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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Abobrinha recheada com carne moída

Ontem quem foi para a cozinha foi o meu marido, o Julio, para preparar mais uma versão da nossa querida abobrinha (ou seria aboborona?). Dá uma olhada no tamanho da criança na foto abaixo:

Tive que colocar esse deselegante garfo do
lado para vocês terem uma ideia da dimensão...

A versão tamanho família foi recheada com carne moída, assada e gratinada. Para recheá-la foi preciso cerca de 700 gramas de carne! :o 
O Julio começou cortando a abobrinha longitudinalmente e temperando com sal e pimenta do reino. Depois, temperou a carne com sal, pimenta do reino, pimenta caiena, pimenta calabresa e noz moscada (foi criativo!) e refogou em cerca de uma colher de azeite, 2 cebolas médias picadas no mixer e 5 dentes de alho amassados até ficar bem sequinha. Recheou as abobrinhas generosamente com a carne moída refogada, cobriu com bastante muçarela e levou ao forno alto por cerca de 30 minutos, na grelha de cima. Depois, passou para a grelha de baixo, onde ficou mais uns 10 minutos, para gratinar. Deu umas 10 porções...rs Não tente isso em casa, a não ser que tenha uma boa audiência para compatilhar! Ou melhor, tente, mas com uma abobrinha deste mundo! Ficou uma delícia! E o temperinho do Juju fez toda a diferença!

O bom é que a gente não precisa ficar com medo de passar vontade!
Miam!!!


segunda-feira, 21 de março de 2016

Pratos irlandeses: Sheperd's Pie e Dublin Coddle

O que vem à sua mente quando você pensa em St. Patrick's Day? Cerveja verde? Irish coffee? Guinness? Pubs? Bom, à minha, vem comida, aliás, como sempre. Se ir pra a cozinha preparar uma coisa qualquer já me deixa feliz, quando tenho uma desculpa pra fazer um prato diferente e reunir a família e os amigos para provar é a glória! Então, nada mais justo do que cozinhar umas comidinhas Irish para comemorar o St. Patrick's Day de um jeito diferente. Não que a gente tenha que comemorar (afinal, não faz parte da nossa cultura), mas quem é que dispensa um bom motivo (ou desculpa?) para festejar? Escolhi um prato bem popular, a Shepherd's Pie, que é um tipo de escondidinho de carne de carneiro com legumes coberto com purê de batata, e outro nem tanto, o Dublin Coddle, que é um mexidão de linguiça, cebola, batata e caldo de carne. Huuummm, só de pensar dá água na boca! Comida suculenta e extremamente aconchegante. Adoro! E de baixo custo! Adoro mais ainda! Cozinhei cerca de 5 kg de batata inglesa em água e sal. Com uma parte, eu fiz um purê, amassando a batata e misturando 2 colheres de manteiga e 1 caixinha de creme de leite. Deixei no fogo uns 5 minutos, mexendo sempre. Reservei. Em uma panela grande, fritei 1 cebola média e 2 alhos laminados em um pouco de óleo de milho. Quando começaram a ficar dourados, juntei 1 1/2 kg de carne moída (de boi mesmo, porque a de carneiro é cara e difícil de encontrar), temperei com sal, pimenta do reino e 2 galhinhos de tomilho e deixei cozinhar, mexendo sempre até a carne ficar bem soltinha. Juntei 1 cenoura cortada em bastonetes médios, 1 lata de ervilha, 1 colher de sopa rasa de páprica picante, 1 colher de café de canela em pó, 1 xícara de leite e 1 colher de sopa de farinha de trigo. Misturei bem e deixei no fogo médio durante uns 15 minutos para apurar o sabor e cozinhar a cenoura. Coloquei a carne em um refratário médio, cobri com o purê de batata e levei ao forno alto por 15 minutos. O certo é deixar até o purê ficar bem dourado, mas como meu forno não tem gratinador (amoooor, quero um fogão novo!!!), levaria uma eternidade! Então, usei o maçarico para deixar o purê mais coradinho. Essa foi a Shepherd's Pie (que você vê na foto abaixo)!

Miam, miam!
O toque brasileiro
não poderia faltar!

Existem incontáveis receitas de Dublin Coddle. Eu fiz assim (fácil, fácil): fritei 400 gramas de salsichinhas defumadas cortadas ao meio, longitudinalmente, em um fio de óleo de milho até ficarem douradas. Na gordura da linguiça, fritei 1 cebola amarela e 1/2 cebola roxa fatiadas. Cortei 5 batatas médias em rodelas, misturei com a cebola e as linguiças e temperei com sal e pimenta do reino. A receita original pede para despejar 1/2 litro de caldo de carne em cima de tudo e levar ao forno por mais uns 10 minutos. Pulei essa parte porque não tinha caldo pronto e fazer levaria outra eternidade. Não! O próximo passo foi ocupar um lugar à mesa e degustar essas delícias com uma cervejinha na mão e boa companhia ao redor, o que torna tudo mais gosto!

Miam, miam 2. :)





domingo, 26 de julho de 2015

Chilli com carne

Lendo alguns posts antigos, percebi como meu jeito de cozinhar mudou. Se antes lançava mão de temperos prontos e quase desprezava receitas mais complexas, hoje priorizo ingredientes frescos e encaro com o maior prazer pratos mais primorosos, de cozimento lento e preparação cuidadosa. 

O chilli com carne é um exemplo. A receita publicada nos primórdios deste blog é muito diferente daquela que faço hoje, que vou falar agora para você (confira a receita antiga). 

Primeiro, cozinho cerca de 3 xícaras de feijão carioca com sal e folhas de louro até ficar ao dente. Enquanto isso, pico tudo: 1 pimenta dedo de moça, 1 cebola grande, 5 dentes de alho, 1/2 maço de salsinha, 1/2 de coentro e umas 10 folhas de cebolinha. 

Refogo a cebola em um fio de óleo (da última vez usei uma colher de sobremesa de banha) e quando ficar transparente, adiciono o alho e a pimenta. Deixo cozinhar até começarem a dourar e depois adiciono cerca de 1 quilo de carne moída, desfazendo qualquer gomo com as mãos até ficar bem soltinha, e tempero com sal e pimenta do reino. 

Quando a água da carne secar, adiciono as ervas, dois tomates frescos sem pele cortado em cubos, 1 xícara de polpa de tomate (que podem ser substituídos por 1 lata de tomate sem pele), 100 ml de vinho tinto e 1 colher de café de canela em pó. Misturo bem e deixo no fogo por uns 10 minutos ou até começar a ferver, mexendo de vez em quando. 

Junto aos poucos o feijão e cozinho por mais uns 15 minutos, até o caldo engrossar bem, e ajusto o tempero (eu gosto mais apimentadinhho).

Para companhar, geralmente vamos de guacamole, sour cream, alface fatiado fininho e mussarela ralada. Para a guaca, uso 1 abacate comum ou 2 avocados maduros, 1 limão, 1 tomate sem semente picado e umas 2 colheres de coentro picado. É só amassar o abacate com o garfo e misturar os demais ingredientes. 

O sour cream é mais simples ainda: basta misturar cream cheese (iogurte também serve) com limão. Tem gente que usa creme de leite; eu prefiro dispensar. 

Depois, é só preencher suas tortillas (esses ainda não fiz em casa, mas vou tentar) e brindar com Margaritas!


Esse é o meu chilli com carne. Fui adaptando de 
acordo com os ingredientes mais comuns 
e disponíveis. Existem inúmeras receitas, 
escolha a sua!
Tacos, nachos e tortillas, guacamole e sour cream.