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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Toad in the hole

Sapo no buraco! Por mais estranho que pareça, é nome do prato tradicional inglês feito com linguiças e massa de yorkshire pudding que deu cabo das linguiças toscanas que sobraram do churrasco do fim de semana!

Yorkshire puddings são aqueles paezinhos/bolinhos/massinhas bem fofos que os ingleses servem como acompanhamento de quase tudo, principalmente carnes assadas. É praticamente uma massa de panqueca, mas assada no forno e não frita na frigideira.

Comecei a preparar com certo receio, mas o resultado foi um prato inusitado, fácil de fazer e ridiculamente gostoso! 

Primeiro, fiz a massa. 

Em numa tigela grande, misturei 285ml de leite, 115 gramas de farinha e 3 ovos um batedor de arame e reservei. 

Dizem que pra ela ficar bem foda - foda não, fofa! fofaaaaa! hahahahaha -  precisa descansar por pelo menos meia hora.

Então, nesse meio tempo, fiz as linguiças.

Em uma assadeira antiaderente grande para bolo inglês (aquelas retangulares, finas e altas), adicionei 2 colheres de sopa de óleo de canola e coloquei no forno alto até o óleo ficar bem quente.

Seguindo a receita, retirei a assadeira do forno, coloquei 4 linguiças toscanas finas e coloquei de volta pro forno. 

A orientação era deixar por cerca de 20 minutos, até que ficassem assadas e douradas por igual, mas como o desempenho do meu forno deixa a desejar e após os 20 minutos elas não tinham ficado nem levemente douradas, levei a assadeira pra boca do fogão. Não levou nem 10 minutos pra que ficassem douradinhas e cozidas!

Retirei a assadeira do fogo, acrescentei a massa e, aí sim, coloquei no forno (alto).

Apesar de a receita dizer para não abrir o forno em menos que 20 minutos,  em menos de 15 (acho) a massa estava lindamente dourada e com o triplo do tamanho, formando uma escultura disforme em volta das liguiças!

Para minha tristeza,  ela começou a murchar depois que abri 😔. Ou seja, quando for fazer, asse em forno médio ou baixo e siga a dica dos 20 minutos. 

O importante é que o resultado foi sucesso total! Massa com sabor mais neutro e  consistência fofíssima + sabor mais acentuado e consistência mais crocante das linguiças fritinhas! 


Quando coloquei a massa em
 cima das linguiças, não botei
muita fé não...

Mas sem contar a murchada
 😔

Deu tudo certo! 😃

E esse foi nosso jantar, com direito a sobremesa e tudo! Mas sobre ela a gente fala amanhã! rs

Beijocas! 


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Pão de abobrinha e grãos

Prometi para mim mesma que essa semana começaria a tirar o atraso do blog e cá estou, cumprindo a minha promessa. Os últimos meses foram uma loucura. Quando todos começaram a desacelerar, o bicho começou a pegar no escritório e as férias de fim de ano se transformaram em dias e noites e fins de semana de muito trabalho. Ou seja: pouca produção na cozinha e menos ainda tempo e inspiração para escrever. Aí eu tenho que inventar introduções um pouco mais longas (como essa) para pegar o gancho da receita propriamente dita. Escolhi essa receita no livro Dona Benta para dar cabo de alguns ingredientes que já tinha e porque achei a combinação interessante. Não é difícil de fazer e o resultado é muito bom - apesar de parecer mais um bolo do que um pão. Misturei em uma tigela 1/ xícara e meia de farinha de trigo, 1 colher de chá de canela em pó, 2 colheres de fermento em pó, 1 xícara de açucar mascavo, 2 colheres de aveia em flocos, 2 colheres de semente de linhaça, 2 colheres de semente de girassol (a receita indicava gérmen de trigo, mas eu não tinha) e um pouco de noz moscada e sal. Misturei em outra tigela 2 ovos, 1/2 xícara de óleo e 1/4 de xícara de iogurte e juntei à parte seca da receita. Misturei bem até formar uma massa homogênea, acrescentei 1 xícara de abobrinha tipo pescoço ralada (a receita indicava abobrinha italiana, mas eu também não tinha...rs) e continuei misturando até a abobrinha se agregar bem à massa. Levei ao forno pré aquecido, em uma forma para pão untada de óleo, durante cerca de 40 minutos. Ficou delicioso!!! Mas fala sério se não tá mais pra bolo?

Pão (sério isso, bicho?) de abobrinha e grãos

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Torta de frango

Tortas são super versáteis. Caem bem no almoço, acompanhadas de uma simples salada verde, como um lanche rápido e fazem bonito na hora de receber. Essa receita básica de massa para tortas é da bíblia culinária Dona Benta e pode ser usada com qualquer tipo de recheio. E olha que difícil: é só misturar tudo, amassar bem, abrir uma parte da massa, jogar o recheio dentro e tampar com a outra parte da massa. Ou algo parecido...rs Primeiro, fiz o recheio, porque precisa esfriar para colocar na massa. Cozinhei um peito de frango com osso em água e sal na panela de pressão por cerca de 20 minutos e desfiei. Refoguei uma cebola picada e 2 dentes de alho no azeite e juntei o frango desfiado, 3 tomates sem pele picados, 1 xícara de azeitona picada e 1/2 lata de ervilha. Misturei 1 colher de sopa de farinha nesse refogado, para engrossar. Desliguei o fogo e coloquei a panela na geladeira. A massa: misturei 1/2 quilo de farinha, 1 colher de sopa de margarina, 1 colher de sopa de gordura vegetal, 3 ovos, 1 colher de sopa de fermento em pó e 6 colheres de água em uma tigela grande, com uma colher de pau. Quando a massa pegou liga, amassei com as mãos até ficar bem homogênea. Deixei essa massa descansar por 1 hora. Depois, dividi a massa em dois e abri cada uma das partes com um rolo de macarrão. Forrei a forma para tortas (de 23 cm de diâmetro, com fundo removível) com uma das partes da massa e enchi de recheio. Cobri a torta com a outra parte da massa, pressionando um pouco contra o recheio. Cortei as sobras de massa que ficaram para fora da forma. Como sobrou massa, fiz algumas tortas pequenas. Levei ao forno alto por cerca de 30 minutos e ela saiu linda e dourada! 
Recheio suculento!

A montagem: ficaram algumas rebarbas, mas não
aparecem depois de que a massa é assada.
Versão mini prontinha! 



sábado, 23 de novembro de 2013

Quiche Lorraine

Eis o primeiro teste para o meu novo projeto de adentrar no mundo dos negócios culinários! Esse super clássico da cozinha francesa tem origem na então província alemã de Lothringen (Lorraine, em francês e Alsácia Lorena, em português), na França. Não precisa nem falar que isso causou uma briga danada, já que a região foi palco de diversas disputas por território entre os dois países durante um bom tempo. Acontece que em algum momento entre as duas guerras, a França pôs todo mundo pra correr, retomou o seu território, batizou a torta com o nome francês da região de origem e se consagrou como mãe da receita. Sempre ouvi dizer (ou tinha na minha cabeça) que fazer quiches era algo difícil. Quase impossível. Mas essa ideia foi desmitificada. Apesar de o preparo ser um pouco demorado, é relativamente simples. Falei muito. Vamos ao que importa. Preparei a massa colocando 200 gramas de farinha de trigo em uma superfície plana e limpa (tipo: pia) e abrindo um  buraco no meio. Coloquei 1 ovo batido e 4 colheres de manteiga gelada cortada em cubos no meio da farinha, misturei um pouco com a ponta dos dedos até a massa ligar e depois adicionei 1 colher de sopa de água e 1 pitada de sal e continuei misturando até a massa ficar homogênea. Deixei descansar por 20 minutos. Nesse meio tempo: 1. Fritei cerca de uma xícara de bacon picado até dourar e reservei; 2. Ralei grosseiramente 100 gramas de queijo gruyére; 3. Bati 3 ovos com 1 xícara e meia de creme de leite e temperei essa mistura com sal, pimenta do reino e noz moscada. Passados os 20 minutos, abri a massa com um rolo e cortei em pequenos círculos de cerca de 10 cm. de diâmetro. Cobri 6 forminhas para torta com fundo removível com as massas cortadas e sobre cada uma delas coloquei um pouco de bacon picado e queijo, cobri com a mistura de ovo e levei ao forno. Assei por cerca de 40 minutos (até a superfície ficar dourada) e servi com uma saladinha simples. Precisa de mais alguma coisa?

Eu gostei. O Juju gostou. A Ritinha gostou. O Johnny
gostou. A Angela gostou. Vai pro cardápio!

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Pão integral

Pra você ter uma ideia, essa massa é boa até crua. Deixou a desejar em termos de crescimento, talvez por amadorismo meu no quesito panificação, mas que ficou bom, ficou! E é bem fácil de fazer. Bati no liquidificador 1/2 xícara de açúcar mascavo, 1/2 xícara de óleo de soja, 2 ovos e 1 colher de sobremesa de sal. Em outro recipiente, dissolvi 1 tablete de fermento biológico em água morna, juntei ao conteúdo do liquidificador, em movimento, e bati por mais 5 segundos. Coloquei essa mistura em uma tigela e adicionei, aos poucos, 300 gramas de farinha de trigo integral e 200 gramas de farinha de trigo branca. Misturei até formar uma massa pastosa. A receita indica adicionar mais 1 xícara de água, mas como achei que a massa estava pastosa demais, não adicionei. Deixei a massa crescer durante cerca de 1 hora em uma forma untada, coberta com filme plástico. Depois, assei em forno médio, pré aquecido, durante 40 minutos. Olha como ficou!

Quem resiste a um pão fresquinho
saindo do forno!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Pizzaaaaaa

Eu nunca tive intimidade com massas. Até fiz uma pizza ou outra e uma tortinha de liquidificador por aí, mas sem nenhum entusiasmo. Eis que um dia acordei determinada a me aventurar por esses novos horizontes e, literalmente, por a mão na massa. Eis que tudo começou ontem, com uma bela pizza! Usei uma receita do livro da Dona Benta e fiquei realmente surpresa (e feliz!) com o resultado. Misturei em um recipiente 2 xícaras de farinha de trigo, 1 colher de sopa de açúcar, 1 colher de chá de sal, 1 colher de sopa de fermento em pó, 2 colheres de sopa de azeite (pode ser óleo), 2 colheres de sopa de cachaça (tá aí o segredo!) e 2 xícaras de água, nessa ordem. Comecei misturando tudo com uma colher de pau e quando a massa começou a dar liga, usei as mãos. Adicionei mais cerca de meia xícara de farinha e continuei misturando até a massa ficar homogênea e não grudar mais nas mãos. Sovei um pouco e deixei descansar por 10 minutos. Nesse meio tempo, preparei os recheios e separei os ingredientes: mussarela, presunto, ovo, atum fresco e claro, molho de tomate, tomate e orégano. Como usei os frios fatiados, o único recheio que exigiu preparação foi o atum. Temperei um pedaço de cerca de 200 gramas de atum fresco com sal e pimenta do reino e fritei em uma frigideira com azeite, dos dois lados, começando pelo lado com pele, até ficar claro. Depois foi só despedaçar com as mãos e reservar para a posteridade (nunca mais compro atum enlatado na minha vida). Passados os dez minutos de descanso, abri a massa com um rolo, colocando um pouco de farinha na superfície da pia e no rolo e esticando a massa devagar, sem colocar muita força. Quando a massa começava a grudar no rolo, eu a virava, de modo a deixar a parte farinhada para cima, e continuava o processo. Fiz isso até criar um círculo (meio deformado, é verdade) do tamanho da forma de pizza (a minha tem uns 30 cm de diâmetro). Abri dois discos e os levei ao forno para pré assar por dez minutos. Depois disso ela já fica linda e prontinha para ser recheada! Espalhei um pouco de molho de tomate nas duas pizzas. Uma eu cobri inteira com mussarela, e coloquei algumas fatias de tomate em cima. A outra, fiz meia portuguesa - cobri meia superfície com presunto, espalhei um ovo cozido picado e um pouco de cebola fatiada e cobri com bastante mussarela; e meia atum - cobri a outra metade com bastante atum e espalhei um pouco de cebola em cima. Finalizei tudo com orégano e coloquei no forno, onde ficaram cerca de 10 minutos. O resultado foi esse aí! Olha que bonitas, gente! Maior orgulho!

Bonita e gostosa! Ui...rs 

Como a primeira não deu pro cheiro (e nem 
pra foto), essa é a terceira, feita especialmente
 para o Juju, que chegou mais tarde do trabalho