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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Frikadellen - hamburguinhos alemães

Eu não sei se essa é a receita original do Frikadellen. O que eu sei é que comia no café da manhã todos os dias em um festival de heavy metal de 4 dias que fui na Alemanha nos idos dos anos 2000. Era um copo de café e um Frikadellen lá pras 8 da matina, quando começava a passagem de som das bandas e poucas almas conseguiam continuar dormindo (como se alguém dormisse at all...rs). Uma hora depois, a dieta já passava a ser chopp e...bom, chopp! Das 10 da manhã à meia noite, dando espaço para uma pizza ou um salsichão no decorrer do dia. Bons tempos! Enfim, quando voltei para o Brasil, resolvi preparar o negócio do meu jeito e essa é a receita que uso desde então. Dizem que o frikadellen também é conhecido como bouletten, aquele bolinho de carne que tem no cardápio de todo restaurante alemão. Eu acho diferente, no mínimo, porque o primeiro é grelhado e esse último, frito em imersão. Mas posso estar enganada. O que importa é que o mini hambúrguer sempre faz sucesso em toda festa alemã que organizo e dessa vez não foi diferente: não sobrou nenhum pra contar a história e muito menos para tirar a foto. Comecei temperando 2 quilos de patinho moído com sal e pimenta do reino. Misturei bem, amassando com as mãos, para que a carne ficasse mais grudadinha. Acrescentei 1 cebola grande ralada, 1 maço de salsinha e 1/2 maço de cebolinha picados - mais ou menos 2 xícaras e 1 xícara, respectivamente. (Essas quantidades servem cerca de 20 pessoas. Para fazer para menos pessoas, basta dividir proporcionalmente ou misturar tudo no olhômetro mesmo). Amassei mais um pouco e fui formando bolinhas pequenas e achantando-as com as mãos pra ficar no formato de um hambúrguer.  O próximo passo foi simplesmente levar à grelha, por cerca de 2 minutos de cada lado. Os acompanhamentos são infinitos: picles, pão, salada de batata, só mostarda, enfim, o que a imaginação e a fome mandarem! 

São ou não de morrer?

Obs.: Devido à impossibilidade de produzir uma foto autoral - por conta da rapidez com que os bolinhos desapareceram da mesa - usei essa publicada pelo usuário Multichill, publicada no Wikimedia Commons, plataforma de compartilhamento de imagens gratuitas do grupo Wikipedia. 

segunda-feira, 21 de março de 2016

Pratos irlandeses: Sheperd's Pie e Dublin Coddle

O que vem à sua mente quando você pensa em St. Patrick's Day? Cerveja verde? Irish coffee? Guinness? Pubs? Bom, à minha, vem comida, aliás, como sempre. Se ir pra a cozinha preparar uma coisa qualquer já me deixa feliz, quando tenho uma desculpa pra fazer um prato diferente e reunir a família e os amigos para provar é a glória! Então, nada mais justo do que cozinhar umas comidinhas Irish para comemorar o St. Patrick's Day de um jeito diferente. Não que a gente tenha que comemorar (afinal, não faz parte da nossa cultura), mas quem é que dispensa um bom motivo (ou desculpa?) para festejar? Escolhi um prato bem popular, a Shepherd's Pie, que é um tipo de escondidinho de carne de carneiro com legumes coberto com purê de batata, e outro nem tanto, o Dublin Coddle, que é um mexidão de linguiça, cebola, batata e caldo de carne. Huuummm, só de pensar dá água na boca! Comida suculenta e extremamente aconchegante. Adoro! E de baixo custo! Adoro mais ainda! Cozinhei cerca de 5 kg de batata inglesa em água e sal. Com uma parte, eu fiz um purê, amassando a batata e misturando 2 colheres de manteiga e 1 caixinha de creme de leite. Deixei no fogo uns 5 minutos, mexendo sempre. Reservei. Em uma panela grande, fritei 1 cebola média e 2 alhos laminados em um pouco de óleo de milho. Quando começaram a ficar dourados, juntei 1 1/2 kg de carne moída (de boi mesmo, porque a de carneiro é cara e difícil de encontrar), temperei com sal, pimenta do reino e 2 galhinhos de tomilho e deixei cozinhar, mexendo sempre até a carne ficar bem soltinha. Juntei 1 cenoura cortada em bastonetes médios, 1 lata de ervilha, 1 colher de sopa rasa de páprica picante, 1 colher de café de canela em pó, 1 xícara de leite e 1 colher de sopa de farinha de trigo. Misturei bem e deixei no fogo médio durante uns 15 minutos para apurar o sabor e cozinhar a cenoura. Coloquei a carne em um refratário médio, cobri com o purê de batata e levei ao forno alto por 15 minutos. O certo é deixar até o purê ficar bem dourado, mas como meu forno não tem gratinador (amoooor, quero um fogão novo!!!), levaria uma eternidade! Então, usei o maçarico para deixar o purê mais coradinho. Essa foi a Shepherd's Pie (que você vê na foto abaixo)!

Miam, miam!
O toque brasileiro
não poderia faltar!

Existem incontáveis receitas de Dublin Coddle. Eu fiz assim (fácil, fácil): fritei 400 gramas de salsichinhas defumadas cortadas ao meio, longitudinalmente, em um fio de óleo de milho até ficarem douradas. Na gordura da linguiça, fritei 1 cebola amarela e 1/2 cebola roxa fatiadas. Cortei 5 batatas médias em rodelas, misturei com a cebola e as linguiças e temperei com sal e pimenta do reino. A receita original pede para despejar 1/2 litro de caldo de carne em cima de tudo e levar ao forno por mais uns 10 minutos. Pulei essa parte porque não tinha caldo pronto e fazer levaria outra eternidade. Não! O próximo passo foi ocupar um lugar à mesa e degustar essas delícias com uma cervejinha na mão e boa companhia ao redor, o que torna tudo mais gosto!

Miam, miam 2. :)





quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Fish & Chips


Eu não ia publicar essa receitar porque tô meio xoxa com o fato de não poder cozinhar por um tempo. Aí as pessoas pensam "mas você não usa o pé pra cozinhar...". Ledo engano. Os pézinhos são uma das partes do corpo mais solicitadas no exercício (literalmente) culinário, pois é o que nos sustenta horas a fio em frente ao fogão, pia, bancada de trabalho, picando, cortando, esticando massa, lavando louça. Então, não, não dá pra cozinhar com o pé engessado. E também não dá pra cozinhar sentado. Ponto. Continuando: decidi publicar a receita, apesar do desânimo, porque foi a última que fiz antes de ficar de molho e porque ficou uma delícia!!! Já tinha tentado outras, mas essa foi a primeira que atendeu minhas expectativas: peixe e batatas apetitosos e crocantes! Comecei temperando cerca de 1/2 quilo de filé de tilápia cortado em pedaços grandes com sal e pimenta do reino. Depois, descasquei, lavei e sequei 4 batatas grandes e cortei em bastonetes grossos. O segredo para que fiquem crocantes depois de fritas é secar bem, por isso é bom prepará-las primeiro. Fritei as batatas em fogo médio até ficarem apenas macias, não douradas. Retirei do fogo, sequei bem e reservei. Coloquei um pouco de farinha em um prato raso e empanei os filés de peixe (não pule esse passo! ele evita que a massa escorra do peixe). Deixei os filés na farinha enquanto preparava a massa para empanar: em uma tigela grande, misturei 1 xícara de chá de farinha de trigo, 1 colher de bicarbonato de sódio e 1 pitada de sal. Aos poucos, fui acrescentando e misturando 1 lata de cerveja. Mergulhei cada um dos filés nessa massa e coloquei diretamente em uma frigideira funda com muito óleo, muito quente. Fritei aos poucos, sem encher muito a frigideira (4 por vez). Acho que deixei cerca de 3 minutos no fogo, até a casquinha ficar bem dourada (é muito rápido, fique atento). Em outra panela, faça o mesmo com as batatas, (não precisa colocar tão poucas na panela). Sirva tudo em uma tigela grande ou em porções individuais. Um molho tártaro e cerveja, -claro - acompanham muito bem! Tão bem que chega a ser pecado!


Sim, é pecado. Nem ligo! rs




segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Jambalaya

Fiz esse prato típico da Luisiana há uns 10 dias, para receber a ilustre visita da minha mamãe Rita e do Peter e só estou publicando agora por pura preguiça. Na minha cabeça, eram tantos ingredientes e detalhes que pensar em escrever a receita me fazia desistir. Eis que na noite chuvosa da última sexta me enchi de razão pelo menos pra começar a escrever. A inspiração para a finalização só veio hoje. O Jambalaya é basicamente um "risoto" de camarão, carne de porco e frango com um tempero canjun (povo antigo da região da Luisiana). Peguei uma receita na Internet e adaptei de uma forma que fizesse mais sentido para mim. Deu certo, mas nem tanto. Mais tarde descobri, pela minha mãe mesmo, que comeu o prato in loco, que o original não leva tomate. Enfim, era o que tínhamos para o dia...rs Então vamos lá! Temperei 300 gramas de camarão com sal e limão e reservei. Cortei em cubos a mesma quantidade de filé de frango e de lombo, temperei com sal, limão, pimenta do reino e alho e reservei também. Em uma panela grande, fritei bem duas xícaras de bacon e depois adicionei 1 xícara de alho picado, uma cebola picada de forma grosseira, meio pimentão amarelo, meio pimentão verde e meio pimentão vermelho e cozinhei, mexendo de vez em quando, até ficaram macios. Juntei o frango, o lombo e uma linguiça calabresa fatiada nesse refogado e deixei cozinhar por cerca de 10 minutos. Adicionei uma lata de tomate sem pele e o tempero canjun (feito com alho triturado, pimenta moída branca, pimenta moída preta, pimenta caiena, pimenta calabresa, tomilho seco, orégano seco, páprica picante, canela em pó, chilli em pó, estragão seco e sal - uma colher de cada) e misturei bem. Por fim, juntei a esse monte de coisa na panela duas xícaras de arroz, o camarão e algumas folhas de louro e deixei cozinhar por uns 5 minutos, mexendo sempre. Tampei a panela e deixei no fogo baixo por mais 15 minutos ou até o arroz terminar de cozinhar (se secar muito, acrescente um pouco de água). E só! Olha que nem foi complicado quanto parecia! E nem precisou de acompanhamento! Agora só falta tentar a receita original!

Gente, esqueci de tirar foto do prato!

Então tive que reproduzir depois!