quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Risoto de abobrinha

Olha só, é época de abobrinha e o pé no sítio está carregado! Isso significa que toda semana trazemos quilos delas pra casa. Isso significa que teremos que ser criativos para dar cabo de todas sem enjoar. Isso significa que você a verá bastante por aqui no decorrer da semana! A intenção é usar o ingrediente em diferentes preparações para evitar o desperdício porque o mar não está pra peixe! Mas, ao mesmo tempo, usar a criatividade para que essa época de fartura não fique pra sempre gravado na nossa mente, até chegar ao ponto de não comermos mais abobrinha.  Na última segunda, a passagem da amiga de longa data, Soraya (querida!),  lá em casa foi uma ótima desculpa pra preparar esse risotinho de abobrinha. Você sabe que receita de risoto é praticamente tudo igual. O que muda é o ingrediente usado e como ele será preparado. Eu já postei várias receitas de risoto por aqui (como a de paio com couve, aborbrinha e contra filé, camarão ....huuuuummm), mas como em cada uma delas mudei alguma coisa, aqui vai outra receita de risoto! Comecei fazendo um caldo de legumes, colocando 1 cebola picada, 1 cenoura cortada em bastonetes grandes, 3 folhas de alho poró, 2 raminhos de tomilho, 2 dentes de alho inteiros sem casca, 3 ramos de salsinha e 5 bolinhas de pimenta do reino para ferver em 2 litros de água durante 1 hora (comecei cedo!), com a panela destampada. Cortei 1 abobrinha média em cubos pequenos e reservei. Quando o caldo ficou pronto, refoguei 1 cebola pequena e 3 dentes de alho picados em 1 colher de manteiga sem sal e depois acrescentei 500 gramas de arroz arbóreo e deixei fritar, mexendo sempre, por cerca de 5 minutos. A partir daí começou o processo contínuo de colocar líquido aos poucos e mexer, que é a base da preparação do risoto. Primeiro, fiz isso com 350 ml de vinho branco seco. Depois, continuei com um pouco mais de 500 ml do caldo de legumes. Ao mesmo tempo, preparei a abobrinha: em uma frigideira grande, fritei 50 gramas de bacon picado até ficar dourado e depois salteei a abobrinha picada até ficar ficar levemente cozida (a cor escurece um pouco, mas ela continua firme). Quando o grão estava quase no ponto certo, nem cozido e nem cru (al dente), acrescentei a abobrinha e mais cerca de 200 ml de caldo (aos poucos) e continuei mexendo. Para finalizar, coloquei mais 100 ml de caldo e deixei cozinhar mais 5 minutos, sem mexer. Desliguei o fogo e misturei 1 colher de manteiga sem sal e 1 punhado de queijo parmesão fresco ralado. Missão abobrinha 1, check! So, apareça mais! :)

O risoto é sempre uma
ótima opção para receber
 amigos!


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Frikadellen - hamburguinhos alemães

Eu não sei se essa é a receita original do Frikadellen. O que eu sei é que comia no café da manhã todos os dias em um festival de heavy metal de 4 dias que fui na Alemanha nos idos dos anos 2000. Era um copo de café e um Frikadellen lá pras 8 da matina, quando começava a passagem de som das bandas e poucas almas conseguiam continuar dormindo (como se alguém dormisse at all...rs). Uma hora depois, a dieta já passava a ser chopp e...bom, chopp! Das 10 da manhã à meia noite, dando espaço para uma pizza ou um salsichão no decorrer do dia. Bons tempos! Enfim, quando voltei para o Brasil, resolvi preparar o negócio do meu jeito e essa é a receita que uso desde então. Dizem que o frikadellen também é conhecido como bouletten, aquele bolinho de carne que tem no cardápio de todo restaurante alemão. Eu acho diferente, no mínimo, porque o primeiro é grelhado e esse último, frito em imersão. Mas posso estar enganada. O que importa é que o mini hambúrguer sempre faz sucesso em toda festa alemã que organizo e dessa vez não foi diferente: não sobrou nenhum pra contar a história e muito menos para tirar a foto. Comecei temperando 2 quilos de patinho moído com sal e pimenta do reino. Misturei bem, amassando com as mãos, para que a carne ficasse mais grudadinha. Acrescentei 1 cebola grande ralada, 1 maço de salsinha e 1/2 maço de cebolinha picados - mais ou menos 2 xícaras e 1 xícara, respectivamente. (Essas quantidades servem cerca de 20 pessoas. Para fazer para menos pessoas, basta dividir proporcionalmente ou misturar tudo no olhômetro mesmo). Amassei mais um pouco e fui formando bolinhas pequenas e achantando-as com as mãos pra ficar no formato de um hambúrguer.  O próximo passo foi simplesmente levar à grelha, por cerca de 2 minutos de cada lado. Os acompanhamentos são infinitos: picles, pão, salada de batata, só mostarda, enfim, o que a imaginação e a fome mandarem! 

São ou não de morrer?

Obs.: Devido à impossibilidade de produzir uma foto autoral - por conta da rapidez com que os bolinhos desapareceram da mesa - usei essa publicada pelo usuário Multichill, publicada no Wikimedia Commons, plataforma de compartilhamento de imagens gratuitas do grupo Wikipedia. 

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Kartoffelsalat - salada de batata alemã

Sábado reuni alguns amigos para comemorar a Oktoberfest e a atração da festa foram, claro, as deliciosas comidas típicas! Comprei comida para o dobro de convidados e, pasmem, acabou quase tudo! Teve salsichão, kassler, frikadeller e, claro, salada de batatas. Vou publicar as receitas ao longo da semana para o post não ficar muito longo. A preparação dessa salada de batatas tipicamente alemã é um pouco diferente da nossa e é isso que dá aquele gostinho diferente que a gente não consegue identificar o que é! Mas é bem fácil e dá pra fazer em poucos minutos. Cozinhei 2 quilos de batatas médias descascadas em água e sal até ficarem macias, mas firmes. Sempre tento comprar batatas do mesmo tamanho, para que o cozimento de todas seja uniforme. Cortei as batatas em rodelas e deixei marinando em 300 ml de caldo de carne e 300 ml de vinho branco seco por cerca de 20 minutos (se você não tiver caldo de carne pronto e também não estiver a fim de fazer, substitua pela mesma quantidade de vinho branco). Escorri o líquido e temperei com sal, pimenta do reino branca e azeite (à gosto), 200 ml vinho branco, 1 cebola grande passada no processador e 2 xícaras de cebolinha picada. Geralmente, acrescenta-se pepino em conserva picado, mas como não é todo mundo que gosta, dispensei. Deixei na geladeira por 1 hora, que foi o tempo exato do pessoal começar a chegar. Os acompanhamentos não poderiam ser mais óbvios - e perfeitos - salsichão e chucrute e mostarda! Ein Prosit!

Não precisa de mais nada! Só da cerveja, claro!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Nachos caseiros



Quem disse que não dá para fazer os deliciosos nachos de milho, os famosos totopos mexicanos, estilo Doritos, em casa?

Além de acompanhar a guacamole e o sour cream, também fazem bonito com patês e molhos diversos! 

No último sábado, recebi alguns amigos para uma noite mexicana e eis que inventei de fazer não só as tortillas, como também os totopos. 

Se você quer uma receita simples, rápida e fácil, de encher os olhos e impressionar a audiência... bom, passe longe dessa!rs

É demorada e trabalhosa! Passei a tarde na cozinha preparando nachos para 6 pessoas. Mas o resultado, sem dúvida, vale a pena! 

O gosto não se compara ao daquele super industrializado com o qual estamos acostumados.

O começo é simples: misturei 2 xícaras de farinha de milho fina, 2 xícaras de farinha de trigo e sal em uma tigela grande, depois adicionei água aos poucos e amassei com as mãos até formar uma massa lisa e homogênea, que desgruda das mãos (não me pergunte o quanto de água, vai colocando até chegar no ponto...rs). 

Depois começa o perrengue: separei a massa em uns 6 pedaços e abri cada um deles com um rolo de massa até ficar um pouco maior do que a minha mão. Usei máquina de macarrão para continuar abrindo a massa, passando da espessura 0 até a 5, para ficar bem fina. 

Esse processo é um pouco trabalhoso, porque a massa é rígida e quebradiça (se quebrar, não desanime! Continue esticando até ficar bem fina, mesmo que os pedaços fiquem pequenos).

Depois, cortei as dezenas de pedaços de massa esticados na mesa em forma de triângulo, coloquei em formas grandes e pincelei os dois lados com óleo de canola. 

O processo...😓

Levei ao forno médio até começarem a dourar. 

Eu assei em 4 fases, porque não tinha nem forma e nem espaço suficiente no forno para assar tudo de uma vez só. 

Muitas horas e algumas fornadas depois, saíram meus nachos, lindos de morrer e deliciosos! Não sobrou 1 pra contar a história!


   




sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Risoto de fraldinha e vinho tinto

Observação número 1: o prato escolhido para a noite quente de ontem não foi o ideal, ainda mais porque veio acompanhado de uma taça de vinho tinto. Já se sentia o suadouro causado pela dupla logo na primeira garfada. Conclusão: realmente, não dá para tomar vinho tinto no verão (pelo menos no brasileiro). Não é preconceito. Não é regra de etiqueta. Simplesmente não dá! Observação número 2: o vinho do risoto também contribuiu para o fogacho! Conclusão número 2: não dá pra harmonizar vinho com vinho no verão! Enfim, a escolha foi infeliz para uma noite tão quente. Mas que tava bom, tava! A gente comeu e repetiu e ficou feliz da vida! Mas o vinho ficou só na primeira taça. Fato sem precedentes... Enfim, vamos à receita. Limpei e cortei em iscas cerca de 1/2 quilo de fraldinha. Em uma panela média, refoguei 1/2 cebola picada em 1 colher de sopa de azeite, adicionei a carne e temperei com sal e pimenta do reino. Deixei fritar até a água secar, mexendo de vez em quando. Adicionei 1 xícara de arroz comum e, aos poucos, 1/2 garrafa de vinho tinto, sem parar de mexer. Quando o vinho acabou, comecei a adicionar aos poucos e mexendo 1/2 litro de caldo de legumes. No final desse processo, o arroz já estava quase no ponto. Deixei cozinhar mais uns 10 minutos com o fogo baixo. Desliguei o fogo, acrescentei 1/2 colher de sopa de manteiga e 1/2 xícara de queijo parmesão fresco ralado. Misturei bem e servi em pratos fundos com mais queijo ralado! Ficou bonito e gostoso! rs

Um bom risoto vai bem em
qualquer ocasião! Só que não...rs

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Pimentões recheados com quinoa

Há algum tempo estava namorando essa receita do blog Garden Gazer que encontrei no Pinterest e o fato de pimentões amarelos e vermelhos estarem em promoção no mercado deu aquele empurrãozinho que faltava para eu ir pra cozinha! Inclui carne moída e pimenta para dar um toque mais mexicano e menos vegetariano e ficou simplesmente maravilhoso! Comecei lavando, tirando o caroço e a parte branca interna e cortando ao meio 1 pimentão de cada cor - amarelo, vermelho e verde. Reservei. Cozinhei em água e sal 1 xícara de quinoa em grãos, como indicado nesse post. Enquanto a quinoa cozinhava, fiz o resto do recheio: em uma panela grande, refoguei 1 cebola, 4 dentes de alho e 2 pimentas malaguetas picadas em 1 colher de sopa de azeite. Depois, acrescentei 1/2 quilo de carne moída, temperei com sal e pimenta do reino e salsinha e deixei fritar até a água secar - mexendo sempre, para ficar bem soltinha. Acrescentei 2 tomates picados, deixei no fogo até o tomate desmanchar e formar um molho e juntei 2 xícaras de feijão preto (cozido, refogado e temperado), 1 xícara do caldo do feijão e a quinoa cozida. Misturei tudo, ajustei o tempero e deixei no fogo mais uns 10 minutos para  engrossar o caldo e apurar o tempero. Dispus os pimentões em 2 formas grandes, recheei com o meu, digamos, chilli com carne e quinoa, salpiquei muçarela ralada e levei ao forno alto até o queijo derreter. Para acompanhar, apenas os tradicionais guacamole e sour cream. Precisa de mais?

Combinação perfeita!



terça-feira, 18 de outubro de 2016

Brigadeiro gourmet

Quando bate aquela vontade incontrolável de comer um doce, o que você faz? Eu, geralmente, vou dormir com vontade, porque nunca tem doce nenhum na minha casa...rs Já ouvi dizer que muita gente resolve a situação preparando um brigadeiro básico, pra comer de colher, da panela mesmo! Inspirada nesse clichê, lá fui eu pra cozinha numa noite chuvosa pós-feriado dar um jeito de saciar minhas dragas. Como tinha um pedaço de uma barra de chocolate meio amargo - que está há meses acenando para mim do meu armário - decidi dar uma incrementada na receita e usá-lo no lugar do chocolate em pó. Vale observar que essa foi a segunda vez na vida que eu fiz brigadeiro. A primeira foi para entreter minha sobrinha, que tinha uns 6 anos na época, e a verdade é que ela praticamente me ensinou a fazer, mas não deu muito certo...rs. Dessa vez, deu! Foi super fácil e ficou uma delícia!!! Em uma panela pequena, fora do fogo, misturei 1/2 xícara de creme de leite com 1 xícara de farinha de trigo até formar um creme homogêneo. Juntei 1 lata de leite condensado e levei ao fogo baixo. Quando esquentou, acrescentei 200 gramas de chocolate meio amargo picado e mexi até desgrudar da panela. Não precisou nem levar à geladeira para que ficasse com a consistência e o gosto perfeitos! Cremoso, brilhante, um sonho! Como deve ser um bom brigadeiro! 


Para enrolar meu brigadeiro, usei com o mesmo
chocolate da receita (ralado)!