terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Janta de microondas

Ontem o meu gás (digo, do botijão) acabou e não tive outra saída a não ser encarar o mal visto eletrodoméstico. E olha que deu certo!!! Em poucos minutos e, melhor, sem sujar nenhuma panela, saíram legumes e bifes acebolados lindos e suculentos. Peguei algumas dicas na internet e lá fui eu (com medo) preparar a janta de microondas. Comecei pelos legumes: coloquei em um saco plástico tipo Zip Loc duas cenouras descascadas e cortadas em bastonetes. Fiz vários furos no saco com um garfo e levei ao microondas em potência alta por 4 minutos. Retirei a cenoura do plástico e fiz o mesmo - com o mesmo saquinho, olha que beleza! - com duas batatas cortadas em cubos grandes e algumas flores de brócolis (separadamente: só batata e só brócolis). Coloquei tudo em um bowl e reservei. Coloquei dois bifes de alcatra temperados em um prato grande e levei ao microondas por 7 minutos (vire na metade do tempo). Retirei os bifes do prato e reservei. Misturei 1 colher de sobremesa de açúcar ao líquido remanescente no prato, coloquei de volta no microondas e deixei cerca um minuto. Passei essa mistura nos bifes e reservei novamente. Adicionei uma cebola fatiada no mesmo prato e cozinhei a cebola com a raspinha do caldo da carne com açúcar por 4 minutos. Etapa final: votei os bifes para o prato e levei ao microondas para esquentar, com a cebola caramelizada, por dois minutos. Os legumes ficaram brilhantes, as cebolas crocantes e o bife coradinho e macio. Tudo isso usando um prato e um saquinho e em menos de 30 minutos. Aprovado!


Parece ou não parece "de verdade"? 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Iniciação à culinária

Quando eu falei que estava fazendo um curso de iniciação à culinária, ninguém entendeu nada. "Pra que?", "Como assim?" e "Ah tá, você, iniciação culinária..." foram os comentários mais comuns. A primeira coisa que eu fiz na vida foi pão na chapa. Foi horrível. Ficaram todos queimados e a cozinha ficou uma fumaceira só. Para salvar a pátria, e o estômago dos presentes, a minha tia Lídia chegou logo depois da catástrofe com várias pizzas e fez a alegria da galera, já preocupada em ter que comer aqueles pães horrorosos. Outro dia no passado, aprendi a fazer arroz. Daí pra frente, comecei a observar a minha mãe cozinhar e acredito que nesse processo tenha começado a tentar me arriscar no fogão. A verdade é que sempre cozinhei de forma bastante intuitiva. Apenas recentemente comecei a seguir receitas e, mesmo assim, errar ou acertar é questão de sorte. Claro que algum conhecimento ajuda, como o tempo de cozimento de determinados alimentos, um ingrediente ou outro que dá um toque especial, a intimidade com os utensílios, etc. Mas nada disso garante o sucesso de um prato. Porque o resultado final não é nada calculado. A gente vai seguindo determinada direção, esperando chegar a determinado lugar, o que nem sempre acontece. Foi justamente por essa razão que decidi fazer o tal curso. É claro que não dá pra usar todas as técnicas profissionais no dia a dia, mas que algumas delas facilitam a vida, ah facilitam! Cortar uma cebola, bem picadinha, sem chorar e sem espalhar tudo pra todo lado em pouco segundos? Revelação do ano, gente! E executar perfeitamente os cortes de legumes, sem trabalho? Fenomenal! As produções foram bem básicas: creme de ervilhas e legumes salteados na primeira aula, arroz feijão, purê e omelete na segunda e filé de frango grelhado, frango à passarinho e frango ensopado ao molho de laranja na terceira, por exemplo. A questão não é o que cozinhar, mas justamente como cozinhar, para garantir um sabor excepcional e uma apresentação impecável. Tudo isso em uma cozinha mega blaster. Em alguns momentos, as aulas ficam um pouco cansativas, é verdade. Afinal, são três horas de pé, picando, cortando, fritando, esperando cada grupo terminar seus pratos, um por um, passo por passo. Mas quando você vê tudo prontinho e perfeito, é recompensador! Posso dizer que nunca vou encarar a cozinha da mesma forma. E nem a cebola!

Numa cozinha dessa tudo fica mais fácil!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Molho de vegetais

Queria um molho leve para a massinha nossa de cada dia e acabei inventando esse molho super hiper versátil e saboroso. Só não ficou tão leve porque eu inventei de colocar a linguiça toscana do churrasco do fim de semana, mas dá pra viver sem. Cozinhei rapidamente a vagem em água e sal (5 minutos) e reservei. Em uma frigideira grande, fritei uma linguiça toscana em pedaços na própria gordura e depois juntei meia cebola e um dente de alho fatiados. Depois de uns 5 minutos, adicionei cerca de 1/4 de abobrinha pescoço picada e deixei cozinhar até ficar macia, mexendo de vez em quando. Quando isso aconteceu, acrescentei a vagem cozida e um tomate picado grosseiramente. Tampei a panela e cozinhei esse refogado até o tomate desmanchar. Eu usei como molho para o meu farfalle, mas pode ser usado como acompanhamento de carnes (sem a linguiça), recheio de tortas, entrada - em pequenos bowls - ou até como aperitivo, com pãozinho. Use a sua criatividade!

Rápido, fácil e pau pra toda obra!

Meu farfalle

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Pernil desfiado

Eu amo carne de porco! É muito difícil dar errado, seja no forno, churrasqueira ou panela de pressão. Fiz essa receita para comer com mini pães franceses no dia do meu aniversário e foi um sucesso absoluto! Quase não sobrou para a foto. Lavei uma peça de cerca de 1,5 kg. de pernil sem osso e deixei de molho por 20 minutos em meio litro de água e um copo de cachaça. Temperei com sal, pimenta do reino e limão e deixei descansar mais uns 10 minutos. Fritei todos os lados da carne em uma panela de pressão com um pouco de azeite até ficarem dourados. Tirei a carne da panela, cortei em cubos grandes e reservei. Refoguei na mesma panela uma cebola grande, 4 dentes de alho e 1 pimentão vermelho médio e deixei fritar até ficarem levemente dourados. Juntei a carne ao refogado, cobri de água e deixei cozinhar por cerca de 40 minutos. A carne deve estar bem macia nessa altura. Se não estiver, coloque mais água e cozinhe mais alguns minutos. Quando a carne esfriou, bastou desfiá-la. Estava tão molinha que praticamente desmanchou sozinha. Para completar, pãozinho francês e cerveja geladinha!

Pensa nesse pernil dentro de um pão acompanhado de um
 copo de cerveja, nesse calorzão??? 

Pão de abobrinha e grãos

Prometi para mim mesma que essa semana começaria a tirar o atraso do blog e cá estou, cumprindo a minha promessa. Os últimos meses foram uma loucura. Quando todos começaram a desacelerar, o bicho começou a pegar no escritório e as férias de fim de ano se transformaram em dias e noites e fins de semana de muito trabalho. Ou seja: pouca produção na cozinha e menos ainda tempo e inspiração para escrever. Aí eu tenho que inventar introduções um pouco mais longas (como essa) para pegar o gancho da receita propriamente dita. Escolhi essa receita no livro Dona Benta para dar cabo de alguns ingredientes que já tinha e porque achei a combinação interessante. Não é difícil de fazer e o resultado é muito bom - apesar de parecer mais um bolo do que um pão. Misturei em uma tigela 1/ xícara e meia de farinha de trigo, 1 colher de chá de canela em pó, 2 colheres de fermento em pó, 1 xícara de açucar mascavo, 2 colheres de aveia em flocos, 2 colheres de semente de linhaça, 2 colheres de semente de girassol (a receita indicava gérmen de trigo, mas eu não tinha) e um pouco de noz moscada e sal. Misturei em outra tigela 2 ovos, 1/2 xícara de óleo e 1/4 de xícara de iogurte e juntei à parte seca da receita. Misturei bem até formar uma massa homogênea, acrescentei 1 xícara de abobrinha tipo pescoço ralada (a receita indicava abobrinha italiana, mas eu também não tinha...rs) e continuei misturando até a abobrinha se agregar bem à massa. Levei ao forno pré aquecido, em uma forma para pão untada de óleo, durante cerca de 40 minutos. Ficou delicioso!!! Mas fala sério se não tá mais pra bolo?

Pão (sério isso, bicho?) de abobrinha e grãos

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Bobó de camarão

Revelação do ano esse bobó de camarão! É fácil de fazer e impressiona até os convidados mais exigentes. Como é um prato meio pesado, acho melhor servir no almoço. E fazer de caldeirada porque, apesar de render, some rapidinho! Comecei temperando 1 quilo de camarão com limão, alho e sal. Cozinhei 1 quilo e meio de mandioca, cortei em quadrados, tirando a fibra do meio, e reservei. Levei ao fogo em uma frigideira funda 1 cebola ralada e 3 dentes de alho picados e deixei dourar. Juntei 1 pimentão vermelho e 4 tomates sem sementes e deixei cozinhar até desmancharem. Acrescentei a mandioca, cobri de água, tampei a panela e deixei no fogo até a mandioca quase desmanchar também, formando um purê bem espesso. Coloquei mais um pouco de água no meio do caminho. Nesse meio tempo, refoguei o camarão no azeite com um dente de alho e deixei cozinhar por uns 10 minutos. Juntei o camarão à mandioca e umas duas colheres de azeite de dendê, misturei bem e deixei ferver mais um pouco. Juro que quase chorei de emoção quando a receita começou a ganhar corpo e ficar com a aparência da foto abaixo... rs Imagina isso com um arrozinho branco! E que tal como belisquete, com pão italiano e um vinhozinho branco ou rosé? Nham!!!
Prato perfeito: bonito e gostoso!!!
Ah, esqueci de dizer que esse prato delicioso pode ser entregue em sua casa, no tamanho que melhor atender à sua necessidade! 

domingo, 29 de dezembro de 2013

Escondidinho de carne seca

Sempre sofro para fazer escondidinho. Da primeira vez, levei quase uma hora para descascar as mandiocas. Desta vez, fui presenteada com as espécimes mais duras da face da Terra. Como as que eu tinha comprado no Extra na semana anterior foram todas para o lixo, pois estavam verdes ou estragadas (como escolhe mandioca, gente?), tive que comprar a versão orgânica no mercado mais caro do bairro. Resumindo: paguei 7 reais em meio quilo de mandioca dura. Levou umas 2 horas para cozinhar, na pressão, e mesmo assim foi uma dificuldade para transformá-las em purê. Mas eu consegui! Primeiro, cortei cerca de 1 quilo de carne seca em cubos grandes e cozinhei com bastante água na panela de pressão, trocando a água após, mais ou menos, 10 minutos de pressão. Repeti esse processo três vezes. Depois disso, a carne deve estar bem macia e dessalgada. Se não estiver, repita esse passo quantas vezes forem necessárias. Reservei para esfriar. Cozinhei a mandioca em água e sal na panela de pressão e quando ela ficou bem macia, espremi, coloquei em uma panela com uma colher de manteiga e meia caixinha de creme de leite. Misturei bem, até formar o purê, e temperei com sal e noz moscada. Como restaram algumas rebarbas, tive que (pacientemente) passar o purê por um coador. Ufa! Quando a carne estava mais morna, tirei todas as gorduras e desfiei pedaço por pedaço com as mãos. Como ela estava desmanchando quando saiu do fogo, não foi difícil. Em uma panela grande, refoguei uma cebola média fatiada, em 2 colheres de sopa de manteiga até dourar. Juntei a carne desfiada, misturei bem e deixai cozinhar por uns 5 minutos. Em um recipiente pequeno, coloquei uma camada generosa de carne seca acebolada e outra de purê de mandioca. Salpiquei queijo parmesão ralado em cima e levei ao forno até o queijo ficar dourado e crocante. Sério, não dá pra parar de comer!

Vale o trabalho!