terça-feira, 22 de julho de 2014

Penne ao molho de salame e azeitonas pretas

Salame no molho? Parece estranho, mas não é! Eu mesma sempre tive um certo preconceito de consumi-lo quente já que, para mim, o embutido sempre se limitou a sanduíches e tábuas de frios. Mas, numa noite dessas, resolvi deixar o preconceito de lado e dar uma cara nova ao salaminho de sempre, incrementando o molho do meu macarrão. E, o melhor, com uma receita super rápida e fácil. Para começar, cozinhei duas xícaras de penne, escorri e reservei. Mentira. A verdade é que a afobada aqui sempre faz tudo ao mesmo tempo agora. Então, enquanto o macarrão cozinhava, fiz o molho. Em uma panela pequena, refoguei 1/4 de cebola e 1 dente de alho picados e 2 tomates grandes cortados em cubos e deixei cozinhar até o tomate ficar macio. Adicionei 1 copo americano de água e cozinhei em fogo baixo até a água secar. Em seguida, temperei o molho com sal, pimenta calabresa e manjericão seco, adicionei mais um copo de água e deixei cozinhar mais uns 10 minutos. Nesse meio tempo, fatiei cerca de 50 gramas de uma peça de salame italiano em rodelas não muito finas (e nem muito grossas...rs) e depois cortei as fatias em cubinhos. Em uma frigideira pequena, fritei os cubinhos de salame até ficarem bem dourados e crocantes. Juntei o salame frito e 1 xícara de azeitonas pretas fatiadas ao molho de tomate e deixei mais uns 10 minutos no fogo baixo, com a tampa aberta, para o sabor apurar. Se precisar, adicione mais água (eu não precisei). Para finalizar, bastou o bom e velho parmesão ralado. E não é que o salaminho deu certo! Preconceito vencido!

Quem disse que o salame não pode
 ir além das tábuas de frios?






terça-feira, 15 de julho de 2014

Risoto de frango e alho poró com legumes ao forno

Hoje a dispensa estava fantasmagórica e resgatar os remanescentes para a janta foi uma luta. Simplesmente tirei o tudo que tinha na geladeira (que não era muita coisa) e, aos poucos, as ideias foram surgindo. Como tinha ingredientes bacanas - arroz cozido, cenoura (resgatados da casa da mamãe, que foi viajar) vagem e alho poró do sítio, 2 carcaças de peito de frango, tomate e restinhos de queijo gruyére e gorgonzola - deu pra improvisar uma comidinha caprichada. Para começar, cozinhei as carcaças de frango na pressão por cerca de 10 minutos e soltei a carne que ainda tinha nelas. Depois, cozinhei as vagens inteiras e a cenoura cortada em bastonetes em água fervente por 5 minutos (separadamente) e depois mergulhei em água gelada para interromper o cozimento. Esse processo se chama branqueamento. Coloquei as vagens, a cenoura e 2 tomates cortados em 4 em uma forma pequena, temperei com sal, ervas de provence secas e azeite e coloquei no forno médio, onde ficaram durante uns 15 minutos. Para o risoto (falsificado, pois usei arroz branco e não arbóreo, já cozido), salteei o alho poró em um pouco de azeite, acrescentei o frango e salpiquei um pouco de sal. Juntei o arroz e duas conchas de caldo de frango - que sobrou do cozimento das carcaças - uma de cada vez, mexendo sempre até o caldo reduzir. Depois, acrescentei mais 1 xícara de vinho branco e fiz a mesma coisa. Abaixei o fogo e coloquei cerca de 1/3 de xícara de gorgonzola amassado com garfo e o 1/2 xícara de gruyére ralado. Misturei bem e deixei no fogo até os queijos derreterem (adivinha? mexendo sempre, claro). Resultado: jantar novinho em folha, sem gastar um tostão!  

Nada mal para um improviso, né?




quarta-feira, 2 de julho de 2014

Estrogonofe

Na minha opinião, esse é um prato infalível para qualquer ocasião. Almoço com a família, jantar romântico, encontro com os amigos. Também é versátil, pois dá para usar a mesma base com vários tipos de carne. É bom para aqueles dias em que a criatividade está em baixa e você quer (ou precisa) sair do basicão. Dessa vez eu fiz de filé mignon. Comecei cortando  1/2 quilo de filé em iscas e temperando com sal e pimenta do reino. Em um panela média, refoguei meia cebola picada em um fio de azeite e acrescentei a carne. Deixe fritar até ficar mal passada (marrom por fora e rosada por dentro), retirando a água de vez em quando. Adicionei e misturei bem 1 lata de creme de leite, 1/2 xícara de ketchup e 1 colher de sopa de molho inglês. Dá pra fazer com molho de tomate, mas acho que com ketchup fica mais saboroso. Deixei no fogo mais uns 5 minutos, mexendo de vez em quando, e adicionei uma xícara de cogumelos em conserva. Cozinhei mais um pouco, até o cogumelo ficar quentinho. Os acompanhamentos tradicionais são arroz e batata palha, mas também fica um delícia dentro de um pão italiano sem miolo!


Como esse foi encomenda, já está na
embalagem descartável! Peça o seu!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Torta de legumes

Em algum raro dia da semana passada, eu não estava muito a fim de cozinhar. Quase fui comer fora, mas não tive coragem de ignorar os legumes que estavam na minha geladeira e lá fui eu procurar um receita prática para dar cabo deles. Achei essa receita de torta de liquidificador, que é muito parecida com a que a minha mãe preparava para os nossos piqueniques no parque do Ibirapuera. Corajosamente, ela encarava o busão de Santo Amaro até o parque comigo e meus dois irmãos e a gente ficava feliz da vida! Bons tempos! Enfim, essa receita superou as minhas expectativas. Eu dobrei a receita, para usar uma parte como base e outra como cobertura da torta, porque a minha forma era grande (33 x 20 cm). Primeiro, fiz o recheio: cortei em cubinhos 1 cenoura, 1 abobrinha e 1/2 berinjela. Refoguei 1/2 cebola e 2 dentes de alho bem picadinhos em um pouco de azeite até começarem a ficar dourados e depois juntei os legumes. Adicionei sal, pimenta do reino e 1 copo de água, tampei a panela e deixei cozinhar por cerca de dez minutos. Desliguei o fogo e adicionei 1 lata de ervilha e 1 lata de milho e misturei bem. Depois, foi a vez da massa. Tudo que fiz foi bater no liquidificador 6 ovos, 1,5 copo de óleo, 2 copos de leite, 4 copos de farinha de trigo, 2 colheres de fermento em pó e sal (se o seu liquidificador for pequeno, bata metade dos ingredientes por vez). Despejei metade da massa em uma forma de vidro untada com margarina e farinha, espalhei o recheio e cobri com a outra metade da massa. Olha o tortão que saiu!

Super torta...
recheadona!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Desperdício zero 2: patê de frango, arroz de moqueca e shepherd's pie

Geralmente, segunda é dia de usar a criatividade e criar um prato bonito, gostoso e fácil de fazer usando o que sobrou na geladeira da semana anterior. Essa semana não foi diferente. Por falta de um, consegui criar três pratos com os célebres restinhos. Eram eles: sobrecoxa de frango cozida proveniente da marmitinha que a Rita levou para mim sexta no escritório, moqueca maravilhosa da nossa querida amiga Carla, carne moída remanescente das minhas produções culinárias, arroz e batata. Eles viraram, respectivamente, um delicioso patê de frango, arroz de moqueca e uma versão inventada por mim para o famoso prato britânico Shepherd's Pie. O patê de frango é ridiculamente fácil! É só misturar em uma tigela pequena a sobrecoxa desfiada, cebola e salsinha bem picadinhas (mais ou menos uma colher de sopa), 1 colher de sopa de maionese, 1 colher de chá de mostarda dijon, sal e pimenta do reino. Servido com torradinhas vira um delicioso aperitivo, com pão integral, um lanche caprichado e acompanhado de uma saladinha, um almoço leve! Confesso: eu comi com pão integral no café da manhã mesmo!

Patê de frango

Para matar dois restos com uma panela só, fiz o tal do arroz de moqueca. Separei as postas de peixe do refogado e desfiei. Em uma panela média, coloquei o arroz cozido, uma boa quantidade de azeite e 2 dentes de alho laminados. Quando o alho começou a ficar macio, acrescentei salsinha e cebolinha picadas, um punhado de pimenta calabresa e uma colher de chá de açafrão. Dei uma mexidinha, deixei no fogo para apurar o sabor e só.

Arroz de moqueca
Próximo salvado: um dos pratos de maior sucesso da minha cozinha (pelo menos na opinião da minha mãe e irmã...suspeito), a Shepherd'd Pie adaptada. A receita original leva carne de cordeiro e eu uso carne moída de boi mesmo. Além disso, eu coloco páprica picante e canela para dar um sabor mais acentuado e brazuca. Primeiro, cozinhei as batatas, que estavam quase dando broto, e fiz um purê. Eu já tinha umas duas xícaras de carne moída refogada com cebola e ervilha. Apenas adicionei (à carne, em uma panela, óbvio) 1/2 cenoura cozida picada (que também tinha sobrado da marmita da mamãe), 1 colher de café de páprica picante, 1 colher de chá de canela, 1 colher de sopa de farinha de trigo e cerca de 1/3 de xícara de leite e misturei bem. Deixei no fogo até ferver. Depois, coloquei o refogado de carne em um refratário, cobri com purê e salpiquei queijo parmesão fresco. Levei ao forno médio por uns 15 minutos. Eu e o Julio comemos com salada e ainda sobrou para a marmitinha do dia seguinte. Esse rendeu, né?

Shepherd's Pie da Cris








quinta-feira, 29 de maio de 2014

Receber bem: churrasco

Vocês já devem ter reparado que eu gosto bastante de churrasco (à vá!!!). Aqui em casa, não tem dia para acender a churrasqueira. Até em plena segunda-feira a coitada já foi pro batente (nada como uma transgressão de vez em quando). É unanimidade que não precisa de nada além de carne no fogo, cerveja no gelo e uns acompanhamentos na mesa - geralmente pão, farofa e vinagrete - para fazer a alegria da galera e eu até concordo. Mas como em todas as outras refeições, também acho que certo capricho não faz mal a  ninguém. Fala sério, quem realmente curte ver vasilhas de todo o tipo de material, cor e estado de conservação espalhadas displicentemente em cima da mesa ou balcão (sem toalha), disputando espaço com guardanapos na embalagem original e garrafas de refrigerante (quente) e um isopor cheio de gelo e cerveja no chão, que vai derretendo e encharcando o ambiente no decorrer do evento? Ai que vontade de sair correndo!!! É claro que ninguém espera mesa posta à francesa em um churrasco, mas um ambiente arrumadinho e organizado, daqueles que só de entrar a gente já se sente querido e bem vindo, faz bem para os olhos e para a alma! É verdade que a informalidade é uma das marcas registradas de qualquer churrasco e é por isso que a gente adora. Mas como informalidade não é sinônimo de relaxo, que tal caprichar um pouco mais na organização da próxima churrascada? Olha aí embaixo algumas dicas de ambientes simpáticos, descontraídos e fáceis de arrumar. Tenho certeza que seus convidados vão notar a diferença e adorar! 

Não custa nada deixar o ambiente da "produção"
arrumadinho também, né?

Saladinhas em bowls individuais na bandeja
com gelo: prontas para comer!

Olha os bowls aí de novo! Adoro!

Churrasco para dois!

Olha que mesa linda eu arrumei para o
churrasco de dia das mães!

Mesa de acompanhamentos do churrasco de dia das mães.

Mesa de bebidinhas para a mesma ocasião!
Com um pouco de criatividade e paciência, você pode criar ambientes bonitos e aconchegantes!

terça-feira, 27 de maio de 2014

Creme de espinafre com gorgonzola

Quando a temperatura cai, ninguém resiste a uma sopinha! Ainda mais quando a preparação é rápida e fácil. Esse creme de espinafre saiu em menos de meia hora, portanto, é ótimo para jantarzinhos despretensiosos durante a semana. O meu eu fiz assim: tirei as folhas e lavei com água corrente dois maços de espinafre. Bati o espinafre no liquidificador com um copo grande de leite  (400 ml) e reservei. Em uma panela grande, fritei meia cebola ralada em duas colheres de sopa de margarina até começar a ficar dourada. Fui adicionando aos poucos uma xícara de farinha de trigo, mexendo sem parar. Juntei o espinafre batido com leite, misturei bem ao creme da panela e depois temperei com sal, pimenta do reino e nós moscada. Acrescentei meia xícara de creme de leite e deixei mais uns 5 minutos no fogo baixo. Servi bem quente com lascas de queijo gorgonzola. Noite quentinha garantida!

Noites frias pedem sopinha!