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terça-feira, 16 de abril de 2019

Rösti - a batata suíça!

Se tem uma coisa que nós brasileiros amamos é batata!

Como é um ingrediente super versátil, durável e barato, costumamos ter sempre em casa e por isso é um coringa na hora de preparar uma refeição rápida.

Se você tem algumas já cozidas e não sabe como aproveitá-las, aproveite para preparar um delicioso rösti, receita suíça feita basicamente de batata ralada e manteiga.

Dia desses, fez par para o bife de contra-filé e vagem refogada, dando origem a um jantar prático, rápido e saudável!

Fuja das receitas complexas que exigem preparação antecipada! Essa receita testada e comprovada é a que o meu padastro, Peter, que é suíço, faz! Ou seja, trazida diretamente da fonte, não tem erro!

Ralei 2 batatas cozidas grandes na parte grossa do ralador (o ideal é que ela tenha sido cozida em água com sal. Senão, adicione o sal nesse momento e misture bem).

Aqueci uma frigideira média (mais ou menos 20 centímetros) e coloquei 1 colher de sopa de manteiga.

Quando a manteiga derreteu, acrescentei a batata ralada a fui pressionando com uma colher até ficar algo parecido com uma fritada.

Ela fica perfeita assim! Se desmilinguir,
basta começar tudo de novo!

Deixei no fogo alto por cerca de 5 minutos, até a parte de baixo, em contato com a frigideira, ficar dourada. 

Coloquei um prato raso em cima da frigideira e virei a frigideira em cima desse prato, transferindo a batata para o prato, com a ajuda de uma luva térmica.

Coloquei a batata de volta na frigideira, com o lado que não foi cozido para baixo (o lado que estava em contato com o prato). 

Se nesse processo a batata desmilinguir, basta começar tudo de novo: volte para a frigideira, molde em forma de fritada e doure os dois lados. 

Deixei no fogo alto até dourar a outra parte e desliguei.

Não tente economizar na manteiga, pois é ela que fará a batata sair perfeita da frigideira, sem grudar, e dará o sabor característico do prato. 

A não ser que você tenha aquelas frigideiras master blaster da Polishop...rs Mesmo assim, não aconselho. Vai comprometer o sabor.

Como graça pouca é bobagem, usei um cortador de massa redondo para fazer pequenos röstis e servir lindamente com a minha carne com legumes!

Tudo isso, + cozinhar a vagem e grelhar o contra, levou cerca de 30 minutos. Nem preguiça dá pra ter!


O corte com o aro deu o tchans na hora de servir!







terça-feira, 1 de novembro de 2016

Kartoffelsalat - salada de batata alemã

Sábado reuni alguns amigos para comemorar a Oktoberfest e a atração da festa foram, claro, as deliciosas comidas típicas! Comprei comida para o dobro de convidados e, pasmem, acabou quase tudo! Teve salsichão, kassler, frikadeller e, claro, salada de batatas. Vou publicar as receitas ao longo da semana para o post não ficar muito longo. A preparação dessa salada de batatas tipicamente alemã é um pouco diferente da nossa e é isso que dá aquele gostinho diferente que a gente não consegue identificar o que é! Mas é bem fácil e dá pra fazer em poucos minutos. Cozinhei 2 quilos de batatas médias descascadas em água e sal até ficarem macias, mas firmes. Sempre tento comprar batatas do mesmo tamanho, para que o cozimento de todas seja uniforme. Cortei as batatas em rodelas e deixei marinando em 300 ml de caldo de carne e 300 ml de vinho branco seco por cerca de 20 minutos (se você não tiver caldo de carne pronto e também não estiver a fim de fazer, substitua pela mesma quantidade de vinho branco). Escorri o líquido e temperei com sal, pimenta do reino branca e azeite (à gosto), 200 ml vinho branco, 1 cebola grande passada no processador e 2 xícaras de cebolinha picada. Geralmente, acrescenta-se pepino em conserva picado, mas como não é todo mundo que gosta, dispensei. Deixei na geladeira por 1 hora, que foi o tempo exato do pessoal começar a chegar. Os acompanhamentos não poderiam ser mais óbvios - e perfeitos - salsichão e chucrute e mostarda! Ein Prosit!

Não precisa de mais nada! Só da cerveja, claro!

segunda-feira, 21 de março de 2016

Pratos irlandeses: Sheperd's Pie e Dublin Coddle

O que vem à sua mente quando você pensa em St. Patrick's Day? Cerveja verde? Irish coffee? Guinness? Pubs? Bom, à minha, vem comida, aliás, como sempre. Se ir pra a cozinha preparar uma coisa qualquer já me deixa feliz, quando tenho uma desculpa pra fazer um prato diferente e reunir a família e os amigos para provar é a glória! Então, nada mais justo do que cozinhar umas comidinhas Irish para comemorar o St. Patrick's Day de um jeito diferente. Não que a gente tenha que comemorar (afinal, não faz parte da nossa cultura), mas quem é que dispensa um bom motivo (ou desculpa?) para festejar? Escolhi um prato bem popular, a Shepherd's Pie, que é um tipo de escondidinho de carne de carneiro com legumes coberto com purê de batata, e outro nem tanto, o Dublin Coddle, que é um mexidão de linguiça, cebola, batata e caldo de carne. Huuummm, só de pensar dá água na boca! Comida suculenta e extremamente aconchegante. Adoro! E de baixo custo! Adoro mais ainda! Cozinhei cerca de 5 kg de batata inglesa em água e sal. Com uma parte, eu fiz um purê, amassando a batata e misturando 2 colheres de manteiga e 1 caixinha de creme de leite. Deixei no fogo uns 5 minutos, mexendo sempre. Reservei. Em uma panela grande, fritei 1 cebola média e 2 alhos laminados em um pouco de óleo de milho. Quando começaram a ficar dourados, juntei 1 1/2 kg de carne moída (de boi mesmo, porque a de carneiro é cara e difícil de encontrar), temperei com sal, pimenta do reino e 2 galhinhos de tomilho e deixei cozinhar, mexendo sempre até a carne ficar bem soltinha. Juntei 1 cenoura cortada em bastonetes médios, 1 lata de ervilha, 1 colher de sopa rasa de páprica picante, 1 colher de café de canela em pó, 1 xícara de leite e 1 colher de sopa de farinha de trigo. Misturei bem e deixei no fogo médio durante uns 15 minutos para apurar o sabor e cozinhar a cenoura. Coloquei a carne em um refratário médio, cobri com o purê de batata e levei ao forno alto por 15 minutos. O certo é deixar até o purê ficar bem dourado, mas como meu forno não tem gratinador (amoooor, quero um fogão novo!!!), levaria uma eternidade! Então, usei o maçarico para deixar o purê mais coradinho. Essa foi a Shepherd's Pie (que você vê na foto abaixo)!

Miam, miam!
O toque brasileiro
não poderia faltar!

Existem incontáveis receitas de Dublin Coddle. Eu fiz assim (fácil, fácil): fritei 400 gramas de salsichinhas defumadas cortadas ao meio, longitudinalmente, em um fio de óleo de milho até ficarem douradas. Na gordura da linguiça, fritei 1 cebola amarela e 1/2 cebola roxa fatiadas. Cortei 5 batatas médias em rodelas, misturei com a cebola e as linguiças e temperei com sal e pimenta do reino. A receita original pede para despejar 1/2 litro de caldo de carne em cima de tudo e levar ao forno por mais uns 10 minutos. Pulei essa parte porque não tinha caldo pronto e fazer levaria outra eternidade. Não! O próximo passo foi ocupar um lugar à mesa e degustar essas delícias com uma cervejinha na mão e boa companhia ao redor, o que torna tudo mais gosto!

Miam, miam 2. :)





segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Maminha ao molho de mostarda com batatas amassadas e couve rábano refogada

Nunca tinha ouvido falar em couve rábano até o Peter, meu querido padastro, plantar em seu sítio e cozinhar pra gente. O vegetal é rico em vitamina C, antioxidantes, bioflavanóides anti-carcinogênicos e fibras e 100 gramas tem míseras 25 calorias! Tá esperando o que para ir lá comprar e incluir no seu cardápio também? Não tem em qualquer mercado, mas já vi em vendinhas na Liberdade. A única forma de consumir que eu conheço é refogada. Tentei fazer umas duas vezes, mas a bicha ficou dura demais! Eis que semana passada sequestrei um saquinho delas congeladas da geladeira da minha mãe e ela virou parte do meu almoço de hoje, acompanhando uma maminha ao molho de mostarda e batatinhas amassadas. Refoguei 1/4 de uma cebola picada e 2 dentes de alho amassados em um fio de azeite. Juntei cerca de 3 xícaras de couve rábano cortada em meia lua (previamente branqueada), sal, pimenta do reino, ervas de provence secas e xícara de água. Misturei bem e deixei cozinhar por cerca de 15 minutos (até ficarem macias). Nesse meio tempo, cozinhei cerca de 300 gramas de batata bolinha até ficarem bem macias. Escorri, voltei para a panela e amassei com um amassador de batatas (pode ser um garfo, mas não um espremedor, senão vira purê). Acrescentei 1 colher de sopa de manteiga, sal e pimenta do reino e mexi até a manteiga derreter. Próximo: molho de mostarda. No recipiente do mixer, juntei 1 dente de alho, 1 raminho de hortelã, 1 raminho de manjericão, 1/2 xícara de mostarda dijón, 2/3 de xícara de azeite e 1/2 colher de sopa de açúcar mascavo. Bati bem, até tudo virar um creme e reservei. Em uma frigideira média, fritei 1 bife de maminha  (com 1 dedo de espessura, aproximadamente), temperado com sal e pimenta do reino (de novo) em um fio de azeite por cerca de 3 minutos cada lado. Retirei a carne e despejei o molho de mostarda na mesma frigideira. Esquentei em fogo baixo, mexendo com uma espátula e raspando o caldo da carne para agregá-lo ao molho de mostarda. Ficou no fogo uns 3 minutos. Fiz um pratinho bem bonito, com o molho em cima da carne. Fiquei feliz com o resultado!

Nada mal para um almoço de segunda!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Combinado do alemão

Comida alemã em plena terça-feira? Sim, tive a audácia. Mas juro que a culpa não foi minha. Tirei alguns filés de peixe do congelador pela manhã e à noite ainda estavam duros como pedra, o que me obrigou a improvisar com um par de salsichão e outro de kassler (basicamente um bisteca de porco defumada) que estavam bobeando por aí. Para acompanhar, fiz vagens e batatas com cebola. Foi muito fácil! Batata: Cozinhei 3 batatas cortadas em cubos em cerca de 1/2 litro de água até ficarem al dente. Em uma frigideira funda, fritei 2 cebolas médias - cortadas ao meio e fatiadas - em 2 colheres de margarina até ficarem bem douradas, quase torradas. Misturei a batata com a cebola da frigideira e passei para uma tigela. Vagem: na mesma água da batata, ainda fervente, fiz a mesma coisa com a vagem (não sei a quantidade exata, mas cabia espremida em um saco tipo Ziploc pequeno). Na mesma frigideira da batata, refoguei 5 dentes de alho laminados em um pouco de manteiga e quando começaram a ficar dourados, acrescentei a vagem cozida (sem a água), ervas de Provença e um tablete de caldo de legumes dissolvido em água morna. Deixei no fogo mais uns 5 minutos. O kassler e as salsichas eu esquentei rapidamente da bistequeira, até ficarem com aqueles riscos lindos de grelha. Coloquei tudo em um refratário grande, abri uma cerveja escura Paulistânia e agradeci imensamente por uma refeição tão gostosa!


Não é de encher os olhos?

Quero mais!