sábado, 22 de fevereiro de 2020

Uma nova experiência na cozinha

Esse ano faz 7 anos que eu trabalho com comida, de um jeito meio informal, como uma atividade paralela, não o ganha pão principal. Até o final do ano passado, quando tudo mudou.

As mudanças começaram quando entrei na faculdade de gastronomia no segundo semestre do ano passado. Minto. Começaram antes, na minha cabeça. Em toda a trajetória gastronômica, administrando o meu pequeno negócio, sentia que faltava alguma coisa. Sempre fui apaixonada pelo universo da cozinha e dos eventos mas, dentro de mim, sabia que não era daquela forma que alcançaria meus objetivos profissionais e pessoais. Logo no início, a faculdade me abriu os olhos para diversas outras possibilidades dentro do segmento. Possibilidades que eu nunca tinha pensando em explorar. O único caminho que considerava era como empreendedora - natural, considerando que meu último registro em carteira é de 2004 e de lá para cá sempre trabalhei "por conta".

Com o passar dos meses na faculdade, os horizontes foram se abrindo e dezenas de outros caminhos começaram a parecer possíveis. Entre eles, o de trabalhar em um restaurante. De outra pessoa. E foi exatamente isso que aconteceu no final do ano passado. Pendurei o avental empreendedor para viver essa experiência indescritível que é fazer parte da rotina de um restaurante. Restaurante que vi nascer, desde os primeiros esboços na mente de seus idealizadores - e crescer, razão pela qual tenho imensa conexão emocional, o Nurap Espaço Gastronômico.

Hoje, estou do outro lado da porta porta vai e vem, aprendendo e ensinando, compartilhando experiências, aptidões e paixões e, principalmente, o dia a dia frenético que é a cozinha de um restaurante.

As coisas do lado de cá são totalmente diferentes. Poucos sabem o que acontece no "backstage" para poder levar ao cliente uma grande variedade de preparações, mantendo a qualidade, a estética, o sabor e o padrão, todos os dias. Se já era um grande desafio na minha cozinha, no restaurante esse desafio é ainda maior. 

Estou pronta para enfrentá-lo, com o coração aberto e o amor que eu sempre tive pela cozinha e por todo o processo necessário para que um prato de comida chegue à mesa do cliente - planejamento, compras, controles, gestão, equipe, etc. - que eu amo igual!

Espero que esse amor gere muitos resultados para o nosso restaurante! Espero que eu possa retribuir a grande oportunidade que me foi dada e que juntos - administração, equipe, clientes e nossos familiares (que às vezes sofrem com a nossa ausência), possamos crescer e nos tornar um restaurante melhor a cada dia. Tenho certeza de que teremos sucesso nessa empreitada!


Minha segunda casa! A gente passa
horas de pé, passa perrengues,
dá risada e quase chora às vezes.
Saí exaurido, mas sai feliz.
Pelo menos eu saio!










segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Segunda sem carne: bowl de vegetais com arroz integral

A Campanha Segunda Sem Carne tem o objetivo de conscientizar as pessoas sobre os impactos que o uso de produtos de origem animal para alimentação tem sobre  os animais, a sociedade, a saúde humana e  o planeta, convidando-as a descobrir novos sabores ao substituir a proteína animal pela vegetal pelo menos uma vez por semana.
Até eu, que sou muito, mas muito carnívora, gosto de fazer algumas refeições vegetarianas durante a semana simplesmente para variar a alimentação. Acredito que a receita da saúde é uma alimentação, acima de tudo, variada. 
Geralmente, um desses dias é segunda ou terço, porque acabo preferindo uma comida simples e leve, para compensar os excessos do fim de semana. 
Hoje fiz esse delicioso bowl de legumes com arroz integral, de fazer qualquer carnívoro (sério) lamber o beiços.
É super simples e rápido de fazer e bem levinho, ideal para uma segunda calorenta como essa.
Corre pra cozinha que ainda dá tempo de preparar uma janta gostosa e saudável!
Higienizei e cortei em cubos médios 1/2 abobrinha italiana 1/2 ceboura grandes.
Separei algumas flores do brócolis ramoso (aquele que se vende em maço, não o ninja, redondinho), e cortei em floretes menores, mantendo as folhas.
Piquei 1/2 cebola e 2 dentes de alho e refoguei em um fio de azeite em uma frigideira tipo wok.
Depois de 2 minutos, untei a cenoura, um pouco de água (cerca de meio copo americano, ou 100 ml), tampei a frigideira e deixei cozinhar por 2 minutos. 
Juntei o brócolis e cozinhei por mais 2 minutos, com a frigideira tampada.
Por último, acrescentei a abobrinha, porque cozinha muito rápido. 
Temperei com sal, pimenta do reino, gengibre e 1 colher de sobremesa de curry.
Juntei a esse refogadão cerca de 2 xícaras de arroz integral já cozido e deixei no fogo baixo só até o esquentá-lo.
Pode finalizar com queijo ralado, azeite, mais pimenta, mas eu servi assim mesmo, em um bowlzinho.
Além de tudo, ficou bonito! E eu fiquei feliz! 😍
Olha o brócolis ramoso! Lindo, né?
E a comidinha da noite! Leve e confortável!



terça-feira, 16 de julho de 2019

Comidinha rápida e leve para o dia a dia: filé de tilápia com abóbora japonesa assada

Olha quem voltou! 😃

Dei uma sumida porque minha rotina descambou e eu simplesmente não consegui encaixar a cozinha + posts + trabalho no escritório.

Hoje coloquei a tarefa na agenda e me forcei a não deixar passar!

Era para eu estar lavando louça, preparando tortas, fazendo orçamentos, mas parei tudo para retomar essa coisa boa que é falar de comida com vocês! 🥰

Para retomar as atividades, escolhi o almoço de hoje (que pode servir de inspiração para o seu jantar) bem rápido e fácil, como esperamos das refeições no início da semana, quando agenda é mais apertada, a gente ainda tá se recuperando do fim de semana e não tá muito animado a encarar a cozinha com tanto afinco...rs

Isso tudo + o peixe que descongelei na noite anterior + uma abóbora fazendo aniversário na minha geladeira definiram o almoço levinho de hoje: filé de tilápia quase grelhado com abóbora japonesa assada.

Comecei fazendo a abóbora que, ao contrário do que parece, é de boas:

1. Lavei toda a casca da abóbora com uma escovinha e água corrente
2. Cortei a abóbora no meio com uma faca grande: basta ficar a faca na abóbora e ir passando em toda a sua volta, rodando a abóbora. Faça isso devagar, sem colocar muita força, para evitar acidentes;
3. Tirei a semente da abóbora com uma colher de sopa e o que sobrou, tirei com a mão.
4. Fatiei cada uma das metades da  abóbora com uma espessura de cerca de 2 dedos (meus dedos, cerca de 2 cm).

E pronto. Demorei tanto para fazer essa abóbora, por pura preguiça de seguir esse passo a passo de 5 minutos. Pra que sofrer, gente?

Coloquei as fatias de abóbora em uma forma grande, lado a lado, temperei com sal rosa, pimenta do reino e azeite extra-virgem e coloquei dois ramos de alecrim inteiros em cima.

Levei ao forno alto, onde ficou por 10 minutos (o tempo depende do forno. Espete a polpa da abóbora com o garfo para ver se está bem macia).

O peixe também foi rapidão. 

Temperei os dois lados dos filés com sal rosa (cerca de 1 colher de sobremesa ao todo), pimenta branca moída na hora (umas 5 rodadas do moedor) e 1/2 limão cravo.

Aqueci uma frigideira antiaderente média com 1 fio de azeite e espalhei com um pincel de silicone. Fritei os filés por 3 minutos de cada lado, até ficarem dourados. Precisei fazer em 2 rodadas, porque não cabia tudo na frigideira.


Nossa comidinha simples de cada dia!
E taí a nossa comidinha gostosa de cada dia, preparada em menos de 30 minutos, pura felicidade!

Bons ingredientes e um pouco de boa vontade já bastam na hora de preparar uma refeição gostosa e saudável para o dia a dia! 

As invencionices, a gente deixa mais pro fim da semana!

Bom apetite!





sexta-feira, 28 de junho de 2019

Negroni Week

Tudo o que digo é que essa semana, em que se homenageia mundialmente um dos drinks mais famosos do mundo, o mínimo que deveria ter ocorrido é eu ter tomado um Negroni por dia. 

Não só não tomei um Negroni por dia, como só tomei - ou melhor, estou tomando - o meu primeiro hoje, quando o evento, promovido pela Campari e pela revista americana de drinks Imbibe já está quase chegando ao fim! Sem comentários sobre esse fora!


Esse ano a ocasião foi ainda mais especial, pois comemora os 100 anos de história dessa combinação maravilhosa criada pelo bar tender italiano Fosco Scarselli, do Caffè Casoni, em Florença, a pedido do seu amigo e habitué da casa, o Conde Camilo Negroni. 

Em uma tarde qualquer de 1919, Negroni, que sempre bebia Americano - preparado com vermute, Campari e club soda - solicitou ao amigo atrás do balcão que trocasse a club soda por gin.

Scarcelli atendeu ao pedido e a coisa deu tão certo que entrou para a carta de coquetéis da casa!

O drink foi batizado com o nome do cliente/idealizador e  entrou para a história da coquetelaria mundial!

Agora, óbvio, vamos preparar um?



A receita do Negroni clássico não poderia ser mais simples: 


30 ml de gin 
30 ml de Campari 
30 ml de vermute vermelho doce

Palmas para o Conde pela ideia, um beijo na boca do Scarcelli pela criação! Agora, brindemos!!! 






terça-feira, 16 de abril de 2019

Rösti - a batata suíça!

Se tem uma coisa que nós brasileiros amamos é batata!

Como é um ingrediente super versátil, durável e barato, costumamos ter sempre em casa e por isso é um coringa na hora de preparar uma refeição rápida.

Se você tem algumas já cozidas e não sabe como aproveitá-las, aproveite para preparar um delicioso rösti, receita suíça feita basicamente de batata ralada e manteiga.

Dia desses, fez par para o bife de contra-filé e vagem refogada, dando origem a um jantar prático, rápido e saudável!

Fuja das receitas complexas que exigem preparação antecipada! Essa receita testada e comprovada é a que o meu padastro, Peter, que é suíço, faz! Ou seja, trazida diretamente da fonte, não tem erro!

Ralei 2 batatas cozidas grandes na parte grossa do ralador (o ideal é que ela tenha sido cozida em água com sal. Senão, adicione o sal nesse momento e misture bem).

Aqueci uma frigideira média (mais ou menos 20 centímetros) e coloquei 1 colher de sopa de manteiga.

Quando a manteiga derreteu, acrescentei a batata ralada a fui pressionando com uma colher até ficar algo parecido com uma fritada.

Ela fica perfeita assim! Se desmilinguir,
basta começar tudo de novo!

Deixei no fogo alto por cerca de 5 minutos, até a parte de baixo, em contato com a frigideira, ficar dourada. 

Coloquei um prato raso em cima da frigideira e virei a frigideira em cima desse prato, transferindo a batata para o prato, com a ajuda de uma luva térmica.

Coloquei a batata de volta na frigideira, com o lado que não foi cozido para baixo (o lado que estava em contato com o prato). 

Se nesse processo a batata desmilinguir, basta começar tudo de novo: volte para a frigideira, molde em forma de fritada e doure os dois lados. 

Deixei no fogo alto até dourar a outra parte e desliguei.

Não tente economizar na manteiga, pois é ela que fará a batata sair perfeita da frigideira, sem grudar, e dará o sabor característico do prato. 

A não ser que você tenha aquelas frigideiras master blaster da Polishop...rs Mesmo assim, não aconselho. Vai comprometer o sabor.

Como graça pouca é bobagem, usei um cortador de massa redondo para fazer pequenos röstis e servir lindamente com a minha carne com legumes!

Tudo isso, + cozinhar a vagem e grelhar o contra, levou cerca de 30 minutos. Nem preguiça dá pra ter!


O corte com o aro deu o tchans na hora de servir!







segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Segunda sem carne

A iniciativa "Segunda sem Carne" surgiu nos Estados Unidos em 2003 e hoje está presente em mais de  40 países.

No Brasil, foi lançada em 2009 pela Sociedade Vegetariana Brasileira. Desde então, é o país que tem gerado o maior impacto em todo o mundo, com a implementação de cardápios vegetarianos em escolas públicas de diversas cidades e o crescimento da busca da população por outras fontes de proteína.

Para aderir a esse movimento que só cresce, decidi publicar toda segunda uma receita vegetariana simples, para que a gente possa, junto, buscar uma alimentação mais diversificada, mais saudável e menos óbvia!

E nessa segunda, o prato da vez foi um risoto de mozarela  e tomate muito rápido e fácil de preparar.

Eu sempre tenho um pouco de arroz arbóreo em casa, pois acho o risoto um prato super versátil, tipo pau pra toda obra, mas você pode preparar com arroz comum.

Para poupar tempo, eliminei 2 fases do preparo usual: refogar cebola e alho e adicionar o líquido aos poucos, mexendo sempre.

Em vez disso, aqueci um pouco de azeite em uma panela média e depois acrescentei 1/2 xícara de chá arroz arbóreo e sal.

Misturei rapidamente e deixei fritar uns 3 minutos em fogo baixo.

Acrescentei 1,5 xícara de chá de caldo de legumes (pode ser água mesmo) e deixei cozinhar no fogo baixo, com a panela tampada. 

Quando o líquido secou, abri a panela, acrescentei mais 1 xícara de água e, aí sim, mexi continuamente até secar e os grãos ficarem al dente. Não levou mais do que 5 minutos.

Desliguei o fogo e acrescentei 1/2 xícara de mozarela e 1 tomate picado.

O alecrim serviu não apenas como decoração, mas para dar ao risoto aquele aroma e sabor característicos!

E assim saiu nossa comidinha sem carne dessa semana!

Espero que tenha gostado! E se tiver alguma receita vegetariana prática e gostosa, conta pra gente!



Risoto cai bem com o que? Quase tudo!


domingo, 24 de fevereiro de 2019

Buraco quente! Um clássico da botecagem!

Esse fim de semana não teve churrasco, para a minha tristeza.

Como foi difícil resistir à tentação! Tudo que passava na minha cabeça era o T-Bone de Angus e o bife de chorizo que vi no açougue sexta, pelos quais, bravamente, havia passado ilesa.

Pra mim, churrasco é sinônimo de relaxamento e descontração. É quando a gente coloca o papo em dia, come e bebe sem pressa, ouve um bom rock n' roll e passa horas comentando sobre nossas músicas e bandas favoritas!

Mas ontem tinha um monte de coisa em casa para comer e eu queria economizar. Fora que hoje era dia de branco e a gente não queria estender muito, pra não acordar  acabado hoje.

Então, para unir o útil ao agradável - refeição rápida e informal + usar o que tinha na geladeira - optamos pelo tradicionalíssimo sanduba de boteco buraco quente! Preparado simplesmente com carne moída refogada, queijo e pão francês.

Não sei se existe uma receita original, mas o meu e fiz assim:

Refoguei 1/2 cebola e 1 dente de alho picadinhos em 1 colher de sopa de azeite.

Quando começaram a ficar dourados, juntei cerca de 1/2 quilo de carne moída. Deixei fritar até secar toda a água, misturando com um garfo para a carne ficar bem soltinha.

Temperei com sal, pimenta do reino, tomilho, pimenta caiena e bem pouquinho de canela em pó (menos que 1 colher de café).

Dei uma incrementada com 1 xícara de chá de cenouras picadas e 1 xícara de chá de ervilhas congeladas que já tinha na geladeira.

Misturei bem e juntei 1 colher de sopa de mostarda, 1 colher de sopa de molho barbecue e 1 colher de sobremesa de molho inglês.

Misturei tudo e deixei no fogo baixo por 10 minutos, mexendo de vez em quando.

Desliguei o fogo e juntei cerca de 1 xícara de mozarela picada grosseiramente e misturei até o queijo derreter.

Cortei 1 fatia de cada extremidade do pão francês: uma fina, só nivelar a base e deixar o pão de pé, e uma mais grossa, tipo uma tampinha.

Tirei parte do miolo do pão e preenchi com a carne moída.

Com o calorzão que tava, fez-se necessário aquela gelada para acompanhar!

Não teve churrasco, mas teve
comida gostosa e cervejinha!