedo indicador se você for homem, corte a massa em vários pedaços pequenos. Deu pra entender? Fiz isso várias vezes, até acabar a massa (ai que trampo!).

Para acompanhar, fiz um molho de lagarto desfiado bem carnudo. Refoguei na panela de pressão 1 cebola média e 4 dentes de alho picados com 1 colher de sopa de azeite. Juntei um pouco mais de 1/2 quilo de lagarto cortado em cubos, temperei com sal e pimenta do reino e deixei fritar até a carne ficar marrom. Acrescentei 1 cenoura e 2 tomates cortados em cubos, ervas finas secas e um pouco mais de pimenta do reino e dei uma refogadinha rápida. Completei com 1 litro de água, tampei a panela e cozinhei por uns 20 minutos após pegar pressão. Abri a panela, desfiei a carne, que já estava bem molinha, com um garfo e juntei cerca de 2 xícaras de molho de tomate caseiro que já tinha pronto. Deixei apurar por mais uns 15 minutos em fogo baixo.

Para terminar, cozinhei os nhoques aos poucos em água fervente, até subirem à superfície. Essa parte foi a mais trabalhosa porque, vou te contar, haja nhoque!

A essa altura do campeonato, morta de fome e cansada, os sete nhoques de pé não rolaram (é nhoque pacas!), mas o dinheirinho tava lá, como manda a tradição. Será que tem problema? rs

Almoço de quinta-feira com cara de almoço de domingo!




sexta-feira, 3 de julho de 2015

Talharim fresco ao molho de carne de panela

Depois de ter visto o post do lindo fettuccine do restaurante Fiore, não resisti e fui correndo para a cozinha fazer a minha própria massa fresca. Meu objetivo de vida é nunca mais comprar um pacote de macarrão industrializado na vida. Ou melhor, consumir uma quantidade menor de produtos industrializados no geral. Primeiro, porque as coisas feitas em casa são muito mais saudáveis. Depois, porque não há satisfação maior no mundo do que ver a comida sair das suas próprias mãos! É uma emoção como quase nenhuma outra, pelo menos para mim! E, ao contrário do que se pensa, não é difícil e nem (muito) demorado. Basta um pouco de disposição e paciência. Quando se cozinha em dupla (ou trio, quarteto, quinteto), então, fica tudo mais fácil e divertido! O meu marido Julio fez o molho: limpou e cortou em cubos cerca de 1 quilo de coxão mole e refogou com 1 colher de manteiga, 2 cebolas médias fatiadas e 4 dentes de alho picados, em uma panela de pressão. Deixou a carne no fogo até todos os lados ficarem dourados, mexendo de vez em quando, e a carne  soltasse bastante água. Completou com cerca de 1/2 litro de água, tampou a panela e deixou no fogo por cerca de 30 minutos. Nesse meio tempo, bateu no liquidificador cerca de 10 tomates e 1 cebola cortados em cubos e misturou tudo na panela de pressão. Deixou mais cerca de 30 minutos com a tampa fechada e depois mais uns 15 com a tampa aberta, apurando. Eu fiz a massa: despejei 2 xícaras de farinha de trigo na bancada da pia (lavada e esterilizada), formando um montinho. Fiz um furo no meio e acrescentei 2 ovos e uma pitada de sal. Misturei com as mãos até a massa começar a se formar e depois fui acrescentando água para dar liga. Sovei até ficar homogênea e lisa (uns 15 minutos). Cortei a massa em 3 pedaços e estiquei cada um deles com a ajuda de uma máquina de macarrão, começando com a espessura maior (número 0) e passando por todas as demais, até chegar na menor (número 4). Depois de esticada, bastou passar a massa na peça de corte da máquina, com abertura média (você pode fazer tudo isso na mão, esticando a massa com um rolo de macarrão e cortando as tiras com a faca). Dispus o macarrão em uma forma e deixei secar, enquanto o molho terminava de apurar. Cozinhei em bastante água fervente com uma colher de sal, até ficar al dente. Escorri o macarrão, interrompendo o cozimento mergulhando-o em água gelada, e coloquei de volta na panela. O Julio completou com o molho. O resultado foi essa belezura aí embaixo. Impagável!

A minha máquina de macarrão é essa. Primeiro você abre a
massa com o rolo inferior, que é liso, e depois usa a parte
superior, que é ranhurada, para cortar as tiras.

Nosso macarrão recém nascido...
e ele bonitão no prato!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Polenta cremosa com carne de panela

Eu ia chamar o meu molho de ragu, mas essa é a denominação usada para um molho para massas feito de carne cuja principal característica é o cozimento bem lento. Como não é isso que você vai encontrar nesse post, resolvi tratar o tal do ragu com o devido respeito e inventar outro nome para o meu molho. Afinal, sua preparação não foi nada lenta, com direito a panela de pressão e tudo, uma maravilha! Comecei temperando com sal e pimenta do reino (como sempre) um pedaço de cerca de 400 gramas de acém e cortei em pedaços grandes. Em uma panela de pressão, refoguei meia cebola e meio pimentão vermelho fatiados em um pouco de óleo. Quando ficaram macios, juntei a carne, deixei fritar um pouco (até ficar levemente marrom por fora), coloquei cerca de meio litro de água e fechei a panela de pressão. Abri a panela uns quarenta minutos depois e a carne já estava bem macia, desfiando facilmente com um garfo. Coloquei mais um copo pequeno de água, meio saquinho de molho de tomate, meio tablete de caldo de carne e cerca de uma colher de sobremesa de tomilho seco. Deixei apurar mais um pouco, mexendo de vez em quando, até o molho ficar bem grosso. Fiz a polenta misturando 1 xícara de fubá em 2 xícaras de água fria em um copo. Pus essa mistura em uma panela e cozinhei em fogo baixo, mexendo sempre, até obter a consistência de um purê (entre 10 e 15 minutos). Servi a polenta com o molho em um prato fundo e ficou até apresentável. A dupla aqueceu nossa terça-feira e ainda virou marmita no dia seguinte!

Fez bonito na terça-feira fria e ainda
rendeu um repeteco!