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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Jantar simples - quibebe com carne moída

Pouca coisa no no mundo é melhor do que se presentear com uma comida gostosa depois de um longo dia de trabalho. Se é fácil de fazer e está semi-pronto, melhor ainda!

Hoje preparei um um quibebe pra fazer par com a carne moída refogada que tinha na geladeira e não dá pra falar o quanto ficou gostoso! Como dizem por aí, menos é mais rs

Carne moída é um ingrediente coringa pra ter na cozinha, já que é versátil, pode virar várias coisas, de um hambúrguer a um molho à bolonhesa. Mas também vai bem só refogadinha com cebola e alho, à moda da vovó!

O quibebe é um prato que é a cara do Brasil! Típico da região sul, nada mais é do que abóbora pescoço cozida até quase virar purê. 

Eu fiz o meu com um pedaço de abóbora moranga que já estava quase se despedindo desse plano...rs Fiquei feliz por poder dar um fim digno, ainda mais que veio da nossa hortinha lá no sítio! 

Foi só dar uma refogada na cebola (50 gramas) e alho (15 gramas) picados em um pouco de óleo e acrescentar a abobora higienizada, descascada e cortada em cubos (200 gramas).

Deixar no fogo até ficar bem macia, desmanchando. Se precisar, acrescente um pouco de água no meio do caminho (a abóbora já solta bastante).

Tempere com sal, pimenta do reino e açúcar mascavo (cerca de 1 colher de sopa desse último) e misture bem. 

Pronto! Coma devargazinho, curtindo cada garfada e pensando na morte da bezerra. Evite o sofá...rs

Deliciosamente despretensioso!


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Jantar para 15 Dias sem Gastar um Tostão, dia 10: a batata doce e 2 hambúrgueres podem virar um lindo prato típico inglês, a shepherd's pie! Duvida?

Galera, houve um pequeno gap no nosso desafio Jantar para 15 Dias sem Gastar um Tostão por conta do feriado! Fui para o sítio da minha família no interior de São Paulo e apesar de ser bem pertinho, o 4G não existe e o 3G é precário, então não consegui publicar nada! Desculpem por isso!

Mas isso não significa que o desafio ficou de lado! Afinal, graças ao bom Deus, fogão ainda não precisa de internet pra funcionar. 

Essa semana encaramos a reta final da nossa proposta de preparar 15 pratos apenas com ingredientes que temos em casa, sem passar no mercado nem pra comprar cebola! Porque você sabe muito bem o que significa essa breve e aparentemente inofensiva visita ao mercado: ingredientes a mais na sacola e dinheiro a menos no bolso. E comida estragando na geladeira. 

O dia 10 do nosso desafio trouxe uma versão diferente de um prato inglês tradicionalíssimo, a Shepherd's Pie, que é carne moída refogada coberta com purê de batata e gratinada. 

A batata da vez foi a doce, que provavelmente protagonizaria seus últimos e tristes dias entre nós na fruteira de casa, não fosse seu fim glorioso nessa deliciosa Shepherd's Pie. Amém! 

A carne moída veio de dois hambúrgueres que sobraram de um evento do final de semana. Queria um fim menos óbvio do que colocá-los no meio de um pão, então viraram o refogadinho da minha torta. 


As vítimas!

Comecei cozinhando as batatas doces (não consegui salvar metade da maior 😭) descascadas e cortadas em cubos em uma panela com água e bem pouco sal. 

Depois, refoguei em outra panela 1/2 cebola e 2 dentes de alho picadinhos em um fio de azeite - nessa ordem, pro alho não queimar. 

Quando o alho começou a ficar dourado, acrescentei a carne aos poucos, desmanchando as bolotas com as mãos para ficar bem soltinha. Já estava temperada, mas complementei com 2 raminhos de tomilho, 1 punhado de páprica picante, 1 punhado de canela em pó e pimenta do reino.

Deixei no fogo alto até a água secar e a carne ficar douradinha e depois acrescentei 1 cenoura cortada em cubos pequenos e 1 xícara de ervilhas orgânicas (ambas do sítio, uma alegria!).

Adicionei 1 colher de sopa de farinha de trigo e 1/2 copo americano de água, misturei bem, diminui o fogo e deixei cozinhar até os legumes ficarem al dente.

Escorri as batatas e espremi com um garfo mesmo, porque queria um aspecto mais rústicos (tá na moda...rs). Juntei 1 colher de sopa de manteiga sem sal e 1 xícara de leite. Deixei no fogo baixo por uns 5 minutos, misturando sempre com um batedor.

Enchi duas tigelinhas refratárias com o recheio de carne até sobrar uns dois dedos da borda, completei com o purê de batata e salpiquei queijo ralado. 

Levei o forno alto (pré-aquecido) por una 10 minutos, até o queijo derreter e superfície ficar moreninha. 


Em tigelinhas individuais, dá pra comer no sofá! Oba!

Geralmente faço num refratário grande, pra todo mundo poder se servir à vontade, mas como a quantidade era pequena, fiz em duas tigelinhas individuais!

A Shepherd' Pie é um prato que eu adoro e faço bastante, mas nunca tinha feito com batata doce. Ficou divino! A única decepção foi que deu tão pouquinho que nem deu pra repetir!

Acho que chegamos no décimo dia com louvor, o que você acha? Conseguiu seguir o desafio até aqui? Reproduziu alguma das receitas em casa? Fala pra mim como está sendo a sua experiência! 

Semana passada ainda teve risoto de linguiça toscana e alho poró e sanduíche natural de frango!

Vou tentar postar tudo rapidão pra gente não perder o fio da meada!

Ah, e não esqueça dar aquele curtidinha básica que a gente gosta ou compartilhar com os coleguinhas!

Até a próxima!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Jantar para 15 Dias sem Gastar um Tosão, dia 9: 5 passos para transformar a carne moída, o feijão e o arroz de ontem em um delicioso jantar mexicano!

Tempo de preparo: aproximadamente 30 minutos
Nº de porções: 4 
Complexidade: fácil

Uma boa saída para aquela carne moída cansadinha que você tem aí na geladeira é um belo chilli com carne! Se sobrou arroz e feijão também, que maravilha! Em poucos minutos você consegue preparar um jantar totalmente novo e diferente usando esses ingredientes tão comuns do nosso dia a dia!

Você encontrará variadas receitas de chilli com carne na internet, que geralmente se resumem a carne moída, feijão, condimentos e pimenta. E coentro! Chilli com carne sem coentro é simplesmente carne moída refogada com feijão. Não é essa a nossa intenção, né?

O legal é que sempre dá pra adaptá-la com o que a gente tem dispensa (só não vale aqueles pózinhos de tempero pronto para taco, pelo amor de Deus!). Basta uns temperinhos frescos básicos para dar à carne moída e ao feijão nosso de cada dia um saborzinho mexicano!

Em uma panela grande, aqueci 1 colher de sopa de azeite e refoguei 1 cebola média, 3 dentes de alho e 1 pimenta dedo de moça bem picadinhos. 

Quando começaram a ficar dourados, juntei uns 500 gramas de carne moída aos poucos, desmanchando os pedaços maiores com a colher até ficar bem soltinha. Temperei com sal e pimenta do reino e deixei no fogo alto até toda a água secar e dar uma dourada na carne.

Juntei 1 xícara de coentro picado, 1 colher de café de páprica picante e 1 colher de café de canela em pó e deixei cozinhar por cerca de 10 minutos no fogo médio..

Acrescentei 2 xícara de feijão cozido, 1 lata de tomate sem pele (se não tiver, use tomates frescos cortados em cubos ou molho de tomate pronto) e 1 taça de vinho tinto. 

Ficou no fogo baixo mais uns 10-15 minutos, até o caldo ficar bem grosso. Se precisar, coloque mais água no meio do caminho e ajuste o tempero, principalmente a pimenta: se estiver muito suave, adicione umas 2 colheres de molho de pimenta ou pimenta calabresa em flocos.

Para completar, o Julio fez um arroz apimentadão, refogando cebola e alho, 1/2 colher de chá de coloral e 1/2 colher de chá de pimenta chipotle em pó e cozinhou como de costume. 

Os tradicionais nachos, tortillas e tacos, ou apenas o chilli com carne em uma cumbuquinha também caem bem!


Simples e gostoso!

Ta aí: arroz, feijão e carne moída totalmente renovados nesse 9 dia do nosso desafio! Só faltam 6! Ariba!






quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Abobrinha recheada com carne moída

Ontem quem foi para a cozinha foi o meu marido, o Julio, para preparar mais uma versão da nossa querida abobrinha (ou seria aboborona?). Dá uma olhada no tamanho da criança na foto abaixo:

Tive que colocar esse deselegante garfo do
lado para vocês terem uma ideia da dimensão...

A versão tamanho família foi recheada com carne moída, assada e gratinada. Para recheá-la foi preciso cerca de 700 gramas de carne! :o 
O Julio começou cortando a abobrinha longitudinalmente e temperando com sal e pimenta do reino. Depois, temperou a carne com sal, pimenta do reino, pimenta caiena, pimenta calabresa e noz moscada (foi criativo!) e refogou em cerca de uma colher de azeite, 2 cebolas médias picadas no mixer e 5 dentes de alho amassados até ficar bem sequinha. Recheou as abobrinhas generosamente com a carne moída refogada, cobriu com bastante muçarela e levou ao forno alto por cerca de 30 minutos, na grelha de cima. Depois, passou para a grelha de baixo, onde ficou mais uns 10 minutos, para gratinar. Deu umas 10 porções...rs Não tente isso em casa, a não ser que tenha uma boa audiência para compatilhar! Ou melhor, tente, mas com uma abobrinha deste mundo! Ficou uma delícia! E o temperinho do Juju fez toda a diferença!

O bom é que a gente não precisa ficar com medo de passar vontade!
Miam!!!


segunda-feira, 21 de março de 2016

Pratos irlandeses: Sheperd's Pie e Dublin Coddle

O que vem à sua mente quando você pensa em St. Patrick's Day? Cerveja verde? Irish coffee? Guinness? Pubs? Bom, à minha, vem comida, aliás, como sempre. Se ir pra a cozinha preparar uma coisa qualquer já me deixa feliz, quando tenho uma desculpa pra fazer um prato diferente e reunir a família e os amigos para provar é a glória! Então, nada mais justo do que cozinhar umas comidinhas Irish para comemorar o St. Patrick's Day de um jeito diferente. Não que a gente tenha que comemorar (afinal, não faz parte da nossa cultura), mas quem é que dispensa um bom motivo (ou desculpa?) para festejar? Escolhi um prato bem popular, a Shepherd's Pie, que é um tipo de escondidinho de carne de carneiro com legumes coberto com purê de batata, e outro nem tanto, o Dublin Coddle, que é um mexidão de linguiça, cebola, batata e caldo de carne. Huuummm, só de pensar dá água na boca! Comida suculenta e extremamente aconchegante. Adoro! E de baixo custo! Adoro mais ainda! Cozinhei cerca de 5 kg de batata inglesa em água e sal. Com uma parte, eu fiz um purê, amassando a batata e misturando 2 colheres de manteiga e 1 caixinha de creme de leite. Deixei no fogo uns 5 minutos, mexendo sempre. Reservei. Em uma panela grande, fritei 1 cebola média e 2 alhos laminados em um pouco de óleo de milho. Quando começaram a ficar dourados, juntei 1 1/2 kg de carne moída (de boi mesmo, porque a de carneiro é cara e difícil de encontrar), temperei com sal, pimenta do reino e 2 galhinhos de tomilho e deixei cozinhar, mexendo sempre até a carne ficar bem soltinha. Juntei 1 cenoura cortada em bastonetes médios, 1 lata de ervilha, 1 colher de sopa rasa de páprica picante, 1 colher de café de canela em pó, 1 xícara de leite e 1 colher de sopa de farinha de trigo. Misturei bem e deixei no fogo médio durante uns 15 minutos para apurar o sabor e cozinhar a cenoura. Coloquei a carne em um refratário médio, cobri com o purê de batata e levei ao forno alto por 15 minutos. O certo é deixar até o purê ficar bem dourado, mas como meu forno não tem gratinador (amoooor, quero um fogão novo!!!), levaria uma eternidade! Então, usei o maçarico para deixar o purê mais coradinho. Essa foi a Shepherd's Pie (que você vê na foto abaixo)!

Miam, miam!
O toque brasileiro
não poderia faltar!

Existem incontáveis receitas de Dublin Coddle. Eu fiz assim (fácil, fácil): fritei 400 gramas de salsichinhas defumadas cortadas ao meio, longitudinalmente, em um fio de óleo de milho até ficarem douradas. Na gordura da linguiça, fritei 1 cebola amarela e 1/2 cebola roxa fatiadas. Cortei 5 batatas médias em rodelas, misturei com a cebola e as linguiças e temperei com sal e pimenta do reino. A receita original pede para despejar 1/2 litro de caldo de carne em cima de tudo e levar ao forno por mais uns 10 minutos. Pulei essa parte porque não tinha caldo pronto e fazer levaria outra eternidade. Não! O próximo passo foi ocupar um lugar à mesa e degustar essas delícias com uma cervejinha na mão e boa companhia ao redor, o que torna tudo mais gosto!

Miam, miam 2. :)





domingo, 26 de julho de 2015

Chilli com carne

Lendo alguns posts antigos, percebi como meu jeito de cozinhar mudou. Se antes lançava mão de temperos prontos e quase desprezava receitas mais complexas, hoje priorizo ingredientes frescos e encaro com o maior prazer pratos mais primorosos, de cozimento lento e preparação cuidadosa. 

O chilli com carne é um exemplo. A receita publicada nos primórdios deste blog é muito diferente daquela que faço hoje, que vou falar agora para você (confira a receita antiga). 

Primeiro, cozinho cerca de 3 xícaras de feijão carioca com sal e folhas de louro até ficar ao dente. Enquanto isso, pico tudo: 1 pimenta dedo de moça, 1 cebola grande, 5 dentes de alho, 1/2 maço de salsinha, 1/2 de coentro e umas 10 folhas de cebolinha. 

Refogo a cebola em um fio de óleo (da última vez usei uma colher de sobremesa de banha) e quando ficar transparente, adiciono o alho e a pimenta. Deixo cozinhar até começarem a dourar e depois adiciono cerca de 1 quilo de carne moída, desfazendo qualquer gomo com as mãos até ficar bem soltinha, e tempero com sal e pimenta do reino. 

Quando a água da carne secar, adiciono as ervas, dois tomates frescos sem pele cortado em cubos, 1 xícara de polpa de tomate (que podem ser substituídos por 1 lata de tomate sem pele), 100 ml de vinho tinto e 1 colher de café de canela em pó. Misturo bem e deixo no fogo por uns 10 minutos ou até começar a ferver, mexendo de vez em quando. 

Junto aos poucos o feijão e cozinho por mais uns 15 minutos, até o caldo engrossar bem, e ajusto o tempero (eu gosto mais apimentadinhho).

Para companhar, geralmente vamos de guacamole, sour cream, alface fatiado fininho e mussarela ralada. Para a guaca, uso 1 abacate comum ou 2 avocados maduros, 1 limão, 1 tomate sem semente picado e umas 2 colheres de coentro picado. É só amassar o abacate com o garfo e misturar os demais ingredientes. 

O sour cream é mais simples ainda: basta misturar cream cheese (iogurte também serve) com limão. Tem gente que usa creme de leite; eu prefiro dispensar. 

Depois, é só preencher suas tortillas (esses ainda não fiz em casa, mas vou tentar) e brindar com Margaritas!


Esse é o meu chilli com carne. Fui adaptando de 
acordo com os ingredientes mais comuns 
e disponíveis. Existem inúmeras receitas, 
escolha a sua!
Tacos, nachos e tortillas, guacamole e sour cream.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Hambúrguer de carne de verdade

Uma das coisas que mais ouço quando o assunto é alimentação do dia a dia é que é impossível encarar a cozinha depois de um longo dia de trabalho. É claro que eu sempre discordo. Com um pouco (muito pouco mesmo) de disposição, é possível preparar em minutos uma refeição saborosa. Quem costuma visitar este blog sabe que isso é verdade. Raras são as vezes que eu passo horas na cozinha durante a semana e não é por isso que deixo de comer bem. Outra razão para eu vencer a tentação de comprar alguma coisa pronta no mercado, é que eu ando cada vez com mais repulsa a alimentos industrializados. São uma enganação. Aquele hambúrguer suculento que você vê na embalagem, por exemplo, vira uma coisa mirrada e sem graça quando sai da frigideira. Fora os ingredientes: carne bovina, água, gordura bovina, proteína texturizada de soja, gordura vegetal hidrogenada, maltodextrina, sal, condimentos naturais, pimenta, proteína vegetal hidrolisada, regulador de acidez lactato de sódio (INS 325), estabilizante polifosfato de sódio (INS 452i), realçador de sabor glutamato de monossódico (INS 621), antioxidante eritorbato de sódio (INS 316), corante vermelho de beterraba (INS 162) e aromas naturais. Sinceramente, eu tenho medo! Por isso, faço questão de preparar a minha comida fresquinha quase todas as noites, como esse hambúrguer verdadeiramente suculento, de carne de verdade, aroma de verdade e tempero de verdade. Triturei no mixer 1/2 cebola e dois dentes de alho e transferi para um tigela. Juntei cerca de 1/2 quilo de patinho moído, dois raminhos de tomilho fresco, 1/2 colher de chá de gengibre ralado, sal e pimenta do reino. Misturei todos os ingredientes e amassei bem com as mãos, até formar uma massa homogênea. Fiz 4 hambúrgueres, com a ajuda de um cortador de massa redondo: fui colocando a carne dentro deles e amassando, até ficar da espessura que eu queria (bem gordinhos). Fritei os hambúrgueres em uma bistequeira com um fio de azeite por cerca de 2 minutos cada lado, até ficarem dourados por fora e rosados por dentro. A partir daí, dá para montar o sanduíche que você quiser!


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Desperdício zero 2: patê de frango, arroz de moqueca e shepherd's pie

Geralmente, segunda é dia de usar a criatividade e criar um prato bonito, gostoso e fácil de fazer usando o que sobrou na geladeira da semana anterior. Essa semana não foi diferente. Por falta de um, consegui criar três pratos com os célebres restinhos. Eram eles: sobrecoxa de frango cozida proveniente da marmitinha que a Rita levou para mim sexta no escritório, moqueca maravilhosa da nossa querida amiga Carla, carne moída remanescente das minhas produções culinárias, arroz e batata. Eles viraram, respectivamente, um delicioso patê de frango, arroz de moqueca e uma versão inventada por mim para o famoso prato britânico Shepherd's Pie. O patê de frango é ridiculamente fácil! É só misturar em uma tigela pequena a sobrecoxa desfiada, cebola e salsinha bem picadinhas (mais ou menos uma colher de sopa), 1 colher de sopa de maionese, 1 colher de chá de mostarda dijon, sal e pimenta do reino. Servido com torradinhas vira um delicioso aperitivo, com pão integral, um lanche caprichado e acompanhado de uma saladinha, um almoço leve! Confesso: eu comi com pão integral no café da manhã mesmo!

Patê de frango

Para matar dois restos com uma panela só, fiz o tal do arroz de moqueca. Separei as postas de peixe do refogado e desfiei. Em uma panela média, coloquei o arroz cozido, uma boa quantidade de azeite e 2 dentes de alho laminados. Quando o alho começou a ficar macio, acrescentei salsinha e cebolinha picadas, um punhado de pimenta calabresa e uma colher de chá de açafrão. Dei uma mexidinha, deixei no fogo para apurar o sabor e só.

Arroz de moqueca
Próximo salvado: um dos pratos de maior sucesso da minha cozinha (pelo menos na opinião da minha mãe e irmã...suspeito), a Shepherd'd Pie adaptada. A receita original leva carne de cordeiro e eu uso carne moída de boi mesmo. Além disso, eu coloco páprica picante e canela para dar um sabor mais acentuado e brazuca. Primeiro, cozinhei as batatas, que estavam quase dando broto, e fiz um purê. Eu já tinha umas duas xícaras de carne moída refogada com cebola e ervilha. Apenas adicionei (à carne, em uma panela, óbvio) 1/2 cenoura cozida picada (que também tinha sobrado da marmita da mamãe), 1 colher de café de páprica picante, 1 colher de chá de canela, 1 colher de sopa de farinha de trigo e cerca de 1/3 de xícara de leite e misturei bem. Deixei no fogo até ferver. Depois, coloquei o refogado de carne em um refratário, cobri com purê e salpiquei queijo parmesão fresco. Levei ao forno médio por uns 15 minutos. Eu e o Julio comemos com salada e ainda sobrou para a marmitinha do dia seguinte. Esse rendeu, né?

Shepherd's Pie da Cris