sexta-feira, 23 de maio de 2014

Pão de mandioca fofinho

Uma das coisas que mais me deixa mais feliz é uma receita que dá certo! E isso aconteceu nessa manhã de sexta-feira, com esses lindos e deliciosos pãezinhos de mandioca. Dá um certo trabalho, pois demora um pouco até a massa ficar no ponto certo. Ela fica meio grudenta e a impressão é que vai dar tudo errado. Até separar a massa em bolinhas para colocar na forma ela ainda pega um pouco na mão. Mas dá tudo certo no final, eu garanto! E olha que pão nunca foi o meu forte! Segui a seguinte receita, publicada no meu novo livro de cabeceira (que dei de presente para mim mesma) 400g, Técnicas de Cozinha. Em uma tigela, desmanchei uma colher de fermento biológico em pó em 250 ml de leite morno. Misturei 50 g. de farinha de trigo, cobri e deixei descansar por 30 minutos. Depois desse intervalo, adicionei 500 g. de mandioca bem cozida, 2 gemas, 1 colher de chá de sal e 50 g. de açúcar e fui juntando a farinha aos poucos e mexendo com uma colher de pau até a massa soltar da tigela. Demorou, viu! E quando, finalmente, isso aconteceu, coloquei a massa em uma superfície polvilhada e solvei por uns 15 minutos (apesar de a receita indicar apenas 5 - não senti firmeza). Moldei várias bolinhas de massa, coloquei na assadeira, cobri e deixei descansar por 30 minutos. Pincelei os pãezinhos crus com gema batida e coloquei no forno pré aquecido a 180º, onde ficou uns 40 minutos. O resultado foram esses pães dourados e fofinhos aí embaixo. Que emoção!!!

Já gostei da carinha deles antes
de irem para o forno...
Depois eles ficaram assim!
É óbvio que eu não resisti e comi um! 


terça-feira, 20 de maio de 2014

Desperdício zero

Eu  fico possessa quando preciso jogar comida fora. Geralmente isso acontece por puro vacilo. Abro a geladeira e encaro o potinho que está lá há dias com desdém. Aí, quando finalmente decido dar cabo de seu conteúdo, já é tarde demais. Também acontece de o cotiado ficar escondido atrás de tudo e quanto é descoberto, já era. Evito ao máximo que isso aconteça dando cabo de todos os restinhos na mesma semana que foram cozidos. Hoje, os salvados foram arroz integral, couve, cenoura ralada, duas fatias de abobrinha, uma fatia de berinjela e frango desfiado refogado com cebola, alho, tomate e azeitonas fatiadas. Não tem segredo nenhum. É praticamente misturar tudo e finalizar com seus condimentos preferidos. Comecei picando a berinjela e a abobrinha em pedaços bem pequenos. Refoguei os legumes em um pouco de azeite até ficarem macios e depois adicionei a cenoura picada. Deixei cozinhar por uns 3 minutos, juntei o frango desfiado e misturei bem até os ingredientes se incorporarem. Por fim, adicionei o arroz e uma colher de chá (rasa) de açafrão, misturei novamente e deixei cozinhar mais um pouco. E pronto, janta da noite garantida! Isso pode ser feito com praticamente qualquer tipo de ingrediente - legumes, queijo, carne moída, carne em pedaços, atum enlatado, peixe, etc. Com um pouco de inspiração e criatividade (bem pouco mesmo), dá pra preparar um prato gostoso rapidinho,  sem ter que gastar um tostão! Bom, né?


Couve e parmesão ralado para
dar um brilho no prato simples!


quarta-feira, 30 de abril de 2014

Filé de Saint Peter ao forno em cama de cebola

Acho que já comentei por aqui que tenho muita dificuldade para fazer peixe. Quase nunca dá certo. Assado, frito ou empanado, sempre me decepciono com o resultado final. Então, acabo evitando levar esse ingrediente saudável e delicioso para a minha cozinha. Mas hoje, deu certo!!! Por isso é que depois da janta vim correndo pra frente do computador descrever tal façanha antes que desaparecesse da minha mente. Comecei temperando 4 filés de Saint Peter com sal e pimenta do reino. Reservei. Reguei uma forma refratária (tipo Marinex) com azeite e dispus no fundo 1 cebola cortada em rodelas. Coloquei os filés em cima da cebola, reguei com azeite, salpiquei orégano fresco (1 raminho) e levei ao forno médio por cerca de quarenta minutos. Servi o peixe com purê de batatas, cenouras branqueadas e repolho roxo refogado (azeite, 3 dentes de alho laminados, molho inglês e meio tablete de caldo de legumes). O resultado me surpreendeu, tanto em termos de apresentação, quanto de sabor! E acho o Julio também, pois fui premiada com o comentário: "Esse peixe tá com um cheiro tão bom, tão bom, que dá vontade de comer de novo". Fiquei feliz da vida!

Prato, rápido, leve e gostoso! Quem quer mais 
para um jantinha durante a semana?



quinta-feira, 13 de março de 2014

Minha receita de polpetone

Eu raramente faço fritura em casa. Não só por uma questão de saúde, mas também porque faz uma sujeira danada. Se tiver que empanar, então, é farinha e ovo pra todo o lado, fora a chuva de óleo. Então, quando a receita tradicional é frita, eu sempre tento inventar uma versão assada. Foi o caso desse polpetone, que ainda é rápido e super fácil de fazer. Pega super bem em um jantar entre amigos, quando quando você quer caprichar, mas não tem tempo de fazer nada elaborado demais (como era o caso quando fiz essa receita). Comecei temperando cerca de meio quilo de carne moída com sal e pimenta do reino. Misturei bem com as mãos, juntei duas colheres de sopa de farinha e amassei mais um pouco, até toda farinha se incorporar à carne. Dividi a carne em 4 pedaços e fiz bolas médias. Abri as cada uma delas no meio, coloquei um punhado caprichado de  mussarela ralada dentro e fechei. Enrolei as meninas novamente, para ficarem redondinhas. Assei no forno por cerca de meia hora (ou até ficarem bem marronzinhas por fora). Servi com talharine com molho de tomate fresquinho. Ninguém reclamou!

Talharine ao molho vermelho e polpetinha

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Escondidinho de ragu de fraldinha e purê de mandioquinha

Ô comidinha boa essa! Tem cara e gosto de comida da vovó! O preparo é bem demorado, por isso o ideal é deixar para aquelas ocasiões onde a menor preocupação é  a pressa. A receita rende bastante! Um quilo de fraldinha e 1 quilo de mandioquinha serve cerca de 8 pessoas (dependendo da fome da galera). Então, convide os amigos, abra uma garrafa de vinho e bora pra cozinha! Cortei em retângulos uma peça de fraldinha de um pouco mais de um quilo, temperei com sal e pimenta do reino e reservei. Cozinhei 1 quilo de mandioquinha com água e sal na panela de pressão (só Deus sabe por quanto tempo - acho que uns 10 minutos depois de pegar pressão). Dourei uma cebola picada em um pouco de azeite e depois acrescentei dois dentes de alho picados, 4 tomates sem pele e sem sementes cortados em cubos, 1 cenoura cortada ao meio e um ramo de orégano fresco. Adicionei um copo americano de água e deixei cozinhar até o tomate derreter, mexendo de vez em quando. Juntei meio copo de vinho tinto seco, 1 ramo de tomilho, 1 ramo de alecrim e 1/2 colher de chá de canela em pó. Misturei bem, até os temperos se encorporarem ao molho, adicionei mais um pouco de água e deixei cozinhar com a panela fechada em fogo baixo. Em uma panela de pressão, dourei bem cada um dos pedaços da fraldinha, acrescentei  o molho e deixei cozinhar por cerca de 20 minutos com a panela aberta e mais uns 40 minutos com a panela fechada. Enquanto o molho cozinhava, fiz o purê de mandioquinha: em vez de amassá-la com o garfo ou com o amassador de batatas, passei em uma peneira com a trama mais aberta. É só ir amassando contra a peneira com a base de uma colher. Depois, foi só montar o escondidinho em um refratário: coloquei o molho na base, cobri com o purê, salpiquei queijo parmesão ralado e levei ao forno por cerca de 10 minutos (ou até o queijo derreter). Agora é só brindar e aproveitar! Bom apetite!

Olha que molho mais bonito!!!
Eis o escondido!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Janta de microondas

Ontem o meu gás (digo, do botijão) acabou e não tive outra saída a não ser encarar o mal visto eletrodoméstico. E olha que deu certo!!! Em poucos minutos e, melhor, sem sujar nenhuma panela, saíram legumes e bifes acebolados lindos e suculentos. Peguei algumas dicas na internet e lá fui eu (com medo) preparar a janta de microondas. Comecei pelos legumes: coloquei em um saco plástico tipo Zip Loc duas cenouras descascadas e cortadas em bastonetes. Fiz vários furos no saco com um garfo e levei ao microondas em potência alta por 4 minutos. Retirei a cenoura do plástico e fiz o mesmo - com o mesmo saquinho, olha que beleza! - com duas batatas cortadas em cubos grandes e algumas flores de brócolis (separadamente: só batata e só brócolis). Coloquei tudo em um bowl e reservei. Coloquei dois bifes de alcatra temperados em um prato grande e levei ao microondas por 7 minutos (vire na metade do tempo). Retirei os bifes do prato e reservei. Misturei 1 colher de sobremesa de açúcar ao líquido remanescente no prato, coloquei de volta no microondas e deixei cerca um minuto. Passei essa mistura nos bifes e reservei novamente. Adicionei uma cebola fatiada no mesmo prato e cozinhei a cebola com a raspinha do caldo da carne com açúcar por 4 minutos. Etapa final: votei os bifes para o prato e levei ao microondas para esquentar, com a cebola caramelizada, por dois minutos. Os legumes ficaram brilhantes, as cebolas crocantes e o bife coradinho e macio. Tudo isso usando um prato e um saquinho e em menos de 30 minutos. Aprovado!


Parece ou não parece "de verdade"? 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Iniciação à culinária

Quando eu falei que estava fazendo um curso de iniciação à culinária, ninguém entendeu nada. "Pra que?", "Como assim?" e "Ah tá, você, iniciação culinária..." foram os comentários mais comuns. A primeira coisa que eu fiz na vida foi pão na chapa. Foi horrível. Ficaram todos queimados e a cozinha ficou uma fumaceira só. Para salvar a pátria, e o estômago dos presentes, a minha tia Lídia chegou logo depois da catástrofe com várias pizzas e fez a alegria da galera, já preocupada em ter que comer aqueles pães horrorosos. Outro dia no passado, aprendi a fazer arroz. Daí pra frente, comecei a observar a minha mãe cozinhar e acredito que nesse processo tenha começado a tentar me arriscar no fogão. A verdade é que sempre cozinhei de forma bastante intuitiva. Apenas recentemente comecei a seguir receitas e, mesmo assim, errar ou acertar é questão de sorte. Claro que algum conhecimento ajuda, como o tempo de cozimento de determinados alimentos, um ingrediente ou outro que dá um toque especial, a intimidade com os utensílios, etc. Mas nada disso garante o sucesso de um prato. Porque o resultado final não é nada calculado. A gente vai seguindo determinada direção, esperando chegar a determinado lugar, o que nem sempre acontece. Foi justamente por essa razão que decidi fazer o tal curso. É claro que não dá pra usar todas as técnicas profissionais no dia a dia, mas que algumas delas facilitam a vida, ah facilitam! Cortar uma cebola, bem picadinha, sem chorar e sem espalhar tudo pra todo lado em pouco segundos? Revelação do ano, gente! E executar perfeitamente os cortes de legumes, sem trabalho? Fenomenal! As produções foram bem básicas: creme de ervilhas e legumes salteados na primeira aula, arroz feijão, purê e omelete na segunda e filé de frango grelhado, frango à passarinho e frango ensopado ao molho de laranja na terceira, por exemplo. A questão não é o que cozinhar, mas justamente como cozinhar, para garantir um sabor excepcional e uma apresentação impecável. Tudo isso em uma cozinha mega blaster. Em alguns momentos, as aulas ficam um pouco cansativas, é verdade. Afinal, são três horas de pé, picando, cortando, fritando, esperando cada grupo terminar seus pratos, um por um, passo por passo. Mas quando você vê tudo prontinho e perfeito, é recompensador! Posso dizer que nunca vou encarar a cozinha da mesma forma. E nem a cebola!

Numa cozinha dessa tudo fica mais fácil!