domingo, 24 de março de 2013

Moqueca de cação

Em algum dia no início de março, resolvi fazer jus às postas de cação que estavam no meu congelador com uma bela moqueca. Nesse dia, percebi que não sou muito fã de cação e talvez por isso não tenha ficado muito satisfeita com o resultado final. Eu tentei de todos os jeitos acrescentar ingredientes de sabor mais acentuado para deixar o prato menos insosso, sem sucesso. Não ficou ruim. Mas também não ficou de lamber os beiços. Mas como todos os pratos saídos da minha cozinha são tratados com o mesmo respeito, não o privei de ter um espaço nesse humilde blog. Então vamos lá! Cortei grosseiramente uma cebola, meio pimentão amarelo, meio pimentão vermelho, um tomate e quatro dentes de alho. Refoguei tudo no azeite e depois acrescentei o cação e os tomates. Deixei cozinhar por cerca de 5 minutos, misturei coentro picado, um pouco de páprica picante e pimenta calabresa, misturando bem. Por último,  acrescentei leite de coco e um pouco de molho de tomate, só para dar cor. Tampei a panela e deixei cozinhar por mais 10 minutos. Não usei azeite de dendê porque não tinha. Será que essa foi a gafe da receita?

Pseudo moqueca de cação sem azeite 
de dendê. Sério isso, bicho?

Ceviche

No mesmo dia do Jambalaia rolou um ceviche de peixe branco de entrada, que caiu super bem com a cervejinha gelada! Eu usei filé de Saint Peter, que eu não acho que foi o peixe ideal devido à sua consistência muito macia. De qualquer forma, o gosto ficou ótimo! O modo de preparo foi super simples: cortei 4 filés de Saint Peter, meio pimentão vermelho e uma cebola roxa em cubinhos, juntei tudo e temperei com sal, pimenta do reino, salsinha e uns 5 limões. Deixei na geladeira por cerca de 10 minutos e servi com endívias. Olha que coisa boa!

Ceviche de Saint Peter com endívias

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Jambalaya

Fiz esse prato típico da Luisiana há uns 10 dias, para receber a ilustre visita da minha mamãe Rita e do Peter e só estou publicando agora por pura preguiça. Na minha cabeça, eram tantos ingredientes e detalhes que pensar em escrever a receita me fazia desistir. Eis que na noite chuvosa da última sexta me enchi de razão pelo menos pra começar a escrever. A inspiração para a finalização só veio hoje. O Jambalaya é basicamente um "risoto" de camarão, carne de porco e frango com um tempero canjun (povo antigo da região da Luisiana). Peguei uma receita na Internet e adaptei de uma forma que fizesse mais sentido para mim. Deu certo, mas nem tanto. Mais tarde descobri, pela minha mãe mesmo, que comeu o prato in loco, que o original não leva tomate. Enfim, era o que tínhamos para o dia...rs Então vamos lá! Temperei 300 gramas de camarão com sal e limão e reservei. Cortei em cubos a mesma quantidade de filé de frango e de lombo, temperei com sal, limão, pimenta do reino e alho e reservei também. Em uma panela grande, fritei bem duas xícaras de bacon e depois adicionei 1 xícara de alho picado, uma cebola picada de forma grosseira, meio pimentão amarelo, meio pimentão verde e meio pimentão vermelho e cozinhei, mexendo de vez em quando, até ficaram macios. Juntei o frango, o lombo e uma linguiça calabresa fatiada nesse refogado e deixei cozinhar por cerca de 10 minutos. Adicionei uma lata de tomate sem pele e o tempero canjun (feito com alho triturado, pimenta moída branca, pimenta moída preta, pimenta caiena, pimenta calabresa, tomilho seco, orégano seco, páprica picante, canela em pó, chilli em pó, estragão seco e sal - uma colher de cada) e misturei bem. Por fim, juntei a esse monte de coisa na panela duas xícaras de arroz, o camarão e algumas folhas de louro e deixei cozinhar por uns 5 minutos, mexendo sempre. Tampei a panela e deixei no fogo baixo por mais 15 minutos ou até o arroz terminar de cozinhar (se secar muito, acrescente um pouco de água). E só! Olha que nem foi complicado quanto parecia! E nem precisou de acompanhamento! Agora só falta tentar a receita original!

Gente, esqueci de tirar foto do prato!

Então tive que reproduzir depois! 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Lombo de panela com cenouras

Eu adoro carne de porco, mas devo confessar que nunca fico totalmente satisfeita com as minhas produções. Sempre acho que precisava de mais tempero, ficar mais dourada ou mais macia, etc. Quando vi essa receita de lombo num programa de TV, imediatamente descobri o que estava faltando no meu lombo. Desta feita, é óbvio que resolvi copiar! Isso aconteceu na noite da última sexta-feira, quando recebi minha mais nova amiga, a Carol, para jantar. A receita orienta temperar o lombo na véspera, mas como eu não gosto de firula - e nunca sei o que eu vou querer comer na véspera - temperei alguns minutos antes. Comecei lavando e furando com um garfo uma peça de 1 quilo de lombo. Deixei a carne de molho durante 20 minutos no suco de 4 limões, um copo de cachaça e água (até quase cobrir o lombo). Depois, temperei o lombo com um copo de vinho branco seco, um copo de suco de laranja, uma cebola picada grosseiramente, pimenta do reino e a mistura com alho e sal e deixei marinar por 30 minutos. Em uma frigideira aquecida, juntei  uma colher de açúcar e um pouco de azeite e deixei cozinhar até o açúcar derreter. Fritei todos os lados do lombo nessa frigideira até ficarem bem dourados. Transportei a carne para uma panela, adicionei o tempero e deixei cozinhar tampado por cerca de 1 hora. Se ficar muito seco, adicione um pouco de água ou suco de laranja. Um pouco antes do lombo ficar pronto, cozinhei 2 cenouras cortadas ao meio com uma cebola roxa fatiada em um pouco de água (cerca de um copo). Quando ficaram ao dente, coloquei em uma forma pequena, reguei com um pouco de azeite e levei ao forno, onde ficaram até terminarem de cozinhar. E foi com ela que servi o lombo dos meus sonhos (rs),  dourado, temperado! Eu, o Juju e a Carol nos acabamos! Ainda bem que sobrou um pouco para marmitinha de amanhã!
O coitado foi atacado antes da foto!
Aí sim!
 As cobaias!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Paprika schnitzel com spätzle

Ao contrário de sábado, quando a produção culinária foi vapt-vupt, domingo o processo foi longo e trabalhoso. Acho que fiquei umas duas horas na cozinha pra preparar essa dupla tipicamente alemã. 

O paprika schnitzel nada mais é do que filé de lombo grelhado com molho de páprica. O spätzle é uma massa muito consumida também na Áustria e na Suíça, como acompanhamento dos mais variados tipos de carne. 

Esclarecimentos feitos, vamos à saga. 

Primeiro, fatiei em filés finos uma peça de lombo temperada com sal, pimenta do reino, limão e tomilho no dia anterior (você pode temperar do jeito que quiser e não precisa ser no dia anterior) e reservei. 

Depois, fiz o spaztle, misturando 6 ovos, 400 gramas de farinha de trigo, 200 gramas de creme de leite, salsinha picada e sal à gosto em uma tigela, até que a massa ficasse homogênea. Deixei essa massa descansar na geladeira por 20 minutos e depois cozinhei em uma panela com água fervente e sal, colocando uma ou duas colheres da massa em uma colher furada e pressionando com outra colher para que ela saísse pelos furos e caísse na panela (deu pra entender?). 

A massa deve ser colocada aos poucos e as massinhas formadas tiradas na medida em que "subirem" na panela, como se faz com nhoques, e colocadas em um escorredor de macarrão. Esse processo levou um bom tempo e foi nesse ponto que eu comecei a pensar "o que é que eu fui inventar...". 

Feito isso, fritei os filés de lombo em óleo em spray, até que os dois lados ficassem bem dourados. Reservei os filés. 

O último passo foi o molho de páprica. Fritei uma cebola pequena bem picadinha em duas colheres de margarina em uma frigideira. Quando elas ficaram bem douradas, adicionei, aos poucos e mexendo sempre, duas colheres de farinha de trigo e deixei cozinhar em fogo baixo, até formar um creme. Misturei nesse creme duas colheres de páprica picante e duas caixinhas de creme de leite e deixei cozinhar até ferver. Quando isso aconteceu, mergulhei os filés de lombo no molho e desliguei o fogo. 

Se você acha que acabou, se enganou. No final de tudo, ainda fritei o spätzle na manteiga até ficarem bem dourados. É bom fritar pequenas quantidade por vez, para que fiquem uniformes. 

Aí sim é só se esbaldar! Esse prato vale as horas na cozinha porque fica simplesmente divino, igualzinho aos servidos nos restaurantes alemães. Como não poderia deixar de ser, uma loira alemã tipo pilsen, a Bitburguer, completou a orgia!

O resultado final vale a pena!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Picanha com alho

Sábado deu aquela vontade de bater um belo PF de boteco! Optei pela picanha com alho só pra fazer uma graça e porque era a carne que tinha na geladeira. Temperei os bifes de picanha com sal e pimenta do reino e reservei. Coloquei um pouco de azeite em uma frigideira e os dentes de um alho. Deixei fritar até os dentes de alho ficarem levemente corados e depois coloquei a picanha, que ficou no fogo alto três minutos de cada lado e mais uns 4 minutos em fogo baixo (os alhos ficaram na frigideira). Para acompanhar, arroz bem soltinho e batatas palito (daquelas congeladas, em saquinhos) feitas no forno. Mais básico e gostoso, impossível!

Quem resiste a um belo PF?

Carne sola não dá né, gente? 
Olha que bifão suculento!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Suflê de abóbora com ragú de carne moída e calabresa

Como boa parte do que eu mais gosto de cozinhar,  suflê me lembra as comidinhas da mamis, mais especificamente do maravilhoso suflê de cenoura que ela fazia (nunca mais, né, Rita?). A receita que eu encontrei na internet é ainda mais simples do que a da minha mãe. Cozinhei metade da metade de uma abóbora em pedaços, sem casca, em água e sal por 20 minutos na pressão. Amassei a abóbora com um garfo em uma tigela e acrescentei dois ovos, uma colher de sopa de farinha de trigo, uma cebola pequena ralada, duas colheres de margarina, um pouco de queijo ralado, sal e pimenta do reino. Misturei bem até se formar um creme homogêneo, coloquei numa forma refratária pequena untada com margarina, polvilhei queijo ralado em cima e levei a forno (pré aquecido). Deixei cozinhar até a superfície ficar dourada. Nesse meio tempo, fiz o ragu misto. Eu já tinha carne moída e a calabresa prontas, então pulei a primeira parte. Se você não tem, vai ter que passar por todo o processo (coragem, não é tão mal!): refogue meia cebola picada em um pouco de margarina e junte e calabresa (fresca) sem pele e amassada (eu amassei com os dedos, tirando os gomos de gordura maiores). Deixe no fogo até dourar e acrescente um punhado generoso de salsinha fresca picada e uma pitada de pimenta calabresa. Coloque em uma tigela e reserve. Na mesma panela, refogue em um pouco de azeite uma cebola pequena picada e dois dentes de alho fatiados. Junte a carne moída e dois tomates sem pele (para tirar a pele, cozinhe os tomates em água até ferver e a pele começar a soltar. Depois é só tirar com uma faca) cortados em quatro. Deixe cozinhar por cerca de meia hora, acrescente um pouco de manjericão seco e, se quiser, páprica picante e deixe no fogo mais um pouco, até formar um molho grosso. Quando isso acontecer, junte a calabresa reservada, misture bem e deixe mais alguns minutos no fogo. Prontinho! O ragú funcionou lindamente com o suflê de abóbora. Essa quantidade dá para quatro pessoas, então ainda sobrou um pouquinho pro almoço de amanhã! Oba!!!

A janta saiu cedo hoje!