sexta-feira, 3 de julho de 2015

Talharim fresco ao molho de carne de panela

Depois de ter visto o post do lindo fettuccine do restaurante Fiore, não resisti e fui correndo para a cozinha fazer a minha própria massa fresca. Meu objetivo de vida é nunca mais comprar um pacote de macarrão industrializado na vida. Ou melhor, consumir uma quantidade menor de produtos industrializados no geral. Primeiro, porque as coisas feitas em casa são muito mais saudáveis. Depois, porque não há satisfação maior no mundo do que ver a comida sair das suas próprias mãos! É uma emoção como quase nenhuma outra, pelo menos para mim! E, ao contrário do que se pensa, não é difícil e nem (muito) demorado. Basta um pouco de disposição e paciência. Quando se cozinha em dupla (ou trio, quarteto, quinteto), então, fica tudo mais fácil e divertido! O meu marido Julio fez o molho: limpou e cortou em cubos cerca de 1 quilo de coxão mole e refogou com 1 colher de manteiga, 2 cebolas médias fatiadas e 4 dentes de alho picados, em uma panela de pressão. Deixou a carne no fogo até todos os lados ficarem dourados, mexendo de vez em quando, e a carne  soltasse bastante água. Completou com cerca de 1/2 litro de água, tampou a panela e deixou no fogo por cerca de 30 minutos. Nesse meio tempo, bateu no liquidificador cerca de 10 tomates e 1 cebola cortados em cubos e misturou tudo na panela de pressão. Deixou mais cerca de 30 minutos com a tampa fechada e depois mais uns 15 com a tampa aberta, apurando. Eu fiz a massa: despejei 2 xícaras de farinha de trigo na bancada da pia (lavada e esterilizada), formando um montinho. Fiz um furo no meio e acrescentei 2 ovos e uma pitada de sal. Misturei com as mãos até a massa começar a se formar e depois fui acrescentando água para dar liga. Sovei até ficar homogênea e lisa (uns 15 minutos). Cortei a massa em 3 pedaços e estiquei cada um deles com a ajuda de uma máquina de macarrão, começando com a espessura maior (número 0) e passando por todas as demais, até chegar na menor (número 4). Depois de esticada, bastou passar a massa na peça de corte da máquina, com abertura média (você pode fazer tudo isso na mão, esticando a massa com um rolo de macarrão e cortando as tiras com a faca). Dispus o macarrão em uma forma e deixei secar, enquanto o molho terminava de apurar. Cozinhei em bastante água fervente com uma colher de sal, até ficar al dente. Escorri o macarrão, interrompendo o cozimento mergulhando-o em água gelada, e coloquei de volta na panela. O Julio completou com o molho. O resultado foi essa belezura aí embaixo. Impagável!

A minha máquina de macarrão é essa. Primeiro você abre a
massa com o rolo inferior, que é liso, e depois usa a parte
superior, que é ranhurada, para cortar as tiras.

Nosso macarrão recém nascido...
e ele bonitão no prato!

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Tarte tatin

Dizem que a famosa torta surgiu devido a um erro em seu preparo, que levou as autoras, as irmãs Tatin, a servi-la de cabeça para baixo. Não só deu certo, como virou um delicioso clássico da culinária francesa! A receita original é de maça, mas pode ser feita com a fruta de sua preferência. E o preparo é bem fácil! Primeiro, fiz a massa: em uma tigela grande, juntei 170 gramas de farinha de trigo e 160 gramas de manteiga sem sal cortada em cubos (em temperatura ambiente) e misturei com as pontas dos dedos, até obter uma textura farinhosa. Adicionei 1 ovo e 2 colheres de água e trabalhei a massa até ficar lisa e homogênea. Moldei em formato de uma bola, embalei com filme plástico e deixei na geladeira por 20 minutos. Nesse meio tempo, fiz a cobertura. Cortei cerca de 1 quilo de maça em quatro pedaços, retirando os cabos e as sementes. Em uma forma untada, espalhei 160 gramas de açúcar (a receita original é com demerara, mas eu usei o branco comum), acomodei as maças e deixei no fogo baixo por cerca de 10 minutos, até caramelizar. Abri a massa e coloquei na forma, cobrindo as maças. Levei ao forno por 30 minutos, até a massa ficar dourada. Tirei do forno e desinformei depois de 10 minutos. Olha como fica linda e brilhante!

Obrigada, irmãs Tatin!

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Frigideira de calabresa defumada

A minha ideia era reproduzir a receita de ragú de linguiça do Jamie Oliver, mas como era tarde e a preparação era meio demorada, decidi resumir. E deu certo! Comecei fatiando um pedaço de panceta bem carnuda  e fritando em uma frigideira grande até ficar bem tostada e quase alcançar o ponto de torresmo. Retirei do fogo e reservei. Na mesma panela, refoguei 1 cebola e 2 tomates grandes cortados grosseiramente, 5 dentes de alhos inteiros e com casca, 3 folhas de louro, 1 ramo de tomilho e algumas folhas de alecrim. Deixei cozinhar por cerca de 15 minutos (até os tomates amolecerem). Reservei esse refogado e fritei 1 linguiça calabresa sem pele e fatiada fina até ficar bem dourada - na mesma panela. Voltei o refogado para a frigideira, temperei com sal e pimenta do reino e deixei no fogo mais uns 5 minutos pra esquentar. Além de ser uma deliciosa e prática opção de prato único, quase não suja louça! Que melhor? Ok, podia ter o mesmo número de calorias que um alface...

Simples, delicioso e...gordo!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Lombo com batatas bolinha ao forno

Eu amo carne de porco e, na minha opinião, essa é a melhor maneira de preparar um bom lombo. É bem versátil: mudando o acompanhamento e a forma de servir, pode fazer bonito tanto num almoço de domingo com a família, quanto numa happy hour com os amigos. E olha só que simples! Temperei uma peça de 1,5 quilo de lombo com sal, pimenta do reino e limão e reservei. Cortei algumas batatas bolinha em rodelas e reservei também. Em uma panela grande, fritei todos os lados do lombo até ficarem bem dourados (cerca de 5 minutos cada lado). Retirei o lombo da panela, adicionei uma taça de vinho branco e um copo de água e raspei o fundo com uma espátula, soltando os resíduos de carne grudados. Acomodei as batatas em uma assadeira de vidro grande e temperei com sal, pimenta do reino e azeite. Fiz uma pilha com as batatas de um lado da forma e do outro coloquei o lombo, que reguei com o caldo da panela. Levei ao forno até o lombo ficar bem escuro e quase desmanchando (cerca de meia hora), mexendo as batatas de vez em quando. Se você perceber que a carne está ressecando, adicione um pouco mais de água ou vinho. Como era um jantar durante a semana, com a ilustre presença dos meus queridos sogros Carlos e Luiza, servi com uma saladinha e arroz! Mas nada impede que seja um pãozinho!


Miam, miam!!!

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Fraldinha ao vinho e ervas com vegetais

Esse prato cai bem em qualquer ocasião: comidinha rápida durante a semana, jantar caprichado com os amigos, petisquinho de sexta à noite... Basta variar o acompanhamento. Como eu fiz no almoço do feriadão de ontem e não estava a fim de nada muito sério, fiz com vegetais cozidos. Ficou de lamber os beiços! E olha só que fácil! Limpei uma peça de fraldinha e temperei com sal e pimenta do reino. Cortei a peça em 3 pedaços mais ou menos iguais e reservei. Em uma garrafinha, misturei 2 colheres de ervas de provence secas, 1/2 cebola picada, 2 dentes de alho picados, 50 ml de azeite e 100 ml de vinho tinto seco. Tampei a garrafinha e chacoalhei bastante, até o azeite e o vinho misturarem bem, e depois coloquei em uma tigela. Em uma frigideira grande, fritei os pedaços de carne de todos os lados, por 2 minutos cada lado. Ao retirar a carne do fogo, fui colocando na tigela com o molho de vinho. Após fritar todos os pedaços, coloquei tudo de volta na frigideira e deixei cozinhar em fogo alto até o molho reduzir pela metade. Retirei tudo da frigideira e reservei. Na mesma frigideira, coloquei 1 xícara de beringela, 1/2 cebola, 1/2 pimentão vermelho e 1/2 pimentão amarelo picados e 1/2 copo americano de água. Misturei bem, raspando  o fundo da panela com uma espátula de silicone e  incorporando ao molho toda aquela crosta maravilhosa que ficou grudada na frigideira. Adicionei mais 1/2 copo de água e deixei cozinhar com a panela fechada até os vegetais ficarem al dente, mexendo de vez em quando (levou uns 5 minutos). Posso falar? Muito bom! E não tem como sair errado!

Prato super versátil!

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Sopa de cebola

Existem poucas coisas mais aconchegantes do que uma sopinha no inverno. Ok, o inverno ainda não chegou, mas pelo menos a temperatura caiu um pouquinho e deu pra encarar uma bem quentinha ontem. Escolhi a de cebola, pra sair da manjada legumes, carne e macarrão, que vire mexe aparece no menu lá de casa. Achei a preparação meio demorada para uma sopa, mas pelo menos saí na frente porque já tinha o caldo de frango pronto, do risoto da noite anterior. Então, refoguei 4 cebolas cortadas ao meio e fatiadas em 2 colheres de sopa de manteiga (o que acabou sendo muito no final. Uma colher é o suficiente) durante 10 minutos, mexendo de vez em quando. Adicionei 1 colher de farinha de trigo e misturei bem, até a farinha se incorporar bem à cebola. Juntei 1 litro de caldo de frango, 500 ml de água, 500 ml de creme de leite, 1 ramo de tomilho, sal e pimenta do reino e deixei cozinhar durante 30 minutos, em fogo baixo, com a panela fechada. A receita - proveniente de um recorte de uma revista não identificada - pedia para deixar mais 1:30 no fogo mas, convenhamos, ninguém merece. Então, para acelerar o processo, adicionei meio copo americano de leite misturado com um colher de chá de amido de milho. Precisa ver, o caldo engrossa que é uma beleza! Deixei cozinhar por mais uns 30 minutos, até a sopa ficar no ponto ideal e incorporar bem os sabores. Resultado: sopinha saborosa, cremosa e bonita! Mas vale pesquisar ou inventar uma versão mais resumida! Acho não compromete o resultado final.

E quando ela saiu...

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Risoto de paio com couve

É muito gostoso cozinhar intuitivamente, misturar ingredientes e ver no que vai dar (principalmente quando dá certo...rs). Mas não há nada, nada na vida como como seguir uma receita direitinho (o que nem sempre é o meu caso, convenhamos) e ter a certeza de que não vai ter erro! Foi o caso dessa, da Bel Coelho, que eu peguei em uma edição antiga da revista Menu, se não me engano. A receita original era risoto de paio com favas verdes e couve, mas tive que resumi-la um pouco pela falta de disponibilidade de alguns ingredientes. O preparo foi relativamente demorado (principalmente para uma quarta-feira). Foram 2 horas ininterruptas na cozinha, com pausa apenas para dar aquele tapa na bagunça deixada pela fase um antes de partir para a fase dois. Mas valeu a pena cada minuto! Comecei fazendo o caldo de frango (a tal da primeira fase). Descasquei e cortei grosseiramente 3 cenouras médias. Cortei 1 cebola grande ao meio e fritei em uma frigideira antiaderente com a parte plana para baixo, até ficar bem tostada. Em uma panela grande, fritei 2 carcaças de peito de frango em um fio de óleo até todos os lados ficarem dourados. Juntei nessa panela 1/2 cebola (brulée, que é nome técnico da cebola preparada da forma mencionada), as cenouras, 1 ramo de tomilho e umas folhinhas de cebolinha e cobri com água. Deixei 40 minutos no fogo baixo. Esse tempo foi suficiente para eu preparar as coisas para a segunda fase. Fatiei 2 paios verticalmente e depois cada um dos pedaços em fatias bem finas, em forma de meia lua; piquei a outra metade da cebola e dois dentes de alho; ralei 80 gramas de queijo parmesão e cortei uma folha de couve em fatias fininhas (ou chiffonade, tecnicamente falando. To toda toda hoje. Isso que dá fazer receita de chef famosa! rs). Separei, ainda, 100 ml. de vinho branco seco e um ramo de tomilho. E fui para a segunda fase. Primeiro, coei o caldo. Depois, em uma caçarola, fritei o paio em um pouco de azeite e reservei. Na mesma panela, refoguei primeiro o alho e depois a cebola em 1 colher de sopa de manteiga sem sal. Acrescentei 2 xícaras de arroz arbóreo e refoguei por 1 minuto, mexendo sempre. Adicionei o vinho e continuei mexendo, até o vinho evaporar. Juntei o paio e 1 concha de caldo de frango e cozinhei por 20 minutos, adicionando o caldo sempre que o arroz secava. Passados os 20 minutos, acrescentei a couve, o parmesão e mais umas 2 colheres de sopa de manteiga. Temperei com um pouco de sal e pimenta branca e cozinhei por mais uns 5 minutos.  Servi imediatamente, bem quentinho, úmido e fofo. Eu e o Julio parecíamos o Rafeiro, cachorro do Pepe Legal, com seus biscoitos caninos!

Obrigada, Senhor!