sábado, 8 de abril de 2017

Pâte brisée - massa podre salgada

Sabe aquela famosa massa podre para tortas, que é super crocante e derrete na boca? Como quase tudo nessa vida quando se fala em comida, é uma receita da culinária francesa e, como não poderia deixar de ser, tem nome fresco: pâte brisée. Ela é a base de todas as minhas receitas de torta - o que torna a minha vida na cozinha, digamos, um inferno...rs. Os ingredientes tem que estar gelados, não agregam fácil, se tá calor, desanda, enfim, o processo é meio complexo (digo isso porque geralmente faço de dez pra cima. Semana passada, por exemplo, fiz quase cinquenta numa tacada só!). Mas não se assuste! Quando você vai fazer uma ou duas, por puro lazer, vale mais do que a pena colocar a mão na massa! Preparado?

Comece separando os ingredientes (pra não precisar ficar caçando as coisas com as mãos cheia de farinha): 300 gramas de farinha de trigo, 1 colher de sobremesa rasa de sal, 150 gramas de manteiga gelada cortada em cubos, 1 ovo batido, água gelada. Peneire a farinha em uma tigela grande e misture o sal. Acrescente a manteiga e misture com a ponta dos dedos, desfazendo os cubos e agregando-os à massa, até ficar com a consistência de uma farofa grossa. 


Primeiro passo: agregando a manteiga.

Adicione o ovo e continue misturando com as mãos, tentando agregar todos os ingredientes. Acrescente água aos poucos, 1 colher de sopa por vez, e continue amassando com as mãos até conseguir formar uma bola. Não se deve sovar a massa, apenas amassar delicadamente, juntando os ingredientes. Ela não fica totalmente lisa, mas é assim mesmo.

Sua massa deve ficar assim - ou algo parecido... 

Embrulhe-a com filme plástico e deixe no refrigerador por 30 minutos. Para abrir a massa, abra e corte ao meio um saco plástico próprio para alimentos. Umedeça uma superfície lisa (pia, bancada, mesa) e "grude" uma das partes do saquinho. Separe um pouco mais do que a metade da massa, dê uma achatadinha com as mãos e coloque a outra metade do plástico em cima. 

Massa aberta entre os plásticos.

Abra com o rolo delicadamente, até sobrar 2 dedos para fora da forma. Coloque a massa na forma, virando o plástico sobre ela e acomodando com as mãos. Recheie com o que quiser deixando um pouco de espaço da borda. Abra parte restante da massa da mesma forma e cubra a torta. Para fechar, pressione a cobertura contra a parte da base da massa que ficou pra fora, pressionando a base da forma (cortando e dispensando a massa que sobrou), e depois belisque toda a borda da forma. Para evitar que a massa encolha, deixe alguns minutos no congelador (no máximo, 5)


Tortas enformadas, prontas para serem finalizadas!

Depois é só pincelar gema na superfície e levar ao forno alto por entre 30 e 40 minutos! Quer fazer uma torta doce? Substitua o sal por açúcar ou para uma base neutra, não coloque um nem outro. Faça e comprove: é a melhor massa para tortas de todos os tempos!


O resultado é esse aí!





quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Nhoque de abóbora moranga ao molho de tomate caseiro

Como vocês sabem, segunda entrei na missão de fazer nhoque com a abóbora mais aguada do mundo, a moranga. Foi um parto! Não quis usar a quantidade de farinha necessária para chegar à consistência ideal para não perder o sabor, então o jeito foi tentar cozinhá-los de uma forma que não desmanchassem. Não deu muito certo, mas vamos lá!

Lavei e cortei em pedaços grandes uma abóbora de cerca de 1,5 quilo. Separei em duas formas e coloquei para assar em forno alto até ficar bem macia (uns 40 minutos). Raspei a polpa da abóbora com uma colher, dispensando a casca, e amassei com um espremedor de legumes. Deixei esfriar e juntei 1 ovo, 1,5 xícara de chá de farinha integral e 1,5 xícara de chá de farinha branca. Misturei bem, até formar uma massa homogênea e grudenta (leia-se: impossível de enrolar!).

Foi aí que começou a saga. Meu marido deu a ideia de formar as bolinhas com a ajuda de duas colheres de sobremesa e ir colocando na água fervente para cozinhar. Resultado: nhoques totalmente amorfos!


 Nhoque "rústico" de abóbora moranga! Hahahaha

Outro problema era que cozinhar tanta massa iria levar uma eternidade e como era segunda e a gente esperava jantar em algum momento, esse método foi deixado de lado. 

A segunda ideia brilhante foi usar um saco de confeiteiro para soltar as bolinhas na água. Resultado: várias minhoquinhas de massa boiando na panela :D. 


Dispensa comentários!

Mas, veja só, juntando tudo isso e cobrindo com molho de tomate caseiro caprichado, até que deu pra fazer um prato bonitão!  


Nhoque tronxo + molho bonito = prato aceitável!

Como ainda tinha sobrado muita massa, com fome e meio frustrada, decidi improvisar, assando-a inteira no forno, já que era impossível manuseá-la (pode rir... mas aposto que se fosse um chef famoso você ia achar incrível! rs). Dispus a massa uniformemente em um refratário untado com manteiga, cobri com molho de tomate, 5 fatias de muçarela e salpiquei orégano. Em termos de sabor, saiu melhor do que a encomenda! 


Taí, escondidinho  vegetariano de abóbora!

Da próxima vez, juro que escolho outro tipo de abóbora. Nada pessoal, amiga moranga!


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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Sanduíche de lagarto desfiado

Dú-vi-do que você não fica com água na boca quando vê aqueles sanduíches enormes, com tudo que tem direito dentro! Rápido, prático e versátil, um sanduíche é praticamento um pão com qualquer coisa dentro! 

Mas antes de partir pra geladeira em busca do presunto e queijo de todo o dia, lembre-se que é possível usar recheios muito mais saudáveis - não necessariamente magros - e fresquinhos, como carnes cozidas, assadas ou defumadas em casa. O sabor será incomparável!

Esse suculento sanduíche de lagarto nasceu da carne do jantar da noite anterior! Foi só cortar 4 bifes grossos em tiras bem finas e cozinhar no próprio caldo + 1 copo americano de água por 10 minutos, desfiar a carne e misturar bem ao molho (se for começar do zero, cozinhe a carne temperada com sal e pimenta do reino com cerca de 1/2 litro de água na panela de pressão por 40 minutos ou até ficar macia. É sempre bom dar uma seladinha antes). Coloquei uma boa quantidade de carne em uma frigideira pequena e cobri com 4 fatias de muçarela. Tampei a frigideira e deixei no fogo até o queijo derreter completamente e a parte inferior ficar dourada. Coloquei essa carne no pão francês com molho tártaro, alface, tomate e cebola ralada. O resultado foi essa ignorância aí, digna de Men versus Food. Bom demais!

Sandubão de respeito!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Risoto de cogumelos

A exemplo da minha mamãe Rita e do meu querido padastro, Peter, eu e o meu marido costumamos comemorar o dia que começamos a namorar e que nos casamos todos os meses. Seja com um jantarzinho diferente, uma simples happy hour ou uma garrafa de espumante,  a data nunca passa batida! Por outro lado, não dá pra inventar nada muito fancy todo mês porque, senão, já viu a falência! 

Foi com essa intenção de não abrir mão da comemoração e nem da economia que preparei esse delicioso risoto de cogumelos, com shimeji e shitake secos que que já tinha na dispensa. 

Comecei colocando 1 xícara de chá de shitake e 1 xícara de chá de shimeji seco em duas tigelas separadas e cobrindo com água fervente. Deixei de molho durante meia hora, escorri, cortei grosseiramente e reservei. Em uma frigideira funda, adicionei 1 colher de sopa de azeite, refoguei 1/2 cebola picada até começar a ficar transparente e depois acrescentei 3 dentes de alho picados. Deixei fritar até começarem a ficar dourados e acrescentei os cogumelos. Temperei com sal, pimenta do reino e ervas finas secas e deixei cozinhar por cerca de 5 minutos em fogo médio. Acrescentei 1 xícara de café de conhaque e deixei cozinhar em fogo baixo até o caldo reduzir pela metade. Desliguei o fogo e reservei. 

Para fazer o risoto, usei o método de sempre. Refoguei 1/4 de cebola e 1 dente de alho picados em 1 colher de sobremesa de azeite e depois acrescentei 1 xícara de chá de arroz arbóreo. Temperei com bem pouco sal (1 colher de café, mais ou menos) e deixei fritar um pouco. Fui acrescentando aos poucos e mexendo sempre 1/2 litro de caldo de legumes. Quando o caldo acabou e o arroz ainda estava um pouco durinho, acrescentei os cogumelos. Deixei terminar de cozinhar no fogo baixo por mais uns 10 minutos com a panela tampada, mexendo de vez em quando. Desliguei o fogo, acrescentei 1 colher de sopa de manteiga  e misturei bem. 

E o risoto estava prontinho para compor a nossa noite comemorações (6 anos e 1/2 de namoro e 3 anos e 1/2 de casamento), acompanhado de uma deliciosa espumante Fausto Brut Rosé! Melhor, impossível!

Comida especial para uma noite especial!



sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Picadinho de filé mignon

Alguém lá pensa em filé mignon quanto se fala em picadinho? Eu, sinceramente, não. Acho o ingrediente nobre demais para esse fim. Mas eu tinha alguns filezinhos em casa e os manjados grelhados e estrogonofe estavam fora de cogitação. Pra falar verdade, queria fazer alguma coisa diferente, para poder contar pra vocês :).

Então peguei essa receita maravilhosa no site Panelinha, da diva Rita Lobo, e segui passo a passo (ou mais ou menos) e o resultado foi esse prato maravilhoso, riquíssimo em termos de sabor e bem bonitão! 

A preparação é relativamente complexa, ao contrário das gororobas que eu costumo fazer aqui. Então, pra você não errar, vou falar primeiro do que você precisará e depois como eu fiz. Coisa nunca vista neste blog: lista de ingredientes (morram!). 

4 xícaras de água fervida, 1/2 quilo de filé mignon cortado em cubos, 1 cebola média picada, 2 dentes de alho laminados, 2 colheres de sopa de farinha de trigo, 50 gramas de bacon em cubinhos, 1/4 de xícara de extrato de tomate (eu fiz com os tomates quase vencidos que estavam na minha geladeira: lavei e cortei em cubos 4 tomates italianos e cozinhei com 1 copo americano de água até desmancharem. Depois, usei o mixer para esmagar tudo. Não precisou nem coar),  suco de 1 limão, salsinha, sal e pimenta do reino. Tendo tudo isso em mãos - melhor separar antes - vamos à receita! 

Coloquei o filé mignon em uma tigela e salpiquei farinha (ajuda a engrossar o molho). Selei a carne, um pouco de cada vez, em uma panela grande com azeite, até todos os lados ficarem dourados. Fui temperando com sal e pimenta do reino a cada leva de filé. Se precisar, adicione mais azeite entre uma leva e outra. Na mesma panela, adicionei 1 xícara de chá de água quente e o suco de limão e raspei o fundo com uma colher de pau. Coloquei esse líquido na tigela da carne (coado). Coloquei a panela de volta no fogo e fritei o bacon em cubos até ficar bem dourado. Acrescentei a cebola e refoguei até ficar transparente e depois adicionei  o alho e fritei até começar a ficar dourado. Acrescentei o extrato de tomate, a carne com o caldo e mais 1 xícara de água quente. Misturei tudo e deixei mais 10 minutos no fogo baixo. Coloquei em um refratário e salpiquei salsinha. Para acompanhar, nada melhor do que um arroz branco. Simplicidade pura!


Filé mignon não tem erro, é verdade.
Mas esse prato é um dos mais gostosos
que já preparei com o ingrediente  até hoje!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Missão resgate: cubos de frango agridoce com chips de mandioquinha

Passei o final da tarde pensando no que faria com as sobras da minha geladeira e já estava decidida a ignorar. Mas ao lembrar do tanto de coisa que nela jazia, não consegui! Me enchi de coragem e fiz 4 preparações em uma tacada só! Cansei! Mas pelo menos não sobrou nadica de nada pra jogar fora!

Os primeiro salvados, 3 filézinhos de frango sassami e 1 mandioquinha, se transformaram em cubos de frango agridoce com chips de mandioquinha. Inventei o tempero  e a forma de preparo na hora  e ficou tudo maravilhoso! 

Comecei cozinhando a mandioquinha em água fervente e sal por cerca de 3 minutos e cortando em fatias finas. Em uma frigideira pequena, fritei as rodelas de mandioquinha em 1/4 de xícara de chá de óleo de coco bem quente até ficarem crocantes e levemente douradas. Tirei do fogo e coloquei em um pires com papel toalha para secar. Cortei os filézinhos de frango em cubos e temperei com 1 colher de sobremesa rasa de páprica picante, 1 colher de sopa de açúcar mascavo, sal rosa do himalaia e pimenta do reino. Acrescentei 1 punhado de farinha de trigo branca e misturei tudo com as mãos. Em uma frigideira pequena, acrescentei 1 colher de sobremesa de azeite, as folhas de 1 raminho pequeno de alecrim e 1 dente de alho laminado. Fritei o alho no fogo baixo por uns 5 minutos, mexendo de vez em quando, juntei o frango e fritei até ficar bem dourado. Espremi 1/2 laranja pera na frigideira e deixei no fogo baixo por uns 5 minutos, até engrossar um pouco (ou até reduzir 1/3, como diriam os gourmets). Dispus o frango em um bowl com os chips de mandioquinha em cima, pra fazer charme (o que não deu muito certo, porque a mandioquinha ficou meio xoxa...rs). 

Janta rápida e gostosa + custo zero + desperdício zero = satisfação garantida!

Não deixe de ler o post com a próxima receita da série Missão Resgate: picadinho de filé mignon!


Ingredientes que estavam quase indo
embora renderam jantar para um!

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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Massa em três tempos

No dia a dia, uma massinha resolve tudo e ainda aquece a alma! Como praticamente tudo vira molho, pode funcionar tanto naquela missão resgate dos ingredientes que estão fazendo aniversário na geladeira, quanto num jantarzinho mais caprichado. É tudo uma questão de qual ingrediente usar, porque a forma de preparo é quase sempre a mesma. 

Nas últimas semanas, algumas receitas - óbvias ou não - salvaram a nossa pele e evitaram o desperdício. Em poucos minutos, foi possível preparar uma comida de encher os olhos e o estômago, sem gastar um tostão se quer. 

Se você tiver um pouquinho de paciência e tempo, dá até para preparar a sua própria massa fresquinha! Você vai ver que não é tão difícil quanto parece!

Molho de tomate e azeitonas
Engana-se quem acha que preparar um molho de tomate fresquinho exige horas de fogão. A receita é praticamente refogar tomate, cebola e alho picados em azeite, temperar à gosto e deixar tudo cozinhar até o tomate se desmanchar. Se quiser um molho mais lisinho, bata tudo no liquidificador. Eu pulo essa parte porque prefiro ele mais pedaçudo e suculento! A receita passo a passo do molho vermelho básico está aqui. Feito tudo isso, é só incrementar com uma xícara de azeitonas pretas picadas grosseiramente. Sucesso!

Um simples toque dá uma cara e um sabor diferentes ao tradicional molho de tomate!

Molho de abobrinha com bacon
Bacon + abobrinha = combinação feliz! Tinha sobrado ambos de algumas quiches que eu tinha preparado e eis que tive a ideia de usá-los em um molho para massa. Não sei se o nome certo é molho porque, na verdade não tem molho! Existe nomenclatura certa? Aceito sugestões. 

Fritei 100 gramas de bacon picados (sem a capa grossa que fica embaixo) e quando ficaram bem dourados, adicionei  1/4 de pimenta dedo de moça picada. Se quiser um molho menos picante, tire as sementes da pimenta. Deixei cozinhar no fogo baixo até a pimenta murchar e acrescentei 1 abobrinha pequena sem sementes cortada em cubos pequenos. Temperei com sal e pimenta do reino e pronto!  Juro que incluindo o cozimento da massa não levou 20 minutos pra ficar pronto!

Dizem que bacon é vida.
Quem sou eu pra dizer o contrário...

Almondegas de peixe ao molho de limão
Não tem uma receita do blog Panelinha, da Rita Lobo, que não dá certo. E essa não foi diferente. É super fácil de fazer, sai do lugar comum e o sabor é maravilhoso! Triturei no processador 4 filés de Saint Peter, 1/2 cebola roxa pequena, 2 dentes de alho e algumas folhas de hortelã. Adicionei sal e pimenta do reino e bati de novo. Com essa mistura, fiz pequenas bolinhas e coloquei em uma forma untada com azeite. Levei ao forno médio preaquecido e deixei cerca de 20 minutos, sacudindo a forma de vez em quando para as almôndegas cozinharem por igual. Nesse meio tempo, fiz o molho: refoguei 1 cebola pequena picada em 2 colheres de manteiga por cerca de 5 minutos, adicionei 2 colheres de sopa de farinha de trigo e cozinhei mais um pouco, mexendo sempre, até formar uma pasta. Acrescentei 1 xícara de leite e 2 xícaras de creme de leite, misturei até tudo se incorporar e deixei cozinhar por 10 minutos. Juntei as raspas e o suco de 1 limão, temperei com sal e pimenta branca moída na hora, juntei as almôndegas e deixei cozinhar mais 5 minutos. 

Receita diferente para uma ocasião especial!

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